Este vídeo publicita uma atividade feita com e para os nossos alunos de 8ºano pelo grupo de enfermeiros que estão a fazer a especialidade em Saúde Comunitária. As vozes são dos nossos alunos. A atividade é um Workshop que se intitula "Prevenção e Cessação Tabágica" e decorre durante o dia 18 de maio. O programa está no vídeo.
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18/05/2016
17/05/2016
Conselho de Escolas vs Ministério da Educação
É notícia no PÚBLICO e oferece oportunidade para reflexão. Leia, ajuíze e tenha opinião.
| FOTO DE PAULO PIMENTA |
"O Conselho das Escolas (CE) considera que os novos
critérios propostos pelo Ministério da Educação (ME) para a
atribuição dos chamados créditos horários são limitadores da autonomia dos
estabelecimentos de ensino. Num parecer sobre a proposta de despacho de
organização do próximo ano lectivo, aquele organismo consultivo do ME, que
representa os directores, contesta que a atribuição de mais horas pagas às
escolas para reforçar as aprendizagens dos alunos volte a depender de “dois
critérios meramente administrativos, que escapam à acção directa dos órgãos de
gestão das escolas”.
Com efeito, se a proposta do ME for por diante, a atribuição dos créditos
horários passará a depender do número de turmas existente na escola e do
conjunto das horas de redução da componente lectiva dos professores mais
velhos. Deixarão assim de ser considerados os critérios relativos ao desempenho
das escolas que a partir de 2012, com Nuno Crato, passaram também a pesar na atribuição de
horas extra. São eles os resultados obtidos pelos alunos na
avaliação interna (feita pelos professores) e nos exames, a percentagem dos que
conseguem transitar de ano, bem como a redução dos que abandonam o ensino a
meio da escolaridade." Ler notícia completa, aqui.
16/05/2016
"falta um bocadinho assim!"
O fim do ano letivo aproxima-se e com ele a festa mais importante de todas: o baile dos nossos alunos finalistas.
A Associação de Estudantes já começou o seu trabalho e fez chegar a cada um dos alunos de 12º ano o apelo em forma de convite especial.
É sempre com grande pompa e circunstância que a escola os recebe para os premiar pelo caminho feito e celebrar com eles a felicidade de terem atingido a meta.
As meninas planeiam os vestidos e os adereços com muito cuidado, os rapazes questionam-se sobre a melhor forma de se aprumarem em traje mais clássico, as famílias orgulham-se dos "seus meninos" e os professores deles também já sentem as borboletas na barriga.
É já no dia 2 de junho e o CRESCER vai estar lá para assistir e poder regozijar-se.
Até lá, é preciso caprichar para atingir a meta com todo o mérito.
Vamos lá!
"Falta um bocadinho assim!"
alunos vencedores no SuperTmatik
Foram publicados os resultados dos Campeonatos Escolares - SuperTmatik (fase nacional) pela entidade organizadora, a EUDACTICA.

Após a realização da fase escolar deste campeonato, na disciplina de Geografia, foram apurados 2 alunos por cada nível para participarem na fase final nacional online que decorreu na nossa Biblioteca no dia 29 de abril.
O desempenho dos alunos apurados foi o seguinte:
Rúben Fonseca: 28º - nível 7 (7ºH)
Ana Margarida Silva: 14º - nível 7 (7ºD)
Mafalda Pacheco 13º - nível 8 (8ºA)
Vasco Pacheco 34º - nível 8 (8ºK)
Pedro Miguel Mota 5º - nível 9 (9ºB)
Sara Santos 21º - nível 9 (9ºB) (substituiu o aluno Pedro Andrade do 9ºA)
Estes resultados são excelentes, pois todos os alunos tiveram classificações meritórias, com destaque para o Pedro Mota que se classificou no TOP 10.
Para informações complementares: consultar eudactica.com
Parabéns a todos os partticipantes!
13/05/2016
as escolhas de...
Hoje, o rosto da escola que damos a conhecer é o de Isabel Garção, docente de História.
O CRESCER quis saber a sua opinião sobre o futuro das gerações mais jovens, a sua ligação ao ensino profissional, o seu gosto pelas viagens e como chegou à docência da História.
Como vê o futuro das gerações
mais jovens (o CRESCER leu o seu comentário feito na entrevista do professor António Leite)?
Há coisas que o António diz que eu acho que são inteiramente
verdade, como a possibilidade que esta geração tem de sair do país e que a minha geração não teve (eu fui a primeira vez a Lisboa com dezoito anos). Esta oportunidade fornece-lhes
horizontes muitíssimo mais vastos que os nossos, mas
não considero que as
gerações mais jovens possam ser as mais felizes, porque têm dificuldade em
obter um trabalho estável e não podem organizar a vida em termos de construir o
seu cantinho e conseguir nele ficar, como a minha geração conseguiu.
Apesar de tudo, a minha geração foi uma geração feliz. Eu, por exemplo, com
vinte e poucos anos já tinha uma situação profissional vinculada com o Estado e
pude organizar, de certa forma, a minha vida. Tinha a expectativa que com o
passar dos anos estaria cada vez melhor financeiramente, algo que hoje não
acontece com os jovens. As pessoas não sabem o que esperar, se vão ou não ter
trabalho e, mesmo quando o têm, é, muitas vezes, precário. Não existe
assistência médica e têm de fazer seguros de saúde. Não ganham nas férias. A
minha nora, por exemplo, teve uma bebé e viu-se obrigada a ir trabalhar ao fim
de relativamente pouco tempo porque não tinha os direitos que tem uma grávida com
contrato. Portanto, é nessa perspetiva que eu não concordo com o António Leite.
Acho que é a primeira vez na história que uma geração tem tão poucas
expectativas de felicidade. A felicidade plena nunca se encontra,
mas eu tive estabilidade, consegui organizar a minha vida familiar, ter
a minha casa e ter esperança de que as coisas iam correr bem. Custa-me vê-los,
sobretudo aqueles que trabalharam e se esforçaram, a não terem expectativas de
fazer e mostrar aquilo que foi o seu trabalho e aprendizagem. É extremamente
revoltante. Não tenho a mentalidade de admitir que tudo é provisório, aliás, se eu tivesse
essa mentalidade, sofreria muito por estes jovens, pelo meu filho, pela minha
nora, pela minha neta.
Pode falar um pouco da sua ligação ao Ensino Profissional?
Apesar de se ter uniformizado o ensino no 25 de abril, hoje
repensamos e percebemos que também se cometeram erros, como extinguir o Ensino
Técnico. Na verdade, se um aluno quer algo mais prático, porque não há de
começar a trabalhar numa coisa mais vocacionada, através de um curso técnico e
profissional?
Já trabalho há muitos anos no Ensino Profissional. Comecei
numa escola profissional muito pequenina, ligada à Moda, da qual tenho as
melhores recordações. Depois acabei por me voltar a ligar a este tipo de ensino
quando abriu nesta escola, mas aqui é tudo muito diferente. Na escola onde
comecei, conhecíamos os alunos todos, portanto a proximidade entre estes, os
professores e a própria instituição era muito grande, o que não quer dizer que
não houvesse problemas, porque havia. Eu gosto de estar no Ensino Profissional
e acho que os que optam por este tipo de ensino têm de ter uma oportunidade e
devemos prepará-los no sentido de perceberem o que é o mundo do trabalho. Tenho
muitos casos no Curso Profissional de Turismo, ao que estou ligada, de sucesso mas também há casos de insucesso. Os casos de sucesso são aqueles que me dão mais gozo.
São alunos que, apesar de não terem sido brilhantes, hoje trabalham em
companhias de cruzeiros e em hotéis e até já deram a volta ao mundo. Outros enveredaram
no ensino superior e estão a seguir carreiras de técnicos superiores nesta
mesma área. São eles que tornam o trabalho prazeiroso e tenho muito gosto em
seguir os seus percursos. O que considero dever ressalvar é que quando vêm para o ensino
profissional não devem vir para passear mas para trabalhar, porque o mundo profissional
é exigentíssimo e o choque é enorme. Eles têm uma carga horária muito pesada,
não levam, portanto, trabalhos para casa mas a sala de aula tem de ser um espaço
de trabalho, pelo que nós, professores, lhes fornecemos muitos materiais para que
possam nela trabalhar. Inclusivamente, esses alunos têm
um privilégio enorme: têm um financiamento, dado pelo Fundo Social Europeu e
pelo próprio Estado português, tal que não pagam livros, nem visitas de estudo,
nem alimentação e têm subsídios de alimentação e transporte quando vão fazer
estágios, ou seja, têm uma série de benefícios. E revolta-me, mesmo muito, que
pessoas que têm esses apoios brinquem e gozem com quem quer trabalhar. Fico
completamente triste e desanimada. Chego muitas vezes a pensar que esses alunos
deviam indemnizar o Estado pelo facto de ter sido feito um investimento
que não aproveitaram. Tira-me do sério ver pessoas com competências recusarem trabalhar.
O que é facto é que os alunos que têm dificuldades têm muito apoio. Eu faço mais fichas, sento-me
à beira deles e ajudo-os até conseguirem fazer o que lhes é solicitado autonomamente.
Apesar de terem mais dificuldades a chegar lá, chegam, porque têm realmente
vontade.
O CRESCER sabe do seu gosto por viagens...
Quando eu entrei na faculdade, arranjei emprego numa agência
de viagens e trabalhei a acompanhar grupos. Foi uma oportunidade fantástica.
Acompanhei turistas em muitas viagens, sobretudo pela Europa. E abriu-se-me este
mundo. Depois, quando casei com o César, fomos dois a querer conhecer mundo.
Não tínhamos possibilidades económicas de o fazer através de agências e,
portanto, começamos a viajar autonomamente. Ganhamos esse gosto e é realmente
uma oportunidade extraordinária.
Costumo dizer que gosto de vir cansada das viagens e ninguém
me diga que as viagens são para descansar. São, aliás, para ficarmos muito cansados
e fazermos, depois, férias das viagens. Nós, efetivamente, queremos conhecer o
mundo para onde vamos e, então, caminhamos, caminhamos e caminhamos.
Sacrificamo-nos, em termos monetários, por causa dos custos controlados, pelo que
se cozinha qualquer coisa para comer, dorme-se, muitas vezes, em piores
condições do que aquelas que temos em casa, mas, como se pretende
conhecer, não faz mal. Eu falo muito mal inglês e gosto muito de ir para países
onde consigo conversar com as pessoas, algo que acho essencial, porque se
formos ver os países só pelos olhos do turista, não ficamos a conhecer
verdadeiramente o sítio. Temos de conseguir estabelecer contacto com as
pessoas, conseguir conversar com elas, conseguir que nos contem as suas
histórias e, às tantas, até partilhar algumas das nossas.
Há uma viagem que me marcou particularmente. Eu gosto muito
da América do Sul por causa do castelhano e adorei a Bolívia, onde fui quase por
acidente. É duma autenticidade pura. É um país que ainda não tem o turismo
muito desenvolvido e, como tal, ainda não é escravo do turista nem do turismo.
As pessoas funcionam ainda sem estar com a preocupação de agradar ao turista.
Então, são genuínas.
Eu queria seguir Artes e não História. O meu pai era
escultor e vivi desde pequena muito ligada às artes. Acompanhava-o à escola
onde era professor e lembro-me, por exemplo, de ir com ele às aulas do curso de
formação feminina e ver os trabalhos maravilhosos que as alunas faziam. O meu
pai gostava muito de música, de literatura, de cinema, de modo que eu fui muito
habituada a lidar com a arte. Porém, quando era estudante e cheguei ao quinto
ano de liceu, queria ir para a escola Soares dos Reis e a minha mãe não me deixou
porque achou que o ensino técnico e profissional não era para uma menina e
obrigou-me a continuar no liceu até ao fim do secundário. Como não era boa aluna
na área das ciências e não havia área de artes no liceu, segui uma que tinha
mais que ver com Ciências Sociais e Humanas e acabei por ir para História por
isso. Um bocado por acidente. Se fosse hoje, eu acho que não ia, porque me
angustia muito o facto de o Homem não aprender com os erros. Agora, espera-me a
reforma e a hipótese de um dia fazer algumas coisinhas manuais, talvez numa universidade
sénior.
Ana Pinto e Rita Almeida
12/05/2016
alunos da escola no Equamat 2016
Os alunos do 8º B, Ana Beatriz, Ana Margarida, Daniel Nogueira, Diogo Teixeira, Filipa Melo e Roselimar do projeto Equamat (8º ano) participaram esta semana nas competições nacionais de ciência (CNC).
A participação por si só não é notícia pois há mais de 10 anos que temos por hábito levar alunos à Universidade de Aveiro para estas competições. O que é notícia é que este ano, de 456 equipas inscritas a nível nacional (8.º ano), tivemos uma equipa que ficou em 7.º lugar, constituída pela Filipa e pela Ana.
Como a excelência deve ser notícia como fator motivador da aprendizagem, o CRESCER divulga, felicita e apela a uma maior participação da comunidade educativa, no próximo ano.
jornadas de turismo estimulam vontade de viajar
11/05/2016
"nós orientamos, tu decides!"
Hoje, o SPO (Serviço de Psicologia e Orientação) dá uma mãozinha aos alunos de 12º ano para que estes se possam orientar melhor nas suas decisões de acesso ao ensino superior.
Palestras, workshops, bancas de algumas faculdades, brochuras e conversas são algumas das estratégias usadas para o esclarecimento.
10/05/2016
ora, vamos lá!
Porque é mais do que justo, nunca é demais lembrar.
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| cartoon de Henrique Monteiro |
O vice-presidente do SPLIU, Manuel Monteiro, disse à agência Lusa que "houve o apoio total de praticamente todos os partidos" à petição, "considerando que é uma proposta justa, e alguns partidos mostraram-se disponíveis" para a trabalhar.
O sindicato reuniu-se com a comissão parlamentar de Educação, Ciência e Cultura, com representantes de todos os partidos com assento parlamentar.
A petição defende a pré-aposentação dos professores aos 55 anos de idade ou 32 anos de serviço, e a aposentação a partir dos 36 anos de serviço, independentemente da idade.
O sindicato propõe ainda a aposentação aos 35 anos de serviço, para os professores do 1.º ciclo do ensino básico.
"Quotidianamente chegam-nos casos de professores que, a partir dos 30 anos de serviço, entram em esgotamento físico e mental devido à redução das condições de trabalho e à nova realidade de trabalho realizada em contexto escolar, o aumento da idade da reforma para os 66 anos", justificou o dirigente.
A petição foi entregue em junho, na Assembleia da República, com 5793 assinaturas, pelo que deverá ser discutida em sessão plenária.
09/05/2016
7º E vence "Vulcão Bombástico! PROCURA-SE"
É com muito gosto que anunciamos que o 7º
E, na disciplina de Ciências Naturais, da Escola Básica e Secundária de Águas
Santas foi a turma vencedora do concurso "Vulcão Bombástico! PROCURA-SE" no âmbito do projecto "Exposição na Escola" nesta 8ª edição
dedicada ao tema da Geologia, “Uma Viagem ao Centro da Terra”, presente na
biblioteca do Agrupamento durante o mês de Abril, que contou com o apoio da Cassefaz
e Vodafone.
Esta informação chegou em 1ª mão via
email:
VENCEDOR:
Escola Básica e Secundária de Águas Santas, Maia
MENÇÕES
HONROSAS:
Escola Básica 2º e 3º ciclos Dr. Pedrosa
Veríssimo, Paião
Escola Básica 2º e 3º ciclos D. Pedro IV,
Mindelo
Escola Básica 2º e 3º ciclos de Vialonga
O prémio
atribuído à turma vencedora será a participação num Cluedo, um espetáculo a realizar na escola, onde os
alunos serão intervenientes no desenrolar da ação, vestindo a pele de
investigadores que recolhem provas e
interrogam suspeitos para desvendar o mistério.
Parabéns
aos alunos do 7º E!
Parabéns às professoras que
candidataram a escola e entusiasmaram os alunos a participar: Mª Gabriela Girão e Mª de Lurdes
Cardoso.
06/05/2016
as escolhas de...
O CRESCER regressa à rubrica "as escolhas de..." à sexta-feira.
Hoje, o rosto da escola que damos a conhecer é o de António Leite, docente de Geografia.
O CRESCER quis conhecer o seu gosto por viagens, o que pensa do atual sistema educativo e o que espera das gerações futuras.
Fale-nos um pouco das suas viagens...
Viajo muito, não fosse eu de
Geografia. No entanto, há um mito que tenho de desconstruir: não há viagens que
marcam e que não marcam, todas marcam por diversos motivos. Isto porque são
feitas a sítios diferentes, em idades diferentes e até em momentos diferentes
da nossa vida. Uma viagem é sempre uma descoberta, mesmo quando se viaja para
um sítio por nós já visitado. As sensações são sempre desiguais porque vemos
coisas diferentes e, como tal, percecionamos a realidade de forma também
diferente. Há, realmente, sítios que pela própria diferença cultural marcam
sempre mais, como a Índia.
![]() |
| rio Ganges |
Digo muitas vezes, em tom de brincadeira, que gostaria de
levar os meus alunos para lá e, assim, deixavam-se de queixar de muita coisa. De facto, uma viagem à Índia marca indescritivelmente. Já tinha mais de quarenta anos
quando lá fui e acho que, mesmo assim, não estava preparado para fazer essa
viagem, de tal modo que nunca mais consegui voltar, nem sei se voltarei.
![]() |
| praga de gafanhotos |
Para além disto, como geógrafo, vi
tudo o que queria ver. Nunca tinha visto, por exemplo, uma praga de gafanhotos até
então. Elejo, sem dúvida, a Índia por tudo de belo que tem e pela outra face da
moeda que só estando lá se consegue ver. Mas o confronto é muito violento.
O que pensa do atual sistema educativo?
O sistema educativo e nós, professores, tentamos cumprir os programas, as
matérias, os exames e tudo está muito definido, o que é legítimo e tem o seu
valor, mas eu acho que a Escola tem de acrescentar um bocadinho mais que isso.
Os professores são muito conformados (vão odiar-me!), estão muito
preocupados com a matéria que falta dar, mas os alunos não vão reter muito do
que aprenderam. A Escola tem de ser um bocado provocatória e, às vezes, tento,
na medida do possível, mostrar que o rei vai nu, isto é, que há mais para além
disto. A Escola tem de fazer pensar os alunos. Digo aos meus alunos, muitas
vezes a brincar, que não estou aqui para ensinar nada, mas para criar dúvidas,
algo que eles vêm a perceber, geralmente, mais tarde. É preciso desconstruir
para que o ensino não se torne uma doutrina. Aliás, que margem de liberdade
criativa tem um aluno? E que liberdade tem para se questionar? Acho, por exemplo, que
os alunos de Humanidades deviam ter uma disciplina de Ciências e vice versa,
para que se completassem enquanto cidadãos no sentido em que talvez falte aos
primeiros um espaço de racionalidade e aos outros um espaço de autonomia
criativa.
Eu sou provocador com os meus
alunos do 12º ano porque tenho liberdade, até crítica, de o ser. Mas no 11º ano
tenho de ser diferente, porque os meninos têm de tirar boas notas. Eu sou livre
quando posso ser, aliás, todos nós somos livres quando podemos ser, até porque
não queremos prejudicar o sucesso escolar dos nossos alunos, que é fundamental.
O que espera
das gerações que leciona?
Não há mais diferença entre a minha
geração e a geração dos alunos que leciono e a minha e a dos meus pais,
portanto, os alunos não são a geração terrible.
Na verdade, até é saudável que haja conflito geracional. Há, no entanto, um
problema grave, culpa nossa que protegemos demasiado: os alunos, não todos, com
certeza, ainda não aprenderam a lidar com a frustração, daí que tenham uma
consciência do mundo muito soft.
Serão, claramente, uma geração mais qualificada, mais descontraída, com menos
preconceitos e mais espaços de liberdade, coisas que até se podem confundir, às
vezes, com um certo egoísmo. Mas, objetivamente, fazem menos juízos de valor,
são muito mais abertos à mudança, têm um domínio tecnológico brutal, vão querer
viver de maneira diferente. A minha geração comprou casa e mobília, eles vão
alugar, vão ao IKEA, vão querer viajar mais porque Londres "é já ali" e o mundo é
grande e vão-se preocupar muito menos, talvez nem tentem amealhar, como nós,
que quisemos comprar casa e mudar as cortinas. Acho que eles hão de ser muito
mais felizes.
Apesar destas grandes virtudes, não
são muito politizados, no sentido em que não abraçam causas. Daí que ache que
tenham pouco conhecimento do mundo real e diário. A Escola falhou, mas também
deu outra parte muito importante. No entanto, é preciso que os alunos recebam abanões (coisa que os
alunos dos cursos profissionais têm, uma vez que sentem um
cheirinho da vida fora do mundo escolar).
Os conflitos geracionais existem desde que há mundo e são muito bons e, na verdade, esta geração vai ser mais livre, mais capaz e mais feliz, desde que não tente copiar o modelo da anterior.
Os conflitos geracionais existem desde que há mundo e são muito bons e, na verdade, esta geração vai ser mais livre, mais capaz e mais feliz, desde que não tente copiar o modelo da anterior.
Ana Pinto e Rita Almeida
05/05/2016
há 47 mil candidaturas de professores para 100 vagas no quadro
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| FOTO: ENRIC VIVES-RUBIO |
Quase
47 mil candidaturas para apenas 100 vagas. É este, mais uma vez, o retrato do
concurso extraordinário para colocação de professores, através do qual são
abertos lugares no quadro a que podem concorrer os docentes contratados. Há
professores contratados com 62 anos a concorrer.
As
listas provisórias de ordenação foram divulgadas nesta terça-feira na página da
Direção-Geral da Administração Escolar. Foram aceites 46.941 candidaturas;
outras 3237 acabaram excluídas por falta de documentação ou por não respeitarem
os critérios exigidos.
O
maior número de candidatos a um lugar no quadro é de novo o dos professores do
1.º ciclo: 11.336. Seguem-se os da Educação Especial (5698) e Português do 3.º
ciclo e secundário (3766). Já o número de vagas abertas para estes
grupos não chega aos 60: 37 para o grupo de recrutamento 910 de Educação
Especial (que se destina a apoiar crianças e jovens com graves problemas
cognitivos ou de conduta); 5 para os docentes do 1.º ciclo e apenas uma para
Português do 3.º ciclo e secundário. @ PÚBLICO
04/05/2016
escola colorida
03/05/2016
ALERTA: crianças portuguesas consomem 5 milhões de psicofármacos por ano
Um relatório da Direção-Geral de Saúde alerta que as crianças portuguesas estão a consumir demasiados psicofármacos por ano.
Os dados constam do relatório de 2015 sobre a saúde mental em Portugal da Direção-Geral da Saúde e referem-se a tratamentos para a hiperatividade e défice de atenção.
De acordo com a DGS, milhares de crianças até aos 14 anos de idade consumiram mais de cinco milhões de doses de metilfenidato, um psicofármaco usado para tratar a Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA). O mais comum destes fármacos é o Ritalina, que chega mesmo a ser conhecido como “a droga da boa nota”.
Os dados revelam que no grupo etário das crianças até aos quatro anos de idade foram administradas, só em 2015, cerca de 2.900 doses diárias destes “calmantes”.
No grupo etário entre os cinco e os nove anos foram prescritas 1.261.933 doses e, nas crianças dos dez aos 14 anos, foram administrados 3.873.751 doses.
No conjunto, chegou-se a um total de 5.138.584 doses.
O relatório alerta para a “ligeireza com que se fala em hiperatividade infantil, rapidamente transformada em perturbação psicopatológica e, com uma frequência não menos dramática, na prescrição de uma molécula anfetamínica”.
O relatório refere “alertas fundamentados sobre o risco do recurso fácil, e em regra continuado, a substâncias psicoativas em crianças, cujo cérebro tem, como é consabido, um processo de maturação lento e sensível”.
Os dados do relatório agora conhecido deverão ditar, em breve, recomendações aos médicos sobre a prescrição deste tipo medicamentos.
O coordenador do Programa Nacional para a Saúde Mental, Álvaro Carvalho, afirmou à Antena 1 que conta lançar, a curto prazo, várias normas, orientações e avisos.
Álvaro Carvalho sublinha que muitos diagnósticos não se confirmam, até porque se baseiam apenas em sintomas, e adverte que o uso constante destes fármacos pode causar atrasos no desenvolvimento do sistema nervoso central das crianças. @ ZAP
02/05/2016
está aí a semana das artes
29/04/2016
do conhecimento à estufa
As turmas A e B do 12º ano, deslocaram-se a Lisboa, no passado dia 26 de abril, em visita de estudo ao Pavilhão do Conhecimento e à Estufa Fria, no âmbito das disciplinas de Psicologia e de Biologia.
O sol ajudou e a boa disposição imperou.
O sol ajudou e a boa disposição imperou.
há alguém que ainda pense que a ciência é aborrecida?
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Termograma.*
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A visita à Fábrica Centro Ciência Viva de Aveiro encheu o
dia dos alunos do nono ano, na quarta-feira ou na quinta-feira.
Até tempo ajudou. Apesar de na quarta-feira o céu ameaçar
chuva, ela não caiu.
Os nossos alunos puderam comprovar que a física pode fazer
os cabelos ficarem em pé. Sobretudo quando se põe as mãos, com as devidas
cautelas, no globo do gerador de Van der-Graaf.
No espetáculo da química viram como se pode abrir uma
caixa sem nela tocar, um líquido que ora era amarelo ora azul, líquidos em
reação química que emitiam luz violeta e muitas outras coisas surpreendentes.
Também puseram as mãos na massa e provaram o pão que
fizeram. E, sim, …, é verdade, tal como em tudo o resto, assim ele sabe melhor.
* "Se os nossos
olhos vissem no intervalo dos infravermelhos, ver-me-iam assim. A cada cor
corresponde uma temperatura". SV
28/04/2016
as turmas de gestão e de informática foram ao "surf"
No passado dia 22 de Abril, as turmas do curso profissional de gestão e de informática, foram fazer uma atividade de surf integrada na avaliação de um dos módulos da disciplina de educação física.
Foi um dia bem passado na companhia de professores de diversas áreas.
Parabéns, mais uma vez, à postura e envolvimento dos alunos neste tipo de iniciativas.
filosofando e moralizando por aí...
Os dias do departamento das Ciências Sociais e Humanas continuam, obrigando todos a pensar e apelando a valores morais que todos devemos respeitar.
Rima e é verdade!
27/04/2016
nos dias de... "o Quénia em 1ª pessoa"
Auditório cheio para assistir à palestra "Quénia na primeira pessoa " que decorreu ontem, durante a manhã, no âmbito da disciplina de geografia e na semana das CHS.
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