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25/09/2023
atualidade: sete em cada 10 adolescentes portugueses foram vítimas de comportamentos agressivos em contexto escolar
cultura: escritora Lídia Jorge vence Prémio Eduardo Lourenço 2023
A escritora portuguesa Lídia Jorge é a vencedora da 19.ª edição do Prémio Eduardo Lourenço, anunciou hoje o Centro de Estudos Ibéricos (CEI).
“O júri, por unanimidade, decidiu que o Prémio Eduardo Lourenço em 2023 será atribuído à escritora Lídia Jorge”, revelou o presidente da Câmara Municipal da Guarda, Sérgio Costa, e elemento da direção do CEI.
O autarca realçou que se dá assim “uma dimensão maior ao Prémio Eduardo Lourenço, que já não só da Ibéria, mas também da Ibero-americana, tendo em conta a sua presença naquelas latitudes”.
O vice-reitor da Universidade de Coimbra, Delfim Leão, sublinhou que, tendo em conta que “o Prémio Eduardo Lourenço tem sido maioritariamente até agora masculino, não deixa de ser interessante o galardão atribuído a Lídia Jorge. Vem reforçar a presença feminina no leque de premiados, ela que é precisamente um dos arautos por excelência dessa visibilidade das vozes femininas através da sua obra”.
O vice-reitor da Universidade de Salamanca, José Mateos Roco, destacou que “foi uma decisão muito pensada, muito ponderada, foram valorizados todos os pontos de vista, mas a figura da premiada foi a que mais reunia condições para este ano ser vencedora, sobretudo nessa nova dimensão que se pretende do prémio”. Fonte: Sapo
curiosidade: é no Outono que se inicia o horário de Inverno
22/09/2023
VER: "Déjà Vu"
Na rubrica de fim de semana IR/LER/OUVIR/VER, desta vez o CRESCER deixa-lhe a sugestão de VER (ou reVER) o filme "Déjà Vu", de 2006, tão intemporal no seu enredo.
O agente federal Doug Carlin (Denzel Washington) é chamado para investigar a causa de uma explosão fatal que ocorreu num ferry em Nova Orleães. Ele descobre, então, um meio de viajar no tempo...
Um filme intenso e agitado que certamente gostará de (re)ver. Aqui fica o trailer oficial. Bom cinema!
cultura: antologia dedicada a Eduardo Lourenço e à sua obra reúne 17 poetas portugueses
Eduardo Lourenço vai ter uma antologia de poemas especialmente dedicados a si e à sua obra, um gesto de homenagem "diferente" que lhe é prestado por 17 poetas portugueses, por ocasião do centenário do seu nascimento.
Trata-se de "um gesto em memória de Eduardo Lourenço, um gesto de gratidão e de reconhecimento pela obra importantíssima que nos legou, sendo estes poemas também um convite à leitura da sua obra e, em particular, às suas profundas reflexões sobre obras poéticas que ocupam uma parte considerável do legado do pensador", explicou à Lusa Jorge Maximino.
"É nesse sentido que se estabelece ou se prolonga um diálogo com a obra ensaística de Eduardo Lourenço, daí também estarem incluídos poemas de [Luís de] Camões, Antero [de Quental] e [Fernando] Pessoa, que são três dos autores das obras mais importantes, entre outras, a que ele consagrou uma parte considerável do seu tempo como ensaísta e critico literário", acrescentou.
Nuno Júdice especificou, por sua vez, que Eduardo Lourenço "foi alguém que muitas vezes construiu o seu pensamento a partir de poetas e da leitura de poesia", razão por que se pensou em criar um "livro com poemas que lhe são dedicados".
É uma "homenagem diferente" de que "ele iria sem dúvida gostar", acrescentou, destacando que a intenção de fazer uma homenagem a partir da poesia pretendeu também fugir das homenagens académicas e de ensaios, que "já há muitas".
Jorge Maximino partilha da mesma opinião, assinalando que esta homenagem "difere dos discursos oficiais, no quadro desta comemoração. É uma proposta diferente, que foi decidida com o objetivo de sensibilizar em particular os mais novos à leitura e é um convite à leitura a partir da leitura da poesia".
"Foi um pensador com uma capacidade fabulosa de abordar temas importantes da cultura, mas também de obras complexas como as de Camões e Pessoa, e propor leituras que se tornaram uma referência no ensaísmo, mas também nos estudos literários", disse.
Na nota introdutória, os organizadores salientam que na extensa obra que Eduardo Lourenço deixou, "a sua reflexão e o seu diálogo permanente com a poesia e com os poetas foi, é e continuará a ser um dos eixos que a marcam fortemente, sendo esse um dos focos mais exigentes e luminosos do seu ensaísmo, dos mais singulares de sempre".
"A criação poética foi para ele (...) não só a arte suprema como também um espaço de liberdade na linguagem, uma vez que na sua perspetiva 'só a palavra poética é libertação do mundo'", acrescenta a nota.
"A mais frágil das moradas" contou com o patrocínio da Fundação Calouste Gulbenkian e o apoio das Câmaras Municipais de Almeida e da Guarda, uma vez que Eduardo Lourenço era natural daquela região da Beira Alta.
Eduardo Lourenço nasceu a 23 de maio de 1923, em S. Pedro de Rio Seco, Guarda, e morreu no dia 01 de dezembro de 2020, em Lisboa. Fonte: Sapo
a luta dos professores: ameaçam com tribunal caso tutela mantenha regime probatório
A Federação Nacional dos Professores (FENPROF) ameaçou hoje avançar para tribunal caso o ministério mantenha a “discriminação dos professores” que este ano entraram para os quadros e são obrigados a um período probatório.
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| Mário Nogueira, secretário geral da FENPROF |
O período
probatório, de um ano escolar e do qual os professores podem ser dispensados,
refere-se ao primeiro ano em que o docente passa a ter lugar permanente nos
quadros e tem como objetivo verificar o desempenho profissional do docente.
A FENPROF garante que todos os professores que agora vincularam contam já “com muitos
anos de serviço e inúmeras avaliações positivas, necessárias para terem mantido
um contrato”.
“Os
responsáveis do Ministério da Educação (ME) não se cansam de lembrar os quase
8.000 docentes que entraram nos quadros, mas não referem o que lhes pretendem,
agora, fazer. E não o fazem porque o que pretendem é ilegal e discriminatório”,
acusa a FENPROF em comunicado divulgado hoje.
A estrutura
sindical decidiu dar até ao final da semana um prazo para o Ministério alterar
a atual situação, caso contrário “avançará para os tribunais, com quatro ações,
uma por sindicato regional”, mas também irá denunciar o caso junto da
Assembleia da República e da Provedoria de Justiça, “solicitando que seja
requerida a fiscalização da constitucionalidade da situação criada”.
A Comissão
Europeia também será um dos destinatários de uma queixa “por violação da
diretiva que determina a não discriminação salarial dos docentes por motivo
relacionado com o vínculo laboral”.
Para a
FENPROF “o que está a acontecer é absurdo e inaceitável”, lembrando que a
tutela está, por um lado, a contratar professores não profissionalizados e por
outro impõe o período probatório a docentes que já “dão aulas há muitos anos”.
Além disso,
estes docentes ficam para já no 1.º escalão, enquanto os colegas com contrato a
termo poderão chegar ao correspondente ao 3.º escalão da carreira, caso tenham
anos de serviço suficientes, acrescenta a federação.
“A discriminação salarial de que vinham a ser alvo os docentes com contrato a termo, são agora docentes dos quadros que passam a ser discriminados em relação àqueles seus colegas”, acusa a FENPROF.
A FENPROF diz ter enviado um ofício ao ministro exigindo a resolução desta situação, admitindo organizar uma concentração junto ao ministério para exigir “um tratamento justo e não discriminatório”.
Para a
federação, os docentes que vincularam este ano devem ser todos dispensados da
realização deste período probatório que “tem como objetivo pagar menos aos
professores, ao mesmo tempo que lhes são exigidas mais horas letivas de
trabalho do que aquelas que a lei prevê”.
Na semana
passada também o Sindicato Independente de Professores e Educadores (SIPE)
pediu ao ministério que alterasse a situação, considerando que promovia “graves
injustiças”: “Legalmente não é possível baixar o índice de vencimento aos
professores que estão a cumprir o período probatório, o que poderá vir a
acontecer a partir do próximo ano letivo”.
A Federação Nacional de Educação (FNE) exigiu também à tutela uma revisão do regime de dispensa do período probatório. Fonte: Sapo
educação: escolas públicas perderam quase 10 mil docentes numa década
O problema da falta de professores poderá agravar-se nos próximos anos, uma vez que a classe docente está cada vez mais envelhecida, tanto no setor público como no privado.
No setor público, em cerca de 10 mil profissionais, quase 80% dos educadores do pré-escolar tinham mais de 50 anos, sendo que abaixo dos 30 anos contabilizavam-se apenas 14 educadores, o que não chega a representar 0,1%.
Entre os níveis de ensino com a classe docente mais envelhecida, seguem-se o 2.º ciclo, em que 62,6% tinham mais de 50 anos, o 3.º ciclo e secundário (60,4%) e o 1.º ciclo (47,6%). A percentagem de professores com menos de 30 anos não chegava aos 2% em qualquer um dos três.
Por região, as escolas com os docentes mais velhos localizam-se no Centro, onde a média de idades era 56 anos no pré-escolar, 54 anos no 2.º ciclo e 52 anos nos 1.º e 3.º ciclos e secundários.
Por um lado, entre 2011/2012 e 2021/2022, houve um aumento do recurso a professores contratados no pré-escolar e 1.º ciclo, que representavam 20,2% e 17,3% do corpo docente das escolas, respetivamente.
Nos 2.º e 3.º ciclos e secundário, o recurso a contratados diminuiu ligeiramente, mas, ainda assim, representavam 21% do total no 2.º ciclo e 25,2% no 3.º ciclo e secundário.
Em todos os níveis de ensino, o recurso a professores contratados é mais significativo nas regiões do Algarve e Área Metropolitana de Lisboa, onde existe também maior carência. (daqui)
saúde: bem-estar emocional das crianças influencia o desenvolvimento físico
"Stress tóxico pode fazer com que os mais novos não se desenvolvam tanto quanto podiam", Júlia Rocha. O bem-estar emocional das crianças pode ser um dos principais estímulos para o seu desenvolvimento físico saudável.
O bioantropólogo inglês Barry Bogin, defende que amor, cuidado e apoio psicológico podem prevenir atrofias no crescimento.
Foi levada a cabo uma nova revisão de estudos sobre o tema que revelou que além de fatores como a genética, dieta e exercício, o crescimento físico das crianças é fortemente influenciado pelo cuidado e bem-estar emocional.
A análise revela que o stress tóxico, provocado pela falta de apoio emocional e de transmissão de sentimentos de reforço positivos, pode fazer com que os mais novos não se desenvolvam tanto, uma vez que pode ocorrer um “bloqueio de hormonas necessárias ao crescimento e à altura”. Barry Bogin, bioantropólogo da Universidade de Loughborough, em Inglaterra, defende esta tese.
O especialista analisou dados históricos relativos a períodos históricos, entre 1800 e 1990, incluindo a Longa Depressão, um momento de recessão económica à escala mundial entre 1873 e 1879. Bogin concluiu que os homens nascidos nos Estados Unidos da América em 1873, eram cerca de 3 cm mais altos do que os que tinham nascido em 1890, no rescaldo da grande crise económica.
Os dados do seu estudo revelam também deram conta de que, após essa período do século XIX, a altura média masculina aumentou em cada ano de nascimento: por exemplo, aumentou de cerca de 169 cm em 1890 para 177 cm em 1960.
“A espécie humana requer fortes ligações sociais e emocionais, isto é, amor, entre pessoas mais jovens e mais velhas e, na verdade, entre pessoas de todas as idades”, explica Bogin, em declarações à Sky News, acrescentando que isto é essencial para “promover quase todas as funções biológicas".
O bioantropólogo deu ainda dois exemplos: por um lado, referiu que a média de altura de um homem na Guatemala é de 1,63 cm de altura e da mulher 1,49 cm. Nos Países Baixos, a altura média dos homens é de 1,83 cm e a das mulheres 1,69 cm.
Segundo o especialista, isto acontece porque na Guatemala os cidadãos estão expostos a violência de vários tipos, além de o contexto político ser uma questão também. Por isso mesmo, é um dos países que regista alturas mais baixas a nível mundial. Os Países Baixos, que seguem políticas que incentivam a segurança e o bem-estar dos cidadãos, têm registo de algumas das pessoas mais altas. Fonte: Sapo
21/09/2023
educação: a gestão dos professores na sua luta
O que pode estar a enfraquecer a luta dos professores é a necessidade de gerir os custos da adesão a tantos dias de greve. Não é a causa, são os custos.
"O que tem destruído a escola pública não são as greves, mas as políticas educativas que desvalorizaram tanto mas tanto quem trabalha nas escolas que neste momento temos falta de profissionais o que prejudica os vossos filhos e os vossos netos”, acrescentou André Pestana, citado no jornal Público.
No entanto, esta greve está a ter pouca adesão. As associações de diretores escolares indicam que a maioria das escolas não foi afetada porque poucos professores estão a fazer greve nesta semana.
“É uma questão de gestão, mesmo. Hoje (segunda-feira) faço greve, mas entre amanhã e quinta-feira, não. Só faço greve na sexta-feira. Temos de fazer contas. Só mesmo quem não sabe fazer contas é que acha que os professores auferem bastante”, disse a professora Sónia Alvarenga na CNN Portugal.
José Silva, outro professor da Escola Básica e Secundária do Cerco (Porto), acrescentou: “A greve sai-nos do bolso e a luta será progressivamente mais difícil. De qualquer forma, não desistimos, enquanto não houver justiça”
O professor António Soares fez as contas para ir a Lisboa, à manifestação da próxima sexta-feira: 100 euros não chegam. “É um dia de salário perdido, mais o transporte, mais a alimentação… É uma despesa que custa bastante ao final do mês, num salário tão precário”. Fonte: ZAP
ciência: Terra está “bem fora do espaço operacional seguro para a humanidade”
As fronteiras planetárias são os limites dos principais sistemas globais – como o clima, a água e a diversidade da vida selvagem – para além dos quais a sua capacidade de manter o planeta saudável corre o risco de falhar.
De acordo com os investigadores, a
avaliação foi a primeira de todas as nove fronteiras planetárias e representou
o “primeiro exame científica de saúde para todo o planeta”: seis dos limites
estão ultrapassados e dois sob ameaça – a poluição atmosférica e a acidificação
dos oceanos. A única fronteira que não está ameaçada é a do ozono atmosférico,
depois de as medidas para eliminar progressivamente os produtos químicos
destrutivos nas últimas décadas terem levado à redução do buraco na camada de
ozono.
Os cientistas salientaram que a
descoberta “mais preocupante” foi a de que todos os quatro limites biológicos,
ou seja os que cobrem o mundo vivo, estão no nível de risco mais alto: o mundo
vivo é particularmente vital para a Terra pois proporciona a resiliência para
compensar algumas mudanças físicas, como por exemplo o desflorestamento.
As fronteiras planetárias não são
pontos de inflexão irreversíveis, além dos quais ocorre uma deterioração súbita
e grave, alertaram os cientistas: são sim pontos a partir dos quais os riscos
de mudanças fundamentais nos sistemas físicos, biológicos e químicos de suporte
à vida na Terra.
“A ciência e o mundo em geral estão
realmente preocupados com todos os eventos climáticos extremos que atingem as
sociedades em todo o planeta. Mas o que nos preocupa ainda mais são os sinais
crescentes de diminuição da resiliência planetária”, frisou Johan Rockström,
ex-diretor do Centro de Resiliência de Estocolmo, que liderou a equipa que
desenvolveu o quadro de fronteiras, citado pelo jornal britânico ‘The
Guardian’. De acordo com o atual diretor-adjunto do Instituto Potsdam para a
Investigação do Impacto Climático, na Alemanha, esta falta de resiliência
poderia tornar impossível restringir o aquecimento global ao objetivo climático
de 1,5 graus Celsius e aproximar o mundo de verdadeiros pontos de viragem.
Katherine Richardson, da
Universidade de Copenhaga, na Dinamarca, que liderou o estudo, salientou que
“sabemos com certeza que a humanidade pode prosperar sob as condições que
existem há 10.000 anos. Mas não sabemos se podemos prosperar sob alterações grandes
e dramáticas. Os impactos humanos no sistema terrestre como um todo estão a
aumentar neste momento”, referindo que a Terra “pode ser considerada um
paciente com pressão arterial muito alta. Isso não indica um ataque cardíaco
certo mas aumenta muito o risco.”
A conclusão dos cientistas é clara: “Esta atualização constata que seis dos nove limites foram transgredidos, sugerindo que a Terra está agora bem fora do espaço operacional seguro para a humanidade”, apontou Rockstrom. “Se se quiser ter segurança, prosperidade e equidade para a humanidade na Terra, tem de se voltar para o espaço seguro. Mas não estamos a ver esse progresso atualmente no mundo.” Fonte: Sapo
educação: recuperar aprendizagens a Português e a Matemática
Em comunicado, o ministério salientou que a página está em atualização constante – que pode consultar aqui – e arrancou com um conjunto alargado de recursos dedicados às disciplinas de Português e de Matemática, mas pretende chegar a outras componentes do currículo com informação e propostas de trabalho que potenciem o desenvolvimento das Aprendizagens Essenciais e do Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória.
“Será ainda um espaço privilegiado para, a partir dos resultados da avaliação externa, divulgar recursos de apoio ao ensino e à aprendizagem, focados no desenvolvimento das áreas de conhecimento e de competências mais comprometidas pelos efeitos da suspensão do ensino presencial”, frisou o ministério.
“A recuperação de aprendizagens é hoje um fator decisivo para garantir o sucesso de todos os alunos, bem como para potenciar a sua concretização a níveis mais elevados. Após a conclusão do Plano de Recuperação das Aprendizagens Escola+ 21|23, por via da informação recolhida através da monitorização do plano e da recolha de dados fornecidos pelas escolas, pelos instrumentos de aferição e provas nacionais, é possível identificar áreas em que a intervenção é mais necessária, devendo a execução do plano de recuperação das aprendizagens neste ano refletir esse foco maior”, apontou.
“A disciplina de Matemática e algumas competências de leitura constituem domínios que merecem um trabalho mais intenso. O dinamismo dos agentes educativos perante este desígnio tem sido determinante para colmatar lacunas diagnosticadas, e para a concretização de medidas, iniciativas, práticas e recursos que contribuíram para os alunos agilizarem progressos significativos, orientados e sustentados no sentido do desenvolvimento das áreas de competências inscritas no Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória e nas Aprendizagens Essenciais.” Fonte: Sapo
atualidade: TSF pela primeira vez em greve e com 100% de adesão
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| foto de PEDRO CUNHA |
escola sede: aconteceu ontem a receção aos docentes e não docentes
20/09/2023
cultura: Amadeo de Souza-Cardoso integra exposição sobre Orfismo no Guggenheim de Nova Iorque
O artista português Amadeo de Souza-Cardoso (1887-1918) vai estar representado entre uma centena de obras de uma exposição dedicada ao Orfismo em Paris, que é inaugurada em novembro, no Museu Guggenheim, em Nova Iorque.
"Harmonia e Dissonância: Orfismo em Paris, 1910-1930" dá título à mostra dedicada à "vibrante arte abstrata do Orfismo", um movimento da pintura francesa que nasceu a partir do cubismo, e que se tornou transnacional, com impacto na dança, a música e na poesia, anunciou o museu, na programação para o próximo ano.
Organizada por Tracey Bashkoff, diretora de coleções e curadora, e por Vivien Greene, curadora de arte do século XIX e início do século XX, a exposição irá exibir obras selecionadas de artistas como Amadeo de Souza-Cardoso, Robert Delaunay, Sonia Delaunay, Marcel Duchamp, Mainie Jellett, Frantisek Kupka, Francis Picabia e dos sincronistas Stanton Macdonald-Wright e Morgan Russell.
Amadeo de Souza-Cardoso teve uma vida curta e intensa em Paris, onde fez contactos com os artistas modernistas, e regressou a Portugal no início da Primeira Guerra Mundial como um pintor reconhecido nos meios da vanguarda, tendo morrido com 30 anos, de gripe pneumónica.
Participou em exposições coletivas em Paris, Berlim, Nova Iorque, Chicago, Boston e Londres, e chegou a exibir e a vender o seu trabalho nos Estados Unidos, sendo considerado, pelo crítico de arte norte-americano Robert Loescher, "um dos segredos mais bem guardados do início da arte moderna".
Em 2016, mais de 40 mil pessoas visitaram a exposição dedicada a Amadeo de Souza-Cardoso no Museu Nacional de Soares dos Reis, no Porto (que depois seguiu para o Museu do Chiado, em Lisboa), e, no mesmo ano, no Grand Palais, em Paris, uma outra exposição reuniu cerca de 250 obras em pintura, desenho e gravura do artista.
Robert Delaunay e Sonia Delaunay - um casal de artistas que se destacou no impulsionamento do Orfismo - viveram cerca de um ano em Portugal durante o período da primeira Guerra Mundial, e travaram conhecimento com os artistas portugueses Amadeo de Souza-Cardoso e Almada Negreiros, de quem se tornaram amigos.
"O Orfismo surgiu no início da década de 1910, quando as inovações trazidas pela vida moderna estavam a alterar radicalmente as conceções de tempo e espaço. Os artistas ligados ao Orfismo envolveram-se com ideias de simultaneidade em composições caleidoscópicas, investigando as possibilidades transformadoras da cor, da forma e do movimento", contextualizou o Guggenheim num texto sobre a mostra.
A palavra orfismo fazia referência a Orfeu, o poeta-cantor da mitologia grega, e refletia o desejo dos artistas envolvidos em acrescentar um novo elemento de lirismo e cor ao cubismo intelectual de criadores como Braque, Picasso e Gris. Fonte: Sapo
educação: concurso usa redes sociais para colocar os jovens a recordar 25 de abril
A iniciativa já vai na 4ª edição e procura “desenvolver o interesse pela pesquisa, reflexão e divulgação da história do 25 de abril e da história militar local”.
Um concurso promovido pela Comissão Portuguesa de História Militar (CPHM) e pela Associação de Professores de História (APH) encoraja os jovens dos 10 aos 19 anos a recordar como foi o 25 de abril de 1974 na sua terra, através das redes sociais Instagram, Tik Tok e Facebook.
Em parceria com a Comissão comemorativa dos 50 anos 25 de abril e com o do Plano Nacional de Leitura 2027, Associação dos Municípios Portugueses, Associação 25 de Abril e Liga dos Combatentes, o concurso encontra-se integrado nas comemorações dos 50 anos da revolução e conta já com a sua 4ª edição.
Intitulado de “História Militar e Juventude” tem como objetivo “desenvolver o interesse pela pesquisa, reflexão e divulgação da história do 25 de abril e da história militar local”, lê-se num comunicado da comissão comemorativa.
Os trabalhos a concurso devem retratar “o essencial do dia 25 de Abril de 1974, seja através da vivência da população, ou das ações desenvolvidas pelos protagonistas” e têm que ser entregues até 19 de maio de 2024.
Em 25 de Abril de 1974, um movimento de jovens oficiais derrubou a ditadura mais longa na Europa, 48 anos, num golpe que abriu caminho à descolonização portuguesa em África e à instauração da democracia.
O concurso procura que os trabalhos sejam realizados, individualmente, em pares ou até em turma, seja em formato escrito ou audiovisual. Devem ser originais e em formato de reportagens, recriações ou mesmo “criar narrativas dramatizadas” de acontecimentos associados à Revolução dos Cravos, entrevistas ou testemunhos.
A 4ª edição do concurso conta com a novidade da integração das redes sociais. Os alunos terão de fazer uma publicação nas redes sociais Instagram, Tik Tok e Facebook com um resumo do trabalho.
João Vieira Borges, presidente da CPHM, citado num comunicado da comissão comemorativa vê que este concurso é “uma maneira singular de compreender a importância dos militares e da instrução militar na construção de um Portugal independente, soberano, democrático e garante os direitos fundamentais de cidadãos livres e orgulhosos na sua história”.
Para o presidente da direção da APH, Miguel Monteiro de Barros, “saber o que custou estabelecer a democracia é fundamental para que as novas gerações a questionem, melhorem e mantenham”, lê-se no mesmo comunicado.
Já para Maria Inácia Rezola, comissária executiva da Comissão Comemorativa 50 anos 25 de Abril, conhecer a “história recente é essencial para que possamos tornar-nos uma sociedade mais participativa, e para que possamos refletir sobre os próximos 50 anos de democracia.”
Apesar de os 50 anos do 25 de Abril se assinalarem em 2024, as comemorações já decorrem desde 2022 e vão prolongar-se até 2026.
Em 2026 assinalam-se os 50 anos da aprovação da Constituição, da formação do I Governo Constitucional, na sequência das eleições legislativas, a eleição do Presidente da República, a realização de eleições regionais nos Açores e na Madeira e das eleições autárquicas. Fonte: Sapo
educação: suspenso alargamento de manuais digitais a todos os alunos do 3.º ciclo
Apesar disso, este ano letivo, mais de 20 mil alunos do 3.º ao 12.º ano vão estudar com manuais digitais.
É a quarta fase do projeto-piloto lançado pelo Governo para substituir gradualmente os livros em papel. @ RTP Notícias
Ouça a notícia em:https://www.rtp.pt/
educação: professores e alunos querem recuo nos manuais digitais
Com vários países a voltarem atrás na digitalização das aulas, em Portugal docentes e estudantes defendem manuais digitais apenas como complemento à aprendizagem. A favor do progresso, mas "contra o retrocesso intelectual" provocado pelo uso excessivo de tecnologia.

















