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25/07/2022

ensino superior tem 22 novos cursos com 642 vagas apoiados pelo PRR

As vagas no concurso nacional de acesso ao ensino superior para o próximo ano letivo voltaram a aumentar. PRR apoia a criação de 22 novos cursos com mais de 600 vagas. A 1ª fase do concurso inicia-se hoje, dia 25 de julho e decorre até 8 de agosto.


As vagas no concurso nacional de acesso ao ensino superior para o próximo ano letivo voltaram a aumentar, com destaque para os cursos de Educação Básica e 22 novas licenciaturas em ciências e tecnologias.

Segundo os dados divulgados pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES), o concurso nacional para ingressar nas universidades e politécnicos públicos em 2022 vai abrir com um total de 53.640 vagas.

Depois de, nos anos anteriores, o reforço de lugares disponíveis para estudar no ensino superior ter sido correspondido com novos máximos de alunos colocados, o número de vagas aumenta agora cerca de 2,6% em relação a 2021.

A contribuir para esse aumento estão os cursos de Educação Básica, que no próximo ano vão poder receber mais “caloiros” para um total de 855 vagas, mais 56 comparativamente ao ano anterior e um aumento de 7%.

A possibilidade de reforço estava prevista no despacho que determina as orientações para a fixação de vagas, com o intuito de responder “à necessidade premente de formação de professores”, e 12 das 21 instituições com essa oferta anuíram, incluindo a Universidade do Algarve, numa das zonas do país onde mais faltam docentes nas escolas.

Por outro lado, em Lisboa e Setúbal, zonas igualmente afetadas pela falta de professores, os institutos politécnicos optaram por manter o mesmo número de vagas.

Além dos cursos de Educação Básica, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior destaca também a criação de 22 cursos novos nas chamadas áreas “STEAM” (sigla em inglês para Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática), apoiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência.

No total, essas licenciaturas representam 642 vagas, a maioria das quais em Lisboa e Porto, havendo ainda outros 35 novos cursos para a formação noutras áreas, como Turismo, Gestão ou Saúde, que totalizam mais 1.045 vagas.

À semelhança dos anos anteriores, há também um reforço nos cursos ligados às competências digitais, que vão contar com um aumento de 3,6% para o próximo ano letivo, e nos cursos mais procurados por alunos de excelência.

Em Medicina, área na qual as faculdades não têm aproveitado a possibilidade conferida por despacho para abrirem portas a mais alunos, a Universidade da Beira Interior tem mais cinco vagas.

Olhando para o país, as regiões de menor pressão demográfica registam um aumento percentual superior à média (3,8%), mas em termos absolutos Porto e Lisboa voltam a surgir no topo.

As instituições da Invicta vão abrir 7.773 vagas, mais 377 do que no ano anterior e a maioria na Universidade do Porto.

Em Lisboa, que concentra o maior número de vagas do concurso nacional de acesso (13.996), o aumento global é de 339 vagas, mas com discrepâncias entre as instituições: enquanto as estreias na sua nova escola em Sintra contribuem para o reforço de 15,9% de vagas no ISCTE-IUL, a Universidade Nova de Lisboa tem um ligeiro decréscimo do número de lugares disponíveis.

Em sentido contrário com a tendência nacional, o Instituto Politécnico de Beja vai disponibilizar menos 3% das vagas comparativamente ao ano passado, enquanto os institutos politécnicos de Lisboa, Setúbal e Leiria mantêm o mesmo número, à semelhança das escolas superiores de Enfermagem e Hotelaria e Turismo.

Além das 53.640 vagas do concurso nacional, há ainda 721 vagas para os concursos locais, realizados diretamente nas instituições de ensino superior para ingresso em cursos de música, teatro, cinema e dança, contabilizando-se no total 54.361.

O prazo de candidatura à 1.ª fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior público decorre entre 25 de julho e 08 de agosto, através do ‘site’ da Direção-Geral do Ensino Superior (http://www.dges.gov.pt). @  Sapo

Universidade do Porto lança quatro novas licenciaturas no próximo ano letivo

A Universidade do Porto (UP) vai lançar quatro novas licenciaturas, que já vão estar disponíveis na primeira fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior e elevam para 56 o número de cursos no primeiro ciclo.


Em declarações à agência Lusa, o vice-reitor com o pelouro da Formação da UP, José Castro Lopes, esclareceu hoje que as novas quatro licenciaturas se inserem no programa 'Impulso Jovens Destino', financiado ao abrigo do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
"A Universidade do Porto fez uma candidatura a esse programa, em que o que se pretendia era aumentar a formação de jovens nestas áreas das ciências, engenharias, artes e matemática, no sentido de haver uma crescente valorização da formação superior", notou.
As novas licenciaturas em Desenho (Faculdade de Belas Artes), Literatura e Estudos Interartes (Faculdade de Letras) e Matemática Aplicada (Faculdade de Ciências) são "estreias" na instituição, enquanto a licenciatura em Engenharia Agronómica (Faculdade de Ciências) abre vagas pela primeira vez.
"Estas foram as áreas em que entendemos que havia uma maior possibilidade de serem propostas com êxito", disse, lembrando que a escolha foi deixada à consideração das unidades orgânicas que integram a UP.
As novas licenciaturas já vão estar disponíveis na primeira fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior 2022/2023, que decorre entre 25 julho e 08 de agosto, e elevam para 56 o número de cursos no primeiro ciclo de estudos.
"A Universidade do Porto sempre atraiu muitos estudantes, temos os maiores índices de efetividade em Portugal e preenchido todas as vagas que dispomos e estamos convencidos de que com estas novas licenciaturas seja igual", disse, lembrando que a instituição vai aumentar em 198 o número de vagas neste concurso de acesso ao ensino superior.@ Sapo

exames nacionais (2ª fase): 25 de julho

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22/07/2022

CINEMA NA RELVA! começa esta semana o evento de cinema ao ar livre da Maia

Esta semana começa o evento de cinema ao ar livre de entrada gratuita na Maia.
O Cinema na Relva conta já com mais de dez edições, trazendo filmes ao verão da cidade. As sessões são no jardim do Parque da Cidade Desportiva da Cidade da Maia, nos dias 22, 23, 29 e 30 de Julho sempre Às 22h. Os filmes vão desde o vencedor do Óscar de Melhor Filme ("Belfast"), ao aclamado último filme de Paul Thomas Andersson "Licorice Pizza".

As sessões regulares no Cinema Venepor do Cineclube da Maia são assim interrompidas no verão,e transportadas para a relva. A rotina será retomada em Setembro.

22 JULHO — 22h
BELFAST
de Kenneth Branagh
2021 / GB / 98 min. / Drama, Histórico
Na Irlanda do Norte dos anos 60, um menino de 9 anos experimenta o amor, a alegria e a perda. Entre conflitos políticos e sociais, o rapaz tenta encontrar um lugar seguro para sonhar enquanto sua família procura uma vida melhor.

23 JULHO — 22h
PETITE MAMAN
de Céline Sciamma
2021 / FRA / 72 min. / Drama, Fantasia
A bela fábula de Nelly, 8 anos, que acabou de perder a avó e está a ajudar os pais a esvaziar a casa de infância da mãe, Marion. Um dia, a mãe parte sem explicações e, na floresta onde ela brincava em criança, Nelly conhece uma menina, mais ou menos da sua idade, chamada Marion.

29 JULHO — 22h
O TÁXI DO JACK
de Susana Nobre
2021 /PT / 70 min. / Drama
Com 63 anos, e quase a refomar-se, Joaquim está desempregado e anda de empresa em empresa a atestar que ali esteve à procura de trabalho, para poder usufruir do subsídio de desemprego. Enquanto isso rememora a sua vida de emigrante em Nova Iorque onde trabalhou como taxista e assistiu às diversas quedas da bolsa de Wall Street. 

30 JULHO — 22h
LICORICE PIZZA
de Paul Thomas Anderson
2021 / USA / 133 min. / Comédia Dramática
A história de Alana Kane e Gary Valentine, que crescem e se apaixonam enquanto deambulam pelo vale de San Fernando em 1973. Escrito e realizado por Paul Thomas Anderson, o filme acompanha os tortuosos caminhos do primeiro amor.

Deixo o convite para que tragam a manta e se juntem a nós, para que venham ao cinema. E fico ao dispor para o esclarecimento de qualquer questão. Agradeço a atenção e a colaboração na divulgação dos eventos do Cineclube da Maia. 

maioria dos países não está minimamente preparada para lidar com mudanças climáticas

 


Grandes economias mundiais, como são os casos da Índia, Brasil e Rússia, vão enfrentar crises “em cascata” impulsionadas pelas mudanças climáticas, como insegurança alimentar, escassez de energia e agitação civil, segundo apontou esta 5ª feira um estudo da Verisk Maplecroft, empresa inglesa de consultoria estratégica e de risco global. Já Portugal é avaliado no estudo como um país “isolado”.
Embora se preveja que as nações em desenvolvimento em África e do Sudeste Asiático sejam as mais afetadas pelas temperaturas mais altas, clima extremo e aumento do nível do mar, algumas nações de médio rendimento não têm infraestrutura e liberdade legislativa para acompanhar as mudanças climáticas. E, conforme a Europa vai contabilizando o custo de outra onda de calor recorde, a análise mostrou como mesmo nações com tipicamente poucas crises relacionadas ao clima vão precisar de se adaptar à medida que as temperaturas globais aumentam.
O estudo analisou o desempenho dos países em 32 questões estruturais – incluindo eventos relacionados ao clima, estabilidade política, poder económico, segurança de recursos, pobreza e direitos humanos – para avaliar a capacidade de cada nação de gerir crises. Depois, dividiu os países em três categorias: “isolados”, “precários” e “vulneráveis”.
Sem surpresa, as nações mais ricas tiveram um bom desempenho e foram consideradas as mais isoladas contra choques climáticos graças a uma combinação de boa governação, poder de compra e infraestrutura robusta.
As nações em desenvolvimento foram consideradas principalmente na categoria vulnerável por não terem essas salvaguardas. Vários países de médio rendimento, incluindo Índia, Indonésia e África do Sul, enquadram-se nesse grupo.
“Os baixos níveis de investimento na análise dos riscos secundários mostram que a maioria dos países está quase totalmente despreparada para lidar com os impactos políticos, económicos e de desenvolvimento mais amplos de um planeta em aquecimento”, indicou o estudo.
Will Nichols, chefe de clima e resiliência da consultoria Verisk Maplecroft, que conduziu a avaliação, garantiu que as maiores surpresas estavam na categoria intermediária – ou “precária” – que continha potências como Brasil, México, Rússia e Arábia Saudita.
Nichols garantiu que a onda de calor mortal desta semana na Europa é a prova de que mesmo os países ricos precisam levar em consideração as mudanças climáticas em futuras decisões de negócios e Governo. “A escala da ameaça climática não está a diminuir – obviamente terá um enorme impacto”, disse. @ Sapo

jovens portugueses sentem-se financeiramente inseguros, stressados e estão apreensivos com o futuro

Os jovens portugueses da Geração Z e Millennials sentemse financeiramente inseguros, sofrem com níveis de stress alto e confessam estar apreensivos quanto à reforma quando terminarem a carreira profissional.


Estas são algumas das conclusões do estudo “Gen Z and Millennial Survey 2022” da Deloitte, uma pesquisa global que este ano conta com uma análise à situação específica de Portugal.

O estudo, que se baseia num inquérito a 400 jovens portugueses (200 Geração Z e 200 Millennials), e que a nível global chegou aos 23.220 inquiridos (14.808 Geração Z e 8.412 Millennials) de 46 países, conclui que 61% dos Gen Z nacionais não se sentem seguros financeiramente. Menos do que os Millennials cuja percentagem de insegurança se situa nos 65% o que compara com os 40% e 46%, respetivamente, no total dos restantes países analisados.

Os números são ainda mais expressivos quando se fala de reforma no final da carreira profissional. Apenas 27% dos Gen Z e 33% dos Millennials se sentem seguros em Portugal relativamente à sua reforma, números abaixo dos 41% registados nas duas categorias a nível global.

Nuno Carvalho, partner da Deloitte destaca que: “o atual contexto mundial conduziu a um clima generalizado de apreensão com o futuro, a que os Millennials e Geração não são alheios. Os efeitos da pandemia e, mais recentemente, da guerra na Ucrânia têm levado as gerações mais novas a reavaliarem o que é prioritário, contrariamente a algumas das conclusões em edições anteriores. Temas como a flexibilidade no trabalho, o stress ou mesmo a reforma estão agora no topo das prioridades destas gerações e devem ser tidos em consideração pela sociedade e pelas empresas.” 

O stress é outra das marcas das gerações mais novas em Portugal. Cerca de 53% de Gen Z e 39% de Millennials garantem sentir-se ansiosos ou stressados na maior parte do tempo (46% e 38% respetivamente a nível global). As causas apontadas pelos entrevistados para se sentirem ansiosos ou stressados são futuro financeiro a longo prazo (Gen Z 54%|Millenials 43%), as preocupações relacionadas com a saúde mental (44%|35%), a carga laboral (43%|34%), a Família/Relações Pessoais (41%|30%) e as finanças do dia-a-dia (41%|35%).

No local de trabalho, a percentagem dos jovens que não se sentiria à vontade para falar abertamente com o seu gestor direto sobre o facto de se sentirem stressados ou ansiosos ou sobre outros desafios de saúde mental chega aos 37% na Geração Z e a 35% no caso dos Millennials.

No topo das cinco principais preocupações apontadas pelos jovens portugueses está o custo de vida tanto para a Geração Z (34%) como para os Millennials (46%). Mas a coincidência mantém-se no segundo fator de preocupação: as alterações climáticas/proteção do ambiente com 32% para os dois grupos etários. Nos restantes fatores há variações com o Gen Z a preocuparem-se com a saúde mental (27%), seguida do desemprego (19%) e da escassez de recuros (17%). Nos Millennials a desigualdade de rendimento/distribuição de riqueza (25%), o desemprego (23%) e saúde/prevenção de doenças (17%) completam o top 5 das preocupações.

Relativamente à progressão de carreira, os Gen Z demonstram ter mais vontade de mudar de trabalho do que os Millennials. Segundo o estudo, 29% dos Gen Z pretende sair do seu atual trabalho dentro de 2 anos e 20% pretende mudar dentro de 5 anos. Nos Millennials 27% que sair daqui a 2 anos e 28% daqui a 5 anos. Cerca de 36% dos Gen Z e 23% dos Millenials afirma que abandona o seu empregador mesmo se não tiver outro trabalho garantido para onde mudar.

Com a pandemia e a entrada em cena de diferentes padrões e formas de trabalhar, segundo este estudo da Deloitte 16% dos Gen Z trabalham remotamente, 24% de forma híbrida e 54% trabalham sempre a partir do escritório do seu empregador. Nos Millennials os valores são semelhantes: 18% trabalha remotamente, 25% híbrido e 53% totalmente presencial.

Mas estes dados não estão totalmente alinhados com os desejos dos jovens trabalhadores portugueses com uma larga maioria de Gen z a querer formas híbridas de trabalho (72%) e com remoto (8%) ou presencial (14%). Nos Millennials a dispersão é semelhante com uma larga maioria (64%) a preferir o modelo híbrido e o remoto (19%) e o presencial (12%) em minoria nas preferências dos jovens trabalhadores portugueses. @Sapo

Covid-19: reinfeção fará parte da pandemia nos próximos meses

A variante BA.5 mais recente da Ómicron está a tornar-se rapidamente dominante em todo o mundo, incluindo em Portugal. À medida que continua a aumentar, a reinfeção será cada vez mais comum nos próximos meses, o que significa que mais pessoas desenvolverão doença prolongada ou ‘long covid’.

Segundo o ‘The Conversation’, os dois aspetos mais preocupantes da ‘long covid’ são a sua alta prevalência (até 30% dos infetados) e uma ligação entre reinfeção e maior risco de resultados   prejudiciais. Diante de atitudes cada vez mais relaxadas em relação à pandemia, muitas pessoas já não têm as mesmas precauções de comportamento: uso de máscara, distanciamento físico e evitar participar em eventos lotados. As consequências são um aumento nos números diários de casos e na carga da ‘long covid’.

A primeira variante da Omicron, BA.1, surgiu no final de 2021, substancialmente diferente – clínica e geneticamente – das variantes anteriores. Deslocou a variante Delta e, no início de 2022, foi substituída pela BA.2.

O grau em que BA.2 evoluiu para longe de BA.1 é muito maior do que a distância genética entre a versão original do SARS-CoV-2 e a variante Delta. BA.5, uma subvariante de BA.2, está agora rapidamente ultrapassando outras variantes.

Dados recentes dos Centros de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA mostram o rápido aumento da variante BA.5 e a sua substituição por outras variantes Ómicron.

As variantes Ómicron, a BA.5 especificamente, mostram várias características preocupantes. Podem resistir à imunidade adquirida através de infeções anteriores e infeções avançadas em pessoas vacinadas. A par disso, a BA.5 é mais capaz de infetar células, agindo mais como Delta do que as variantes Ómicron anteriores.

O que se sabe sobre a ‘long covid’?

O SARS-CoV-2 não é o único na sua capacidade de causar sintomas pós-agudos e danos aos órgãos. Uma incapacidade crónica inexplicável ocorreu numa minoria de pacientes após infeções por Ébola, dengue, poliomielite, as infeções originais da SARS e do vírus do Nilo Ocidental.

O que é diferente é o tamanho da pandemia e o número de pessoas afetadas pela ‘long covid’. Uma das questões absolutamente críticas sobre o fenómeno é que não devemos subestimá-lo.

Agora está claro a partir de vários grandes estudos que:

. É um conjunto de síndromes

. Afeta vários órgãos e sistemas

. Resolve em alguns, mas permanece persistente em outros

. Pode ser marcadamente debilitante

. O seu risco é reduzido pela vacinação

. A sua patologia é mal compreendida

. Estamos apenas a começar a encontrar maneiras de prever o risco e monitorizar o seu curso

Talvez o mais importante, a reinfeção pode agora tornar-se uma característica da pandemia pelo menos nos próximos 12 a 36 meses, aumentando o risco de ‘long covid’ a cada infeção repetida. @Sapo 

novo alerta na Covid!

 

de Luís Delgado
Multiplicando exponencialmente as infeções, aumentam proporcionalmente os casos mais graves, e cresce aritmeticamente a mortalidade.
BA.5 já foi destronada por mais uma sub-variante, de uma sub-variante (começa a ser confuso), a «Centaurus», ou BA.2.75, que parece passar por todas as barreiras imunológicas. Atribuir um nome próprio a uma variante é, desde logo, um mau sinal. A Delta ou a Omicron já só se encontram em museus, ou numa gaveta escondida na nossa memória, tal é a rapidez e o número de mutações que este vírus produz. Há, de novo, um alerta mundial com a Covid.
Para nosso suposto descanso, as notícias ainda apontam para distantes países e continentes com esta sub-variante, mas essa conversa não pega. Pelo que já se sabe, a OMS está a acompanhar de perto esta «sub», que se propaga muito mais rapidamente do que a BA.5, e que atirou Portugal, há muito pouco tempo, para contágios e mortes surpreendentes. O Centro Europeu de Controlo de Doenças recomenda uma aceleração na aplicação da 4ª dose das vacinas, tomando como métrica temporal provada, que a imunidade por contágio, ou induzida por vacina, tem, apenas, um prazo de segurança de escassos dois meses.
A guerra na Ucrânia e a fadiga noticiosa desviou as atenções da Covid, mas o vírus não parou a sua notável habilidade de se transformar, variar, e converter numa arma cada vez mais perigosa e mortal. Multiplicando exponencialmente as infeções, aumentam proporcionalmente os casos mais graves, e cresce aritmeticamente a mortalidade. É mais uma vaga que vai dizimando os mais velhos, os mais fracos, e os mais doentes. Mas passa por todos.
Países com a «Centaurus» em elevada progressão já estão a aplicar regras restritivas básicas, como o uso da máscara em todos os espaços fechados, e certamente que Portugal não escapará a essa medida indispensável. Por muito que a ministra da Saúde possa estar distraída ou desconcentrada, conviria recomeçar a prestar atenção, de novo, aos nossos médicos, técnicos e cientistas. Esta sub-variante vai chegar, ou já cá está, e é necessário acelerar a 4ª dose, mas de uma forma universal. @ Visão Sapo 

exames nacionais (2ª fase): 22 de julho

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21/07/2022

dia Mundial do Cérebro: descubra 6 mitos que todos acreditam sobre este órgão

A dia 22 de julho, celebra-se o Dia Mundial do Cérebro, instituído pela World Federation of Neurology (WFN). O objetivo está em assinalar a importância do cérebro para a vida humana e para a descoberta do mundo. Apesar de ser um órgão tão importante, existem muitos mitos e informações erradas a circular sobre o cérebro. Para comemorar a ocasião, desmistificamos as suposições mais comuns.


É comum ouvir a expressão que só usamos cerca de 10% do nosso cérebro. Esta afirmação, embora muito conhecida, é considerada falsa pelos neurólogos. Em qualquer scan cerebral, é possível identificar que todas as partes do cérebro estão ativas, ainda que algumas sejam mais necessárias em certas situações. Isto acontece até quando estamos a dormir.


Quem nunca ouviu dizer que ter uma cabeça maior é sinal de inteligência? Na verdade, a inteligência nada tem a ver com o tamanho do cérebro. Está, antes, ligada ao número de sinapses existentes. As sinapses são conexões entre células cerebrais, essenciais ao funcionamento das funções cognitivas humanas.
Por norma, a velhice é associada a um período de declínio cognitivo e, de facto, algumas funções do cérebro pioram com a idade. No entanto, há muitas que chegam a melhorar. Entre as privilegiadas, encontra-se o vocabulário, a resolução de conflitos, a capacidade de compreensão e a regulação emocional.
Os testes de Quociente de Inteligência (QI) são vistos como um medidor da capacidade cerebral de cada pessoa. Na verdade, estes testes dizem pouco ou nada sobre nós, segundo afirmam os cientistas Adrian Owen, Adam Hampshire e Roger Highfield. A inteligência humana é demasiado complexa para ser medida por um único teste. 
Com certeza, já conheceu alguém que julga trabalhar melhor ou raciocinar de forma mais eficaz sob pressão. O stress pode ser uma boa motivação para cumprir tarefas, mas acaba por não beneficiar o cérebro. Aliás, situações limite comprometem o funcionamento deste órgão.

O conhecimento popular diz-nos que os indivíduos criativos e imaginativos usam mais o lado esquerdo do cérebro, enquanto os adeptos da lógica preferem o direito. Em 2013, cientistas da Universidade de Utah levaram a cabo um estudo que desmente a ideia de usarmos mais um lado do que outro. Ambos acabam por funcionar de igual forma. @ Sapo

matemática da informação vale prémio a português que trabalha na Suíça

Afonso Bandeira é o primeiro matemático a receber o Prémio António Aniceto Monteiro, uma parceria entre a Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM) e a Unilabs. Esta foi a primeira edição do prémio que se destina a matemáticos, com menos de 40 anos de idade, e que se tenham distinguido com uma contribuição significativa na disciplina.

Afonso Bandeira tem 34 anos e é natural de S. Pedro do Sul, distrito de Viseu. É professor do ETH Zurich, um instituto público na Suíça, e desenvolve investigação na área de matemática da informação, combinando ferramentas de teoria da probabilidade, estatística teórica e otimização convexa, para introduzir ideias inovadoras que têm vindo a revolucionar e impulsionar de forma inequívoca a área, na qual é considerado uma referência de liderança.
"Em termos simples, a matemática da informação consiste em perceber quanta informação existe num determinado conjunto de dados", explica Afonso Bandeira. O matemático explicou ao JN que, nos últimos anos, esta é uma área que tem estado em constante crescimento e que permite obter informação para diferentes áreas do conhecimento, como a física ou a saúde.
"Permite-nos perceber padrões na rede, como proteínas. Aliás, foi esta informação que nos permitiu construir a imagem que nós temos sobre o coronavírus". Para Afonso Bandeira, o que mais lhe interessa é perceber, além de como estes dados são extraídos, o quão difícil é obter estes dados.
Quando soube que tinha sido selecionado para receber este prémio por parte da SPM, o matemático sentiu-se honrado. "Acho que me escolheram porque gostaram do meu trabalho, da minha curiosidade. Mas para mim, mais importante do que receber o prémio, é recebê-lo na SPM presencialmente e estar junto de matemáticos que eu conheço e que não vejo desde o início da pandemia", conclui Afonso Bandeira.
Apesar de ser uma área em constante evolução, Afonso Bandeira afirma que já tem planos para o que vai investigar a seguir na área da matemática da informação. "O que me interessa agora é perceber a relação entre a quantidade dos dados (com uma certa qualidade), o tempo de resposta e a qualidade das soluções apresentadas pelos computadores na resolução de problemas computacionais", explica.
Afonso Bandeira admite que é impossível prever os dados que vão ser analisados por esta área, referindo que nem mesmo em sonhos será possível perceber a informação que vai ser possível obter com estes dados. "No entanto, é ótimo para quem gosta de colocar perguntas".
A cerimónia de entrega decorreu esta quarta-feira, 20 de julho, no âmbito do Encontro Nacional de Matemática. O prémio foi entregue pela ministra da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Elvira Fortunato.
O prémio António Aniceto Monteiro é uma homenagem ao matemático do mesmo nome, que foi um dos fundadores da SPM e da Portugaliae Mathematica. O seu trabalho de investigação é considerado como um testemunho de uma era e de uma vida extraordinárias.
O seu ensaio modernista "Ensaio sobre os fundamentos da Análise Geral", publicado pela Academia de Ciências de Lisboa, em 1939, é um exemplo das ideias precursoras que inebriaram a sua geração e instigaram o progresso da investigação em Portugal.
"O objetivo deste prémio é reconhecer o mérito excecional da nova geração de matemáticos portugueses, chamar a atenção para a enorme qualidade da sua investigação, inspirar os mais novos e promover a matemática", explica João Araújo, presidente da SPM. @ JN

ciência pode ter encontrado a razão para os homens terem uma esperança média de vida mais baixa do que as mulheres

Cientistas da Universidade de Virgínia, nos EUA, descobriram novas pistas que podem explicar porque os homens têm uma menor esperança média de vida em comparação com as mulheres.

"Particularmente depois dos 60 anos, os homens morrem mais rapidamente do que as mulheres. É como se envelhecessem biologicamente mais rapidamente”, explica Kenneth Walsh, professor da Universidade de Virgínia, e autor do no novo estudo, publicado na revista Science. A investigação sugere que a explicação pode estar na perda do cromossoma Y em parte das células, que se estima afetar cerca de 40% dos homens com 70 anos, e que pode provocar cicatrizes no músculo cardíaco e levar à insuficiência cardíaca mortal.

As mulheres têm dois cromossomas X e os homens têm um cromossoma X e um cromossoma Y. Estudos anteriores revelaram que a perda do cromossoma Y tinha consequências na saúde dos homens, nomeadamente doenças relacionadas com a idade, como a Alzheimer, ou doenças como a diabetes ou o cancro. Esta pesquisa é inovadora porque relaciona diretamente a perda do cromossoma Y com o risco mortal de insuficiência cardíaca.

Para entender os efeitos da perda do cromossoma Y no sangue, os investigadores utilizaram a tecnologia de edição de genes CRISP para o desenvolvimento de um modelo de rato-doméstico, o chamado murganho, sem o cromossoma Y em algumas células da medula. Os investigadores descobriram que estes roedores tinham mais propensão a doenças de coração e doenças relacionadas com a idade, levando a uma morte precoce.

A investigação incluiu também a análise dos efeitos da perda do cromossoma Y nos humanos, ao realizarem três análises de dados genéticos compilados do UK Biobank. A descoberta revelou que à medida que a perda de cromossomas aumentava, o risco de morte e do aparecimento de doenças cardiovasculares e insuficiência cardíaca também aumentava.

A esperança pode estar num medicamento, a pirfenidona, aprovada em 2011 na União Europeia e que está a ser testado para o tratamento da insuficiência cardíaca. @ Sapo 

exames nacionais (2ª fase): 21 de julho

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exames nacionais (2ª fase): 21 de julho

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2ª fase de exames começa hoje

 Decorre de 21 a 27 de julho.


20/07/2022

as cinco formas que os cibercriminosos usam para roubar os dados dos cartões bancários

O phishing, o malware e o skimming digital são as principais técnicas utilizadas pelos hackers.


O mundo do cibercrime tem atualmente uma atividade que está avaliada em milhares de milhões de dólares e, segundo a Cybersecurity Ventures, pode vir a ser mais rentável do que o comércio global de todas as principais drogas ilegais em conjunto. Estima-se que atualmente circulem em websites da dark web cerca de 24 mil milhões de nomes de utilizador e passwords obtidos ilegalmente. Entre os dados mais procurados estão os de cartões bancários recentemente roubados, que são depois utilizados para cometer fraude de identidade.
A empresa de soluções de cibersegurança ESET explica quais as cinco principais formas que os cibercriminosos utilizam para roubar dados de cartões bancários.
O phishing é a técnica mais popular, em que o hacker se faz passar por uma entidade legítima para levar as pessoas a divulgar os seus dados. Muitas vezes encorajam as pessoas a clicar num link ou a abrir um anexo. O phishing por SMS mais do que duplicou em 2021 e o phishing por voz também tem vindo a aumentar.
O malware também é uma técnica utilizada pelos cibercriminosos em que diferentes tipos de código malicioso têm sido concebidos para roubar informação.
Os hackers também utilizam o skimming digital em que os criminosos instalam malware nas páginas de pagamento dos sites de comércio eletrónico. Estas são invisíveis para o utilizador mas roubam os dados do cartão à medida que são introduzidos. Entre mais e novembro de 2021, as deteções de skimming digital aumentaram 150%.
Por vezes os detalhes do cartão são roubados diretamente às empresas com quem se faz negócio. Esta é a forma mais rentável para os hackers pois conseguem roubar um grande conjunto de dados ao mesmo tempo.
A utilização de hotspots públicos de Wi-Fi também são perigosos pois os cibercriminosos podem também estar a usar a mesma rede e a roubar os dados à medida que são inseridos.
No entanto, existem várias formas de mitigar este risco. Não responder, clicar em links ou abrir anexos de email não solicitados é uma das primeiras dicas, pois estes podem estar "armadilhados" com malware.
Não devem ser divulgados quaisquer dados por telefone, mesmo que a chamada soe legítima. Os detalhes dos cartões não devem ser guardados nos sites de compras online, reduzindo assim o risco de ser roubado em caso roubo de dados à empresa. O Wi-Fi público não deve ser utilizado para acesso a páginas em que é preciso introduzir detalhes do cartão bancário. As compras online devem ser feitas apenas em sites com HTTPS, pois isto significa que há menos hipótese de os dados poderem ser intercetados. @ DN

médias dos exames desceram e duas disciplinas com médias negativas

Apesar das diferenças comparativamente aos resultados do ano passado, o Júri Nacional de Exames sublinha que "quer as subidas quer as descidas não são, na sua maioria, significativas".


A média dos resultados da primeira fase dos exames nacionais do ensino secundário desceu na maioria das disciplinas, à exceção de sete que incluem Matemática A e Física e Química, mas Matemática B foi a única negativa, a par do Português Língua Não materna, exame que é feito por poucos estudantes.
De acordo com os dados do Júri Nacional de Exames, divulgados esta terça-feira pelo Ministério da Educação, as notas médias nos exames do 12.º ano desceram em sete das 24 disciplinas, incluindo em duas das principais.
Entre os 32.853 alunos que foram a exame a Física e Química, a média dos resultados fixou-se em 11,7 valores, depois de no ano passado ter sido a única negativa com 9,8 valores, e registou o maior aumento entre todas as disciplinas.
Matemática A também foi uma das sete exceções e, com 34.367 realizadas, passou de uma média dos 10,6, em 2021, para 11,9 valores.
Além dessas, os resultados melhoraram a Espanhol, em que a média foi 15,9 valores, Desenho A (14,1), História B (12,8), Literatura Portuguesa (12,0) e Geografia A (11,6).
Por outro lado, na prova de Biologia e Geologia, que foi novamente a mais realizada este ano e importante para os alunos que querem entrar em Medicina, a média dos 39.138 desceu 1,2 valores, passando de 12 para 10,8 valores, uma variação semelhante a Português que, com 35.159 provas realizadas, passou de 12 para 10,9 valores.
Apesar das diferenças comparativamente aos resultados do ano passado, o Júri Nacional de Exames sublinha que "quer as subidas quer as descidas não são, na sua maioria, significativas".
Este ano os exames realizaram-se em 661 escolas de todo o território nacional e nas escolas no estrangeiro com currículo português, com 267.108 inscrições na 1.ª fase dos exames nacionais (mais 18.972 em relação a 2021) e 207.057 provas realizadas (mais 2.689).
Entre as disciplinas com um número de alunos superior a 2.500, a média mais elevada foi registada novamente na disciplina de Inglês (14,8 valores). A mais baixa, e a única negativa entre as principais provas, foi a Matemática B, que se fixou nos 8,9 valores.
Na totalidade das provas, Espanhol (iniciação) lidera a tabela, com os 873 alunos que realizaram a prova a conseguirem uma classificação média em exame de 15,9 valores.
O processo de classificação das provas envolveu 8.134 docentes do ensino secundário, além de 10.000 docentes que vigiaram as provas e membros dos secretariados de exames das escolas, refere o Júri Nacional de Exames em comunicado. @ DN 

exames nacionais: registadas mais de 62 mil faltas na primeira fase


A primeira fase dos exames nacionais já terminou e esta terça-feira foram afixadas as pautas com os resultados. Mas já se sabe que há registo de 62. 271 faltas, mais 18 503 do que no ano passado e mais do dobro do que em 2020 (29 368).
Os dados são hoje avançados pelo ‘Jornal de Notícias’ (JN), que dá conta também de uma subida no número de inscrições: em 2020, os alunos inscreveram-se em 257.330 exames, no ano passado em 248.136 e, este ano, em 262 682.
Voltando às faltas, a tendência de aumento é visível precisamente desde 2020, sendo que Física e Química foi, este ano, a prova em que faltaram mais alunos na primeira fase: 10.160, mais 4180 do que em 2021 e mais 6923 do que em 2020.
Da mesma forma, adianta o jornal, a Português faltaram 9667 alunos, mais 2611 do que no ano passado e mais 3999 do que em 2020. Já a Biologia e Geologia e Matemática A, o número de faltas duplicou em dois anos.
Isto significa que na primeira prova, faltaram 3277 alunos em 2020 e 6663 este ano; a Matemática houve 3446 faltas há dois anos e 7075 este ano, mostram os dados do Júri Nacional de Exames. @ Sapo

óbito: Maria de Lourdes Modesto

Maria de Lurdes Modesto, nome ímpar na gastronomia portuguesa, morreu aos 92 anos. A notícia foi avançada por Fátima Moura, escritora e amiga da autora da ‘bíblia’ gastronómica’ Cozinha Tradicional Portuguesa.
“Perdemos uma pessoa muito importante para a cozinha portuguesa e para a nossa cultura: faleceu Maria de Lourdes Modesto. Eu perdi uma grande amiga. Não tenho mais palavras do que estas”, escreveu Fátima Moura, autora do blogue Conversas à Mesa.
A ‘diva da gastronomia portuguesa’, como era aclamada, é autora de vários livros de culinária, como Cozinha Tradicional Portuguesa, Grande Enciclopédia da Cozinha e Receitas Escolhidas.
Na RTP, a antiga professora, nascida em Beja, apresentou durante 12 anos o programa Culinária, que esteve 12 anos no ar sempre com grande popularidade.


José Avillez: “Maria de Lourdes Modesto era a minha avó emprestada”
“A Maria de Lourdes Modesto tinha trabalhado com o meu tio-avô e, nessa altura em que eu estava a decidir de seguia ou não cozinha, ele falou com ela para ver se podia conversar comigo”, recorda à NiT o chef português. “Ela recebeu-me em sua casa e acho que foi amor à primeira vista.”. 
“Ela achava que eu era apenas um mau aluno que queria ir para a cozinha para fugir à escola. Depois percebeu que eu era bom aluno e incentivou-me”, conta. “Foi a pessoa que meu deu mais força para agarrar a profissão. Até quando fui convidado para ir para o Tavares, e toda a gente dizia que eu era maluco, foi ela que me incentivou.”
Para José Avillez, Maria de Lourdes Modesto era algo mais. Tive a sorte de me intitular como o neto emprestado dela e acho que ela também assumiu o papel de avó emprestada”, conta. Foi patrona da sua tese de licenciatura, escreveu o prefácio do seu primeiro livro. “Tínhamos uma relação de amizade, de grande respeito, primeiro numa só direção, depois acho que se tornou mútuo”.

A inspiração feminina
“Não tenhas medo, vai para o meio deles e mostra a tua cozinha, o teu talento.” A mensagem chegou de forma privada, depois de um fórum de cozinheiros onde a chef Marlene Vieira era uma das participantes.
As palavras não ficaram esquecidas. “Ela marcou-me muito pelo orgulho que tinha na gastronomia portuguesa, pela forma como lutava por manter vivas as nossas receitas, sem qualquer vergonha por serem aparentemente mais rústica”, explica. “Hoje perdemos alguém muito inspirador e, sobretudo, alguém que representa muito a mulher portuguesa, cuidadora, forte, determinada e sem papas na língua.”O jornal Público avançou que Maria de Lurdes Modesto estaria internada há vários dias no hospital. 
Em 2017, o I entrevistou a ‘Diva da Cozinha Portuguesa’, que insistia que não era contra as inovações, mas sim contra “o disparate”. 
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, já reagiu à morte da comunicadora, que foi galardoada como comendadora da Ordem do Mérito, em 2004. Marcelo "lembra com saudade esta grande comunicadora, apresentando à família sinceras condolências."
"Dos simples amadores aos mais refinados 'chefs', todos aprenderam com Maria de Lourdes Modesto", destacou o primeiro-ministro António Costa

foram os portugueses que deram o "grito do Ipiranga” e o Brasil teve "muita sorte" em se manter um país unido

O historiador Laurentino Gomes considerou que o Brasil não estava pronto para a independência de Portugal em 1822 e este processo só aconteceu devido a pressões vindas das cortes constituintes portuguesas contra D. Pedro.


“O curioso é que pela ação de circunstâncias, acasos e muita sorte o Brasil foi-se viabilizando. Eu diria, e isto é uma tese do historiador Sérgio Buarque de Holanda, que quem realmente fez a Independência do Brasil foram os portugueses”, frisou Laurentino Gomes, autor do livro ‘bestseller’ "1822", relançado neste ano, no âmbito da comemoração do bicentenário da independência do Brasil.
“O Brasil não estava pronto para a independência, mas como as divergências em Portugal se tornaram tão grandes com a revolução liberal do Porto, a convocação das cortes constituintes e de uma guerra civil entre ‘miguelistas’ e ‘pedristas’ e dali [uma guerra entre] liberais e absolutistas, o Brasil acabou por ser obrigado a optar por uma via, pela independência, pela rutura total”, acrescentou.
O historiador brasileiro explicou que a sorte, uma série de circunstâncias, algumas insólitas, colaboraram para a formação do país unificado que se tornou o Brasil.

“O Brasil de 1821 e 1822 tinha muita chance de dar errado"

“O Brasil de 1821 e 1822 tinha muita chance [hipótese] de dar errado. D. João VI depois de voltar para Lisboa, em 1821, raspou os cofres públicos depois e levou os recursos embora. Então, o Brasil estava falido. A imensa maioria da população era pobre, analfabeta, escrava, vivia isoladamente no campo, sem as mínimas condições de se mobilizar para a luta da independência, embora isto depois tenha acontecido”, salientou.
O futuro país não tinha armas, não tinha Exército, não tinha marinha e estava cheio de divergências entre republicanos monarquistas, federalistas, centralistas, constitucionalistas e partidários de uma monarquia absoluta, ou seja, estava internamente dividido.
No livro “1822”, o historiador conta que a confusão interna foi superada pelo medo da elite rural escravocrata brasileira, que apoiou D. Pedro na declaração de independência ocorrida num episódio posteriormente mitificado para criar uma versão sobre a origem do Brasil ligada aos símbolos da tradição europeia heroica, que não é verdadeira, mas até hoje se mantém.
O episódio no Brasil chamado de “grito da Independência ou grito do Ipiranga” ocorreu em 07 de setembro de 1822, quando, numa viagem entre as cidades de Santos e São Paulo, D. Pedro, sofrendo de distúrbios intestinais, recebeu correspondências relatando o envio de soldados portugueses para a Baía a ameaças de prisão contra si em Portugal.
Na altura, o príncipe terá dito, num momento de raiva, que as cortes portuguesas o perseguiam, chamavam-no de rapazinho e de brasileiro, e portanto, estavam quebradas as relações do Brasil com a metrópole. @ Sapo

Serralves em luz


Este ano, está de volta o “Serralves em Luz”, a segunda edição do evento que te permite visitar o magnífico Parque de Serralves de noite, ainda para mais transformado numa incrível exposição de luz.
Segundo informações da Fundação, todos os dias a partir das 21.30 horas, até 31 de outubro, um percurso de três quilómetros leva-te a descobrir 25 instalações que, com recurso a múltiplas fontes, tecnologias de baixo consumo e até elementos vegetais recuperados no próprio Parque, levam os visitantes para uma “experiência sensorial mágica”.
A primeira edição foi um sucesso, sendo considerada uma das melhores exposições a visitar na Europa, e este regresso promete ainda surpreender, com um ambiente imersivo e luminoso que te mostra novos aspetos do parque e do seu património.


Em paralelo a esta grande exposição noturna e ao ar livre, haverá um programa de visitas orientadas e de workshops de fotografia, que complementa e realça a vivência das diferentes dimensões em presença: luz, natureza, arte e arquitetura.
Para visitar Serralves à noite é preciso comprar um bilhete: custa 12,50€, o preço normal, enquanto o bilhete reduzido é de 10,5€ – para crianças dos 4 aos 11 anos, estudantes, seniores (igual ou superior a 65 anos) e cidadãos com mobilidade reduzida. O Bilhete Família e Amigos de Serralves custa 9,5€ (preço por pessoa válido para família de 2 adultos + mínimo de 1 criança/adolescente dos 4 aos 17 anos/Amigos de Serralves) e as crianças até aos 3 anos inclusive não pagam. Há também visitas guiadas a 15€. @ JN