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20/04/2020

"a crise vai mudar a educação" UNESCO acredita que o ensino nunca mais será como antes

Stefania Giannini, a mais alta responsável das Nações Unidas para a Educação, diz à TSF que a pandemia vai mudar "o paradoxo da educação" e explica como está a correr o ensino à distância para 1.500 milhões de alunos em todo o mundo.

Quando no final de janeiro a China decidiu prolongar as férias escolares da primavera, poucos podiam imaginar que este seria o primeiro passo para uma revolução no ensino à escala global. Aos poucos, 191 países por todo o planeta foram fechando as escolas e o vírus mudou a vida de mais de 90% dos estudantes de todo o mundo.
À TSF, a diretora-geral adjunta para a educação da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), a italiana Stefania Giannini, diz que o cenário "sem precedentes" pode ser também uma oportunidade para mudar o futuro do ensino.
Em Portugal, o 3º período do ano letivo começou à distância para 2 milhões de alunos. Mas a medida estende-se a mais de 190 países em todo o mundo, afetando 1.600 milhões de estudantes e 60 milhões de professores. A ex-reitora da Universidade de Perugia, em Itália, diz que ser professor nunca foi fácil, "mas hoje é mais desafiante do que nunca".
Também ela em isolamento social, é a partir de casa, em Paris, que Stefania Giannini, vai coordenando uma coligação global para garantir que "ninguém é deixado para trás", em que a Rádio dá uma ajuda e Marcelo Rebelo de Sousa não é esquecido.
Há, neste momento, 191 países com escolas e universidades fechadas. A UNESCO tem acompanhado de perto o encerramento de escolas?
Absolutamente. A UNESCO começou a monitorizar os dados desde o início. Em pouco dias, 300 milhões de crianças deixaram de ir à escola, na China, Itália e em mais alguns países. Mas este número tem vindo a subir e hoje temos 1.600 milhões de alunos em casa, que representam mais de 90% da população estudantil de todo o mundo.
É uma situação sem precedentes que, claro, levanta algumas questões fundamentais a que a UNESCO tem procurado responder.
Quando um país decide encerrar escolas, quais são os riscos que ficam em cima da mesa?
Mais do que riscos, prefiro falar em impactos. Em muitos países, as escolas são dos locais mais seguros, mas são também, muitas vezes, a garantia de uma nutrição apropriada. O fecho das escolas tem, claro, implicações no bem-estar das crianças e das famílias.
Também é preciso garantir a qualidade do ensino, não deixar os mais desfavorecidos para trás e garantir equipamentos que assegurem esta mudança.
Os impactos são muito fortes, mas deixe-me dizer isto: onde vemos um risco, também podemos ver uma oportunidade. Penso que o momento que estamos a viver também serve para fortalecer as ligações entre todos os atores do processo educativo, criar parcerias entre os Governos e sensibilizar para a importância da educação durante a crise e depois dela.
Que desafios identificam?
Há grandes desafios que os países e os Governos enfrentam no imediato. O primeiro é o de mudar (de um dia para o outro) das salas de aulas tradicionais para plataformas de e-learning e continuar a assegurar o ensino. Não é fácil e óbvio em lugar nenhum do mundo.
O segundo é dar aos principais atores do processo, professores e alunos, especialmente os da primária, todas as ferramentas necessárias. Não apenas as infraestruturas e plataformas, mas também aptidões sociais e emocionais para estarem preparados. Para fazerem esta transição com naturalidade, aprenderem e ensinarem num novo contexto sem precedentes e totalmente inesperada. Esta é outra dimensão importante.
Depois há um impacto que nós já começámos a avaliar em vários países, talvez mais relacionado com as desvantagens para alguns segmentos da população estudantil: o que é que significa o fecho das escolas?
Por exemplo, não podermos dar acesso à alimentação. Em muitos casos, a alimentação na escola significa ter acesso diariamente a comida saudável. Este é um aspeto a que estamos atentos, e aqui estou a pensar particularmente nos países subdesenvolvidos onde o vírus está agora a aparecer.
Portanto, há muitas variáveis que temos que levar em conta e é nisto que coligação global para acompanhar o impacto do novo coronavírus, lançada pela UNESCO há quatro semanas, está a trabalhar.
O paradigma da educação pode mudar quando a pandemia acabar?
Penso que sim. Nós falamos muito, pensamos muito em reconstruir o modelo tradicional do ensino e dizemos: "temos de nos atualizar aqui e ali". Portanto, agora que fomos obrigados a mudar de um dia para o outro, podemos aproveitar e finalmente mudar alguma coisa.
Não é apenas sobre usar melhor ou pior as infraestruturas e os equipamentos. É um paradoxo: Quanto mais somos obrigados a mudar-nos das salas de aulas tradicionais, para salas virtuais, mais importante se torna centrar-nos no lado humano, no bem-estar, nas necessidades emocionais e sociais.
É importante atrairmos os jovens e as crianças para o centro da construção do processo educativo, tal como é importante apoiarmos as famílias para além desta crise.
A crise sido muito abordada pela perspetiva dos alunos e das famílias. Mas há também 60 milhões de professores a enfrentar uma nova realidade.
Este é um dos assuntos que a UNESCO - e a coligação global que lidera - vai abordar nos próximos dias com novos dados, novas linhas orientadoras e algumas reflexões que vamos partilhar com a comunidade internacional.
Por agora, posso adiantar que 50% dos professores não estão preparados para uma mudança rápida em direção a um novo modelo de ensino. Dispomos apenas de dados relativos aos países da OCDE, mas penso que quando terminarmos a recolha de informação à escala global os números não devem mudar muito.
Isto significa que ainda há muito trabalho a fazer. Ser professor não é uma tarefa fácil, nunca o foi, mas hoje é mais desafiante do que nunca.
Que cuidados devem ser tidos em conta na hora de reabrir as escolas?
Esse é um aspeto que temos discutido com a coligação global e em que estamos a trabalhar de perto com os nossos parceiros, sobretudo com a Unicef.
Temos de ter em conta alguns princípios básicos. Primeiro apoiar a crianças, porque vai haver um impacto emocional ao entrarmos no que talvez seja o novo normal e isso é algo que nos preocupa.
Outro aspeto prende-se com as famílias. Em particular com os pais que estão  em casa ocupados com tarefas domésticas, com teletrabalho e com as crianças a correr à sua volta e a terem aulas à distância.
É um novo contexto aquele em que vamos regressar às escolas e temos que começar a pensar na fase de transição.
Depois, há ainda a questão da avaliação e do acesso ao ensino. É importante que os sistemas escolares possam manter a confiança das famílias, dos alunos, mas também dos professores.
Tem de haver continuidade na aprendizagem, é importante que o ensino mantenha um nível de qualidade alto e não acentue as desigualdades depois desta crise.@TSF  

17/04/2020

a grande oportunidade da mudança


Senhores professores, como se sentem no final desta sexta-feira e relativamente à experiência do E@D? 
Deixem-me adivinhar: exaustos.  Porque tudo é novo, porque é a primeira vez que se põe em prática, porque não sabem fazer, porque não tiveram tempo para aprender, porque se sentem inseguros, porque já não se pode fazer "como dantes". 
Tudo isso é verdade, mas o que também é verdade é que, com esta pandemia, surgiu uma grande oportunidade de mudança. 
Sejamos otimistas e tentemos ver a outra face da moeda. Se não houvesse esta emergência, alguém se aventuraria a sair da sua área de conforto? Provavelmente não. Assim, fomos todos empurrados para mudar. E rapidamente. Por isso nos sentimos exaustos e até frustrados, pois tentamos fazer, esforçamo-nos ao máximo, ensaiamos, gastamos dias inteiros a tentar aprender e, na hora, não correu tão bem assim. Mas vamos com calma. A pressa é inimiga da perfeição. Porém, sejamos resilientes e aproveitemos a oportunidade. Tudo há de correr bem.
Retenham o esforço feito. Guardem os sucessos atingidos. Amanhã vai ser melhor.
No final desta sexta-feira, eu também estou exausta, mas o que quero mesmo guardar é que foi fantástico assistir à felicidade dos jovens ao poderem estar naquelas classrooms. O que quero guardar é o pedido "Não podemos ficar mais um bocadinho?". O que guardo é "Professora, quando voltarmos à escola, podemos continuar a trabalhar assim?". O que não vou esquecer é "Já acabou, foi tão bom!". É isto que vou guardar para poder continuar.
Fiquem bem. Fiquem tranquilos. Em casa.

Manuela Couto

Deixo um link para uma entrevista de Stefania Giannini, a mais alta responsável das Nações Unidas para a Educação, dada à TSF. Segundo ela, "a pandemia vai mudar o paradoxo da educação". 

avaliação, aprovação de disciplinas e conclusão do ensino secundário

             
1   — Para efeitos de avaliação, aprovação de disciplinas e conclusão do ensino secundário, incluindo disciplinas em que haja lugar à realização de exames finais nacionais, é apenas considerada a avaliação interna.
2   — As classificações a atribuir em cada disciplina têm por referência o conjunto das aprendizagens realizadas até ao final do ano letivo, incluindo o trabalho realizado ao longo do 3.º período, independentemente da modalidade utilizada, sem prejuízo do juízo globalizante sobre as aprendizagens desenvolvidas pelos alunos.
3   — Os alunos realizam exames finais nacionais apenas nas disciplinas que elejam como provas de ingresso para efeitos de acesso ao ensino superior, sendo ainda permitida a realização desses exames para melhoria de nota, relevando o seu resultado apenas como classificação de prova de ingresso.
4   — Sem prejuízo do disposto no número anterior, nos casos em que se encontre prevista a realização de exames finais nacionais apenas para apuramento da classificação final do curso para efeitos de prosseguimento de estudos no ensino superior, os alunos ficam dispensados da sua realização.



                              Provas de equivalência à frequência do ensino básico        1.º, 2.º e 3.º ciclos

1.ª fase . . . . . . . . . . . . . . . . .
Realização das provas
Afixação de pautas
Afixação dos resultados dos processos de reapreciação
6 a 30 de julho
5 de agosto
31 de agosto
2.ª fase . . . . . . . . . . . . . . . . .
1 a 11 de setembro
16 setembro
29 de setembro


Provas de equivalência à frequência do ensino secundário
1.ª fase . . . . . . . . . . . . . . . . .
Realização das provas
Afixação de pautas
Afixação dos resultados dos processos de reapreciação
6 a 23 de julho
3 de agosto
1 de setembro
2.ª fase . . . . . . . . . . . . . . . . .
1 a 7 de setembro
 16 de setembro
7 de outubro


                                                    Exames finais nacionais    1ª fase

      6 de julho                                    7 de julho                             8 de julho                            9 de julho

9.30- 12º ano Português              9.30- 11º ano- Espanhol               9.30--11º ano--Filosofia             9.30-11º ano-Física e Química
                      (639)                                         (547 e 847)                                          (714)                                           (715)
                                                   14.00--11º ano Francês
                                                                              (517)
              10 de julho                                        13 de julho                                14 de julho                                    15 de julho

   9.30- 12º ano História A                 9.30- 11º ano Geografia               9.30- 11º ano- História da                   9.30--12º ano-Mate-
                           (623)                                                (719)                               Cultura e das Artes                          mática A (635)
   9.30- 11º ano- História B                                                                                       (724)                                 9.30- 11º ano- Mate-
                             (723)                                                                                                                                              mática B (735)  
                                                                                                                                                                                   Macs- (835)

            16 de julho                                               17 de julho                                    20 de julho                           21 de julho                                                          
  
  9.30- 12º ano- Desenho A (706)               9.30- 11º ano- Biologia e             9.30- 11º ano-- Economia A           9.30- Inglês
                                                                          Geologia (702)                                                     (712)                            (550)
                                                                                                                         14.00-11º ano-- Alemão (501)

         22 de julho

 9.30- 11º ano- Geometria Descritiva A
                                     (708)

Período de aplicação da componente de produção e interação orais das Línguas Estrangeiras e de PNLM: de 6 a 23 de julho Afixação das pautas: 3 de agosto.
Afixação dos resultados dos processos de reapreciação: 1 de setembro.


                                                                           2ª fase

   1 de setembro                                              2 de setembro                                                      3 de setembro               

9h30 — 11.º ano                              9.30- 12º ano- Português (639)                              9.30-12º ano-História A (623)                                                                                                                                              
Física e Química A (715)                                                                                                        11º ano- História B (723)
Literatura Portuguesa (734)             14.00-11º ano- História da Cul-                               
14h00 — 11.º ano                                         tura e das Artes (724)                                              Geometria Decritiva A-(708)
Economia A (712)                                                                                                          
                                                                                                          14.00- 12º ano-Desenho A (706)
                                                                                                                                              11º ano- Biologia e Geologia (702)

  4 de setembro                                                                7 de setembro
                                                                                                                                           
 9h30 — 12.º ano                                                                    9.30--11º ano Inglês (550)       
Matemática A (635)                                                                14.00-11º ano- Alemão (501)
9h30 — 11.º ano                                                                                              Francês (517)
Matemática B (735)                                                                                        Espanhol (547)
Matemática Aplicada às Ciências Sociais (835)                                             Espanhol (847)
14h00 — 11.º ano  Filosofia      

 Período de aplicação da componente de produção e interação orais das Línguas Estrangeiras e de PNLM: de 1 a 7 de setembro Afixação das pautas: 16 de setembro.
Afixação dos resultados dos processos de reapreciação: 7 de outubro.


16/04/2020

hoje é um dia especial e histórico


Começam hoje as aulas à distância na nossa escola. Logo, hoje é um dia muito especial. Muito especial porque até hoje, e desde o dia 16 de março - dia em que as escolas fecharam, os professores trabalharam afincadamente para poderem pôr em marcha um processo inovador e, até então, quase desconhecido para a grande maioria dos docentes.

Por isso, hoje é necessariamente um dia muito especial. Até ontem à noitinha, e durante todos estes dias, os professores fizeram formação autodidata ou usufruíram de formação pro buono para poderem conhecer plataformas que desconheciam e assim virem a fazer o melhor com os seus alunos.

E todos foram inexcedíveis. Conseguiram abstrair-se dos terríveis problemas emocionais, físicos, familiares e sociais que esta situação pandémica acarreta, arregaçaram as mangas e foram à luta. Não ficaram parados. Muito pelo contrário, esgotaram-se em esforços. A necessidade agudizou o engenho. E como gosta de dizer o presidente das Associações de Pais deste país, "os professores estão sempre à frente" e deram resposta.

Então, hoje tem de ser, por isso, um dia muito especial. Vamos conseguir estar juntos em aulas síncronas, marcadas em novos horários que chegaram ao conhecimento de todos, via diretores de turma. Vamos conseguir estar longe, estando perto. Vamos aprender que isto de estudar à distância nos dá muita liberdade, mas muita responsabilidade. Vamos aprender, aprendendo cada vez mais a ser autónomos. Vamos aprender que os professores são orientadores e conselheiros. Vamos aprender que temos de trabalhar bem e em equipa para provarmos realmente o que valemos/somos.

Por tudo isto, por todo este esforço, porque queremos o melhor para os nossos alunos e comunidade educativa, hoje é um dia especial e vai correr muito bem.
Já dizia Nelson Mandela que "a educação é a ferramenta mais poderosa que podemos usar para mudar o mundo" e, porque acreditamos nisso, vamos brilhar.

Acreditemos que este dia é um dia especial e que vai ser histórico. Hoje, dia 16 de abril de 2020, é o primeiro dia da história do E@D generalizado na nossa comunidade.

Fiquem bem. Aprendam em segurança.
Manuela Couto

15/04/2020

# estudo em casa

9 PRINCÍPIOS ORIENTADORES PARA ACOMPANHAMENTO DOS ALUNOS QUE RECORREM AO Estudo Em Casa.

O Ministério da Educação, no seu esforço de criação e disponibilização de múltiplos recursos para apoiar as escolas, cria um conjunto suplementar de recursos educativos, para a Educação Pré-Escolar e para o Ensino Básico, transmitidos através dos canais RTP 2 e RTP Memória, respetivamente.
Estudo Em Casa é o nome do espaço que vai ocupar a grelha das 09h às 17h50, com conteúdos organizados para diferentes anos letivos, uma ferramenta para complementar o trabalho dos professores com os seus alunos. 
Estes conteúdos pedagógicos temáticos contemplam conteúdos que fazem parte das aprendizagens essenciais do 1.º ao 9.º ano, agrupados por: 1.º e 2.º anos, 3.º e 4.º anos, 5º e 6.º anos, 7.º e 8.º anos e 9.º ano,
Na segunda-feira, dia 20 de abril, arrancam as emissões do Estudo Em Casa, que decorrerão até dia ao final do ano letivo, de segunda a sexta-feira. 
O Estudo Em Casa vai transmitir nos seguintes canais: 
          TDT – posição 7
          MEO – posição 100 
          NOS – posição 19
          Vodafone – posição 17
          Nowo – posição 13
          https://www.rtp.pt/estudoemcasa (emissão de cada dia on demand e módulos individualizados)
          Será ainda disponibilizada uma App com todos os conteúdos do Estudo Em Casa. 

Paralelamente, a RTP 2 transmite conteúdos, pensando nas crianças da Educação Pré-escolar (dos 3 aos 6 anos). Estes conteúdos estão selecionados por áreas de desenvolvimento das OCEPE, sendo acompanhados do envio antecipado para as escolas dos conteúdos dos programas a emitir e sugestões de atividade complementares.

Estes recursos têm características próprias na sua conceção e que permitem que as escolas tenham em conta a forma como podem ser integrados nos seus Planos de Ensino à Distância construídos nas últimas semanas, com o apoio do Roteiro de Apoio à Implementação do Ensino à Distância.
Neste documento, apresentam-se alguns princípios caracterizadores destes recursos, bem como sugestões de integração no apoio aos alunos sem conectividade e/ou equipamentos. Conforme explicitado neste documento, deve ter-se em conta que estes alunos continuam a ser alunos das suas turmas de origem, sendo os professores titulares e os diretores de turma os primeiros responsáveis pelo seu acompanhamento e pela sua avaliação contínua e sumativa.
1.       Os recursos são um complemento e um recurso de apoio primeiramente para que os alunos sem conectividade e/ou equipamento (ainda que pontualmente) possam beneficiar das aprendizagens aí disponibilizadas, independentemente de outras utilizações que possam ser feitas pelos docentes. Não são, pois, uma forma autossuficiente de desenvolver aprendizagens integrais no Ensino Básico. 

2.       Os recursos são disponibilizados em canais existentes nas modalidades de emissão via TDT (receção terrestre), via DTH (receção por satélite) e via TV por cabo, devendo haver consciência de que, quando em TDT e DTH (salvo exceções), não existe a possibilidade universal de retroceder na emissão, ainda que tudo fique disponível posteriormente na RTP Play.

3.       Os recursos constituem-se em sessões de 30 minutos,: organizados por blocos agregados para vários anos, blocos comuns e recursos para PLNM, desde a Educação Pré-Escolar (RPT2) ao 9.º ano, conforme visível na grelha no final deste documento.

4.       Garantindo que alunos em diferentes anos escolares podem aceder a conteúdos numa mesma televisão. Os conteúdos diários têm tempo limitado, cumprindo-se, ao longo do período, a maior parte das componentes curriculares, organizadas disciplinar e interdisciplinarmente.

5.       A planificação dos conteúdos obedece a três princípios:
a.      Conteúdos relevantes para consolidação e desenvolvimento de aprendizagens tipicamente lecionadas no terceiro período ou de relevância para vários anos, estabelecidos pelo Ministério da Educação e prevendo, sempre que possível, alguma inter-relação entre os temas explorados em anos distintos.
b.     Cada bloco, ainda que inserido numa planificação sequencial, pode ser utilizado de forma independente, estando estruturado de forma a ser a exploração de uma questão ou tema.
c.      Em cada bloco são introduzidos temas, questões, sumários intercalares e momentos de sistematização. Os blocos contêm instrumentos e recursos variados e propostas metodológicas diversificadas.

6.       As escolas recebem, com antecedência, a grelha de programação, os conteúdos de cada bloco educativo, bem como materiais de apoio e propostas de atividades a desenvolver.

7.     Os recursos educativos disponibilizados não substituem a intervenção dos professores. São apenas um recurso a incluir nas medidas previstas no Plano de Ensino à Distância de cada escola. Assim, devem ter-se em conta os seguintes procedimentos:
a.    Estes alunos continuam a pertencer às suas turmas de origem, devendo prever-se forma de os outros alunos manterem contacto, através do envio de mensagens, de textos coletivos ou qualquer outro meio de combate ao isolamento social agravado pela impossibilidade de haver conectividade. Nesta medida, os professores titulares e diretores de turma assegurarão um contacto regular com os alunos pelos meio disponíveis, acompanhando o seu bem estar e o desenvolvimento das suas aprendizagens, em interação com os outros professores do aluno. 
b.     A cada aluno que recebe conteúdos exclusivamente pela televisão deve ser atribuído um professor mentor, responsável pelo estabelecimento de contacto, individualmente e em parceria com outras entidades da comunidade. Este contacto visa o acompanhamento das tarefas em curso, a verificação de que os alunos estão a assistir às emissões e que desenvolvem outras atividades propostas pela escola. Os mentores, mobilizados a partir dos recursos existentes nas escolas, em particular dos professores com experiência no Apoio Tutorial Específico, são coadjuvantes dos professores titulares e diretores de turma, não se lhes substituindo na função de responsáveis pelo ensino e avaliação.
c.      As sessões transmitidas são complementadas por outras atividades propostas, que poderão circular em papel, através dos canais já criados e disponibilizados (CTT, entre outros).

8.       Face à situação de isolamento acrescido, o desenvolvimento das aprendizagens destes alunos deve ser motivo de especial acompanhamento e monitorização pela Equipa Multidisciplinar de Apoio à Educação Inclusiva.



9.       Sempre que um aluno passe a usufruir de equipamento e acesso à internet ao longo do terceiro período, deverá acompanhar a sua turma de origem, devendo ser feito um acompanhamento acrescido durante a fase de transição. 



14/04/2020

as salas de aula dão lugar às salas de casa

daqui
O terceiro período letivo arranca hoje, mas a maioria dos alunos já não regressa à escola e continua a estudar à distância, num modelo que pais, diretores escolares e professores acreditam poder funcionar melhor agora.
As escolas estão encerradas desde 16 de março, quando o Governo decidiu suspender todas as atividades letivas presenciais, e os alunos trocaram a sala de aula por um espaço na sua casa e passaram a ter aulas ‘online’ e a receber os trabalhos por ‘e-mail’ ou pelo correio.
Com o início do terceiro período regressa o modelo de ensino à distância, uma vez que o executivo decidiu manter a suspensão das aulas presenciais para todos os alunos do ensino obrigatório, admitindo apenas o eventual regresso às escolas dos alunos dos 11.º e 12.º ano, devido à pandemia da covid-19.
Depois das duas semanas anteriores às férias da Páscoa marcadas por uma transição repentina para o mundo virtual e por um esforço de adaptação, tanto dos estudantes e das famílias, como das escolas, à nova realidade, pais, professores e diretores escolares estão agora confiantes em relação ao regresso às aulas.
“Agora já há alguma aprendizagem e mais orientações e organização, em termos nacionais e dentro de cada escola, o que permite que o trabalho seja menos difícil”, disse na segunda-feira à Lusa o secretário-geral da Federação Nacional de Professores (Fenprof).
Também o presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap), Jorge Ascenção, disse estar confiante com o recomeço das aulas, uma vez que foram sendo corrigidos erros e afinadas falhas nas duas últimas semanas de aulas do 2.º período, que já decorreram à distância.

Alguns desses erros relacionaram-se com o acesso desigual dos alunos aos equipamentos tecnológicos necessários para acompanhar as aulas que decorriam em plataformas ‘online’ e aos materiais de trabalho que os professores distribuíam por ‘e-mail’ ou por ‘Whatsapp’.
Ao longo das primeiras semanas de ensino à distância várias associações representantes dos diferentes membros da comunidade escolar denunciaram que nem todos os alunos tinham computadores e Internet em casa e, por isso, viam-se excluídos das aulas.
Entretanto, as escolas esforçaram-se por mitigar estas dificuldades, com algumas a possibilitarem o levantamento dos trabalhos em papel, e algumas entidades públicas e privadas também se juntaram, assegurando a entrega dos materiais em casa ou a distribuição de computadores e ‘tablets’ pelas famílias carenciadas.
O problema também não passou despercebido ao Governo, que criou uma solução para este terceiro período assente na televisão, através da transmissão de conteúdos pedagógicos na RTP Memória direcionados aos alunos do 1.º ao 9.º ano de escolaridade.
A grelha do espaço #EstudoEmCasa, que vai ocupar parte da programação da RTP Memória durante o terceiro período, das 09:00 às 17:50, com aulas de 30 minutos para as várias disciplinas, já é conhecida, mas os professores querem ter também acesso aos temas que vão ser tratados em cada emissão para poderem preparar o trabalho com os alunos.
“Para os professores poderem organizar melhor as aulas, era importante que soubéssemos quais os conteúdos programáticos que serão exibidos na televisão” a partir de 20 de abril, sublinhou Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), em declarações à Lusa na segunda-feira.
Ainda assim, no geral, todos estão satisfeitos com a decisão do Governo de manter o ensino à distância durante o terceiro período e só retomar as aulas presenciais dos alunos do 11.º e 12.º anos caso haja garantias de segurança.
As medidas foram anunciadas na quinta-feira passada pelo primeiro-ministro, António Costa, que comunicou também a suspensão das provas de aferição do ensino básico e dos exames do 9.º ano, mantendo-se apenas os exames nacionais do 11.º e do 12.º anos que sejam necessários para o acesso ao ensino superior.
No entanto, o período em que estes exames se realizam foi adiado, bem como o final do terceiro período, que poderá estender-se até 26 de junho, para que os alunos do secundário tenham mais tempo para se prepararem para os exames, caso as aulas presenciais não possam ser retomadas já em maio.
As medidas fazem parte da resposta do Governo para as escolas à pandemia da covid-19, que colocou em 19 de março o país em estado de emergência até 17 de abril.
O novo coronavírus já infetou 16.934 pessoas em Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, e provocou 535 mortos. @ daqui

tempo de recomeçar

Estão aí? Ótimo! Estão aptos a começar de novo. De forma diferente, à distância, num tempo de partilha, assente num trabalho colaborativo e articulado.


Hoje, de forma persistente - tentando, fazendo, inovando, procurando - estamos a implementar um ensino diferente, onde o aluno é orientado pelos seus professores que, à distância, vão apontando caminhos, orientando, corrigindo e aplaudindo todas as conquistas.
Vamos lá!| É à distância, mas é para formar vencedores. Sem indiferença, sem egoísmo, sem divisão, sem esquecimento.*
* as quatro palavras que o Papa Francisco não quer ouvir numa pandemia

28/03/2020

"Vai ficar tudo bem."

O CRESCER vai fazer a interrupção do final do 2º período. Porém, a direção do jornal não quer interromper, sem deixar uma mensagem de esperança a toda a comunidade educativa.
É imperioso que todos cumpram o seu papel.
É importantíssimo que todos saibam reinventar-se num tempo com muito tempo para estar em casa.
É necessário imaginação. E tranquilidade. E paciência. E amor. Amar, hoje, é saber estar longe.
Para quê? Para que, quando puder ser, nos abracemos, felizes, por nos voltarmos a ver.
Fiquem bem. Fiquem em casa.
Vai ficar tudo bem.
Até breve!
Eduarda Ferreira e Manuela Couto


27/03/2020

resultados do concurso "Árvore dos Afetos"



Concurso “Árvore dos Afetos”
Resultados

1.º
Português – Ana Sofia, n.º 4, 7.º M
Francês – Catarina Silva, n.º 8, 7.º B
Inglês – Sara Vieira, 7.º I




2.º
Português – Anónimo
Francês  –  Lara Sofia, n.º 9, 8.º F
Inglês – Inês Couto, n.º 15 7º B


3.º
Português – Raquel Meireles, n.º22, 7.º L
Francês  –  Tiago Martins, n.º 21, 9.º F
Inglês – Sara Miranda, n.º 26, 7.º B

                                                                                         
Pensamos que neste momento tão delicado que estamos a passar esta foto representa também a esperança, o amor e a união entre os diferentes povos. O Amor não tem fronteiras... 
Fiquem bem!  

cortesia de Maria do Carmo Barbosa e Maria Anunciação Pereira