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27/01/2020

recordar Auschwitz para não repetir

Cumprem-se hoje 75 anos da libertação do maior campo de concentração e extermínio da II Guerra Mundial erigido pelo regime nazi. A data, que não por acaso coincide com a celebração anual do Dia da Memória do Holocausto, é marcada pela cerimónia em Auschwitz- Birkenau e pela presença de 200 sobreviventes, além de chefes de Estado e embaixadas de todo o mundo. 
 

Será que, como disse Jonathan Littell ao Expresso, “70 anos é o máximo para as pessoas manterem uma memória coletiva sobre o horror do passado”? Que três gerações de paz é “o máximo a que podemos aspirar”?

Símbolo do extermínio

Não é certamente por acaso que o Dia da Memória do Holocausto, também comemorado hoje, coincide com o da libertação do mais mortífero campo de concentração e extermínio da II Guerra Mundial. Porque Auschwitz é o símbolo do horror nazi, é o resumo, a síntese do seu auge. Houve muitos horrores nesses anos, disseminados por muitos países, mas poucos ultrapassam o deste local em grandeza e estatísticas, em aplicação satisfatória da ‘solução final’, em precisão das técnicas encontradas, em quantidade de meios mobilizados para o objetivo do ‘trabalho até à morte’.
Esta segunda-feira, na cerimónia anual em Auschwitz-Birkenau, acessível em streaming no site do Museu a partir das 14h30 (hora portuguesa), os sobreviventes são os principais convidados. Esperam-se pelo menos 200, vindos dos Estados Unidos, Canadá, Israel, Austrália, além de alguns países europeus. Em termos de chefes de Estado, conta-se com a presença dos de Austrália, Áustria, Alemanha, Bélgica, Bulgária, Croácia, Finlândia, Grécia, Hungria, Irlanda, Israel, Letónia, Lituânia, Holanda, Noruega, Polónia, Roménia, Eslovénia, Reino Unido e Ucrânia, além de uma vintena de embaixadores - Portugal está representado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva. (excertos de notícia de Expresso)
Há dois anos, uma ex-aluna e colaboradora do jornal escrevia estas palavras, após ter feito uma visita, com a escola, a Auschwitz, cuja notícia aqui publicamos:
"Auschwitz (...) desperta-nos para o mundo atual, que está repleto de conflitos que põem em causa os direitos humanos e nos transmitem a mensagem que somos nós que traçamos o nosso futuro e que estamos a tempo de impedir muitas crueldades. Afinal de contas, todas estas atrocidades não aconteceram assim há tanto tempo! Efetivamente, e citando George Santayana, “Aqueles que não são capazes de recordar o passado estão condenados a repeti-lo.” Margarida Morais 12ºF

28/01/2015

é preciso recordar para não esquecer

Há 70 anos foi libertado o campo de concentração mais associado ao extermínio dos judeus pelo regime nazi. Mas demorou anos até haver uma compreensão generalizada de que os judeus tinham sido vítimas de um genocídio.
Sobreviventes na comemoração do 70ª aniversário
da libertação de Auschwitz pelo Exército Vermelho
AFP PHOTO / ODD ANDERSEN
Quando entraram em Auschwitz, a 27 de Janeiro de 1945, encontraram um local onde foram mortas 1,5 milhões de pessoas e que se tornou num testemunho da crueldade nazi, mas que só ao longo dos anos se transformou num símbolo do Holocausto dos judeus.
“Vi muitas coisas horríveis e de pesadelo nesta guerra, mas o que testemunhei em Auschwitz ultrapassa a imaginação”, escreveu o militar soviético Georgi Elisavestski numa carta à mulher, quando já era comandante do campo, depois do Exército Vermelho ter assumido o controlo.