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18/05/2016

"não cedas à pressão, tabaco não!"


Este vídeo publicita uma atividade feita com e para os nossos alunos de 8ºano pelo grupo de enfermeiros que estão a fazer a especialidade em Saúde Comunitária. As vozes são dos nossos alunos. A atividade é um Workshop que se intitula "Prevenção e Cessação Tabágica" e decorre durante o dia 18 de maio. O programa está no vídeo.

17/05/2016

Conselho de Escolas vs Ministério da Educação

É notícia no PÚBLICO e oferece oportunidade para reflexão. Leia, ajuíze e tenha opinião.
FOTO DE PAULO PIMENTA
"O Conselho das Escolas (CE) considera que os novos critérios propostos pelo Ministério da Educação (ME) para a atribuição dos chamados créditos horários são limitadores da autonomia dos estabelecimentos de ensino. Num parecer sobre a proposta de despacho de organização do próximo ano lectivo, aquele organismo consultivo do ME, que representa os directores, contesta que a atribuição de mais horas pagas às escolas para reforçar as aprendizagens dos alunos volte a depender de “dois critérios meramente administrativos, que escapam à acção directa dos órgãos de gestão das escolas”.
Com efeito, se a proposta do ME for por diante, a atribuição dos créditos horários passará a depender do número de turmas existente na escola e do conjunto das horas de redução da componente lectiva dos professores mais velhos. Deixarão assim de ser considerados os critérios relativos ao desempenho das escolas que a partir de 2012, com Nuno Crato, passaram também a pesar na atribuição de horas extra. São eles os resultados obtidos pelos alunos na avaliação interna (feita pelos professores) e nos exames, a percentagem dos que conseguem transitar de ano, bem como a redução dos que abandonam o ensino a meio da escolaridade." Ler notícia completa, aqui.

16/05/2016

"falta um bocadinho assim!"




O fim do ano letivo aproxima-se e com ele a festa mais importante de todas: o baile dos nossos alunos finalistas.


A Associação de Estudantes já começou o seu trabalho e fez chegar a cada um dos alunos de 12º ano o apelo em forma de convite especial

É sempre com grande pompa e circunstância que a escola os recebe para os premiar pelo caminho feito e celebrar com eles a felicidade de terem atingido a meta.

As meninas planeiam os vestidos e os adereços com muito cuidado, os rapazes questionam-se sobre a melhor forma de se aprumarem em traje mais clássico, as famílias orgulham-se dos "seus meninos" e os professores deles também já sentem as borboletas na barriga.

É já no dia 2 de junho e o CRESCER vai estar lá para assistir e poder regozijar-se.

Até lá, é preciso caprichar para atingir a meta com todo o mérito. 

Vamos lá! 
"Falta um bocadinho assim!"

alunos vencedores no SuperTmatik




Foram publicados os resultados dos Campeonatos Escolares - SuperTmatik (fase nacional) pela entidade organizadora, a EUDACTICA. 



Após a realização da fase escolar deste campeonato, na disciplina de Geografia, foram apurados 2 alunos por cada nível para participarem na fase final nacional online que decorreu na nossa Biblioteca no dia 29 de abril.

O desempenho dos alunos apurados foi o seguinte:

Rúben Fonseca: 28º - nível 7 (7ºH)
Ana Margarida Silva: 14º - nível 7 (7ºD)

Mafalda Pacheco 13º - nível 8 (8ºA)
Vasco Pacheco 34º - nível 8 (8ºK)

Pedro Miguel Mota 5º - nível 9 (9ºB)
Sara Santos 21º - nível 9  (9ºB) (substituiu o aluno Pedro Andrade do 9ºA)

Estes resultados são excelentes, pois todos os alunos tiveram classificações meritórias, com destaque para o Pedro Mota que se classificou no TOP 10.

Para informações complementares: consultar eudactica.com

Parabéns a todos os partticipantes!

13/05/2016

as escolhas de...




Hoje, o rosto da escola que damos a conhecer é o de Isabel Garção, docente de História.

O CRESCER quis saber a sua opinião sobre o futuro das gerações mais jovens, a sua ligação ao ensino profissional, o seu gosto pelas viagens e como chegou à docência da História.




Como vê o futuro das gerações mais jovens (o CRESCER leu o seu comentário feito na entrevista do professor António Leite)?
Há coisas que o António diz que eu acho que são inteiramente verdade, como a possibilidade que esta geração tem de sair do país e que a minha geração não teve (eu fui a primeira vez a Lisboa com dezoito anos). Esta oportunidade fornece-lhes horizontes muitíssimo mais vastos que os nossos, mas
não considero que as gerações mais jovens possam ser as mais felizes, porque têm dificuldade em obter um trabalho estável e não podem organizar a vida em termos de construir o seu cantinho e conseguir nele ficar, como a minha geração conseguiu. Apesar de tudo, a minha geração foi uma geração feliz. Eu, por exemplo, com vinte e poucos anos já tinha uma situação profissional vinculada com o Estado e pude organizar, de certa forma, a minha vida. Tinha a expectativa que com o passar dos anos estaria cada vez melhor financeiramente, algo que hoje não acontece com os jovens. As pessoas não sabem o que esperar, se vão ou não ter trabalho e, mesmo quando o têm, é, muitas vezes, precário. Não existe assistência médica e têm de fazer seguros de saúde. Não ganham nas férias. A minha nora, por exemplo, teve uma bebé e viu-se obrigada a ir trabalhar ao fim de relativamente pouco tempo porque não tinha os direitos que tem uma grávida com contrato. Portanto, é nessa perspetiva que eu não concordo com o António Leite. Acho que é a primeira vez na história que uma geração tem tão poucas expectativas de felicidade. A felicidade plena nunca se encontra, mas eu tive estabilidade, consegui organizar a minha vida familiar, ter a minha casa e ter esperança de que as coisas iam correr bem. Custa-me vê-los, sobretudo aqueles que trabalharam e se esforçaram, a não terem expectativas de fazer e mostrar aquilo que foi o seu trabalho e aprendizagem. É extremamente revoltante. Não tenho a mentalidade de admitir que tudo é provisório, aliás, se eu tivesse essa mentalidade, sofreria muito por estes jovens, pelo meu filho, pela minha nora, pela minha neta.

Pode falar um pouco da sua ligação ao Ensino Profissional?
Apesar de se ter uniformizado o ensino no 25 de abril, hoje repensamos e percebemos que também se cometeram erros, como extinguir o Ensino Técnico. Na verdade, se um aluno quer algo mais prático, porque não há de começar a trabalhar numa coisa mais vocacionada, através de um curso técnico e profissional?
Já trabalho há muitos anos no Ensino Profissional. Comecei numa escola profissional muito pequenina, ligada à Moda, da qual tenho as melhores recordações. Depois acabei por me voltar a ligar a este tipo de ensino quando abriu nesta escola, mas aqui é tudo muito diferente. Na escola onde comecei, conhecíamos os alunos todos, portanto a proximidade entre estes, os professores e a própria instituição era muito grande, o que não quer dizer que não houvesse problemas, porque havia. Eu gosto de estar no Ensino Profissional e acho que os que optam por este tipo de ensino têm de ter uma oportunidade e devemos prepará-los no sentido de perceberem o que é o mundo do trabalho. Tenho muitos casos no Curso Profissional de Turismo, ao que estou ligada, de sucesso mas também há casos de insucesso. Os casos de sucesso são aqueles que me dão mais gozo. São alunos que, apesar de não terem sido brilhantes, hoje trabalham em companhias de cruzeiros e em hotéis e até já deram a volta ao mundo. Outros enveredaram no ensino superior e estão a seguir carreiras de técnicos superiores nesta mesma área. São eles que tornam o trabalho prazeiroso e tenho muito gosto em seguir os seus percursos. O que considero dever ressalvar é que quando vêm para o ensino profissional não devem vir para passear mas para trabalhar, porque o mundo profissional é exigentíssimo e o choque é enorme. Eles têm uma carga horária muito pesada, não levam, portanto, trabalhos para casa mas a sala de aula tem de ser um espaço de trabalho, pelo que nós, professores, lhes fornecemos muitos materiais para que possam nela trabalhar. Inclusivamente, esses alunos têm um privilégio enorme: têm um financiamento, dado pelo Fundo Social Europeu e pelo próprio Estado português, tal que não pagam livros, nem visitas de estudo, nem alimentação e têm subsídios de alimentação e transporte quando vão fazer estágios, ou seja, têm uma série de benefícios. E revolta-me, mesmo muito, que pessoas que têm esses apoios brinquem e gozem com quem quer trabalhar. Fico completamente triste e desanimada. Chego muitas vezes a pensar que esses alunos deviam indemnizar o Estado pelo facto de ter sido feito um investimento que não aproveitaram. Tira-me do sério ver pessoas com competências recusarem trabalhar. O que é facto é que os alunos que têm dificuldades têm muito apoio. Eu faço mais fichas, sento-me à beira deles e ajudo-os até conseguirem fazer o que lhes é solicitado autonomamente. Apesar de terem mais dificuldades a chegar lá, chegam, porque têm realmente vontade. 

O CRESCER sabe do seu gosto por viagens...
Quando eu entrei na faculdade, arranjei emprego numa agência de viagens e trabalhei a acompanhar grupos. Foi uma oportunidade fantástica. Acompanhei turistas em muitas viagens, sobretudo pela Europa. E abriu-se-me este mundo. Depois, quando casei com o César, fomos dois a querer conhecer mundo. Não tínhamos possibilidades económicas de o fazer através de agências e, portanto, começamos a viajar autonomamente. Ganhamos esse gosto e é realmente uma oportunidade extraordinária.



Costumo dizer que gosto de vir cansada das viagens e ninguém me diga que as viagens são para descansar. São, aliás, para ficarmos muito cansados e fazermos, depois, férias das viagens. Nós, efetivamente, queremos conhecer o mundo para onde vamos e, então, caminhamos, caminhamos e caminhamos. Sacrificamo-nos, em termos monetários, por causa dos custos controlados, pelo que se cozinha qualquer coisa para comer, dorme-se, muitas vezes, em piores condições do que aquelas que temos em casa, mas, como se pretende conhecer, não faz mal. Eu falo muito mal inglês e gosto muito de ir para países onde consigo conversar com as pessoas, algo que acho essencial, porque se formos ver os países só pelos olhos do turista, não ficamos a conhecer verdadeiramente o sítio. Temos de conseguir estabelecer contacto com as pessoas, conseguir conversar com elas, conseguir que nos contem as suas histórias e, às tantas, até partilhar algumas das nossas.
Há uma viagem que me marcou particularmente. Eu gosto muito da América do Sul por causa do castelhano e adorei a Bolívia, onde fui quase por acidente. É duma autenticidade pura. É um país que ainda não tem o turismo muito desenvolvido e, como tal, ainda não é escravo do turista nem do turismo. As pessoas funcionam ainda sem estar com a preocupação de agradar ao turista. Então, são genuínas. 

 Como se deu a sua escolha pelo curso de História?

Eu queria seguir Artes e não História. O meu pai era escultor e vivi desde pequena muito ligada às artes. Acompanhava-o à escola onde era professor e lembro-me, por exemplo, de ir com ele às aulas do curso de formação feminina e ver os trabalhos maravilhosos que as alunas faziam. O meu pai gostava muito de música, de literatura, de cinema, de modo que eu fui muito habituada a lidar com a arte. Porém, quando era estudante e cheguei ao quinto ano de liceu, queria ir para a escola Soares dos Reis e a minha mãe não me deixou porque achou que o ensino técnico e profissional não era para uma menina e obrigou-me a continuar no liceu até ao fim do secundário. Como não era boa aluna na área das ciências e não havia área de artes no liceu, segui uma que tinha mais que ver com Ciências Sociais e Humanas e acabei por ir para História por isso. Um bocado por acidente. Se fosse hoje, eu acho que não ia, porque me angustia muito o facto de o Homem não aprender com os erros. Agora, espera-me a reforma e a hipótese de um dia fazer algumas coisinhas manuais, talvez numa universidade sénior. 

Ana Pinto e Rita Almeida

12/05/2016

alunos da escola no Equamat 2016

Os alunos do 8º B, Ana Beatriz, Ana Margarida, Daniel Nogueira, Diogo Teixeira, Filipa Melo e Roselimar do projeto Equamat (8º ano) participaram esta semana nas competições nacionais de ciência (CNC).

A participação por si só não é notícia pois há mais de 10 anos que temos por hábito levar alunos à Universidade de Aveiro para estas competições. O que é notícia é que este ano, de 456 equipas inscritas a nível nacional (8.º ano), tivemos uma equipa que ficou em 7.º lugar, constituída pela Filipa e pela Ana.

Como a excelência deve ser notícia como fator motivador da aprendizagem, o CRESCER divulga, felicita e apela a uma maior participação da comunidade educativa, no próximo ano.

jornadas de turismo estimulam vontade de viajar

As jornadas de Turismo estão aí, hoje e amanhã.
No corredor principal podem ser vistos trabalhos dos alunos, fotografias e imagens de diversos destinos que todos gostariam de visitar.
Toca a espreitar, escolher e, quiçá, partir.

11/05/2016

"nós orientamos, tu decides!"

Hoje, o SPO (Serviço de Psicologia e Orientação) dá uma mãozinha aos alunos de 12º ano para que estes se possam orientar melhor nas suas decisões de acesso ao ensino superior.


Palestras, workshops, bancas de algumas faculdades, brochuras e conversas são algumas das estratégias usadas para o esclarecimento.








10/05/2016

ora, vamos lá!


Porque é mais do que justo, nunca é demais lembrar.
cartoon de Henrique Monteiro
O vice-presidente do SPLIU, Manuel Monteiro, disse à agência Lusa que "houve o apoio total de praticamente todos os partidos" à petição, "considerando que é uma proposta justa, e alguns partidos mostraram-se disponíveis" para a trabalhar.
O sindicato reuniu-se com a comissão parlamentar de Educação, Ciência e Cultura, com representantes de todos os partidos com assento parlamentar.
A petição defende a pré-aposentação dos professores aos 55 anos de idade ou 32 anos de serviço, e a aposentação a partir dos 36 anos de serviço, independentemente da idade.
O sindicato propõe ainda a aposentação aos 35 anos de serviço, para os professores do 1.º ciclo do ensino básico.
"Quotidianamente chegam-nos casos de professores que, a partir dos 30 anos de serviço, entram em esgotamento físico e mental devido à redução das condições de trabalho e à nova realidade de trabalho realizada em contexto escolar, o aumento da idade da reforma para os 66 anos", justificou o dirigente.
A petição foi entregue em junho, na Assembleia da República, com 5793 assinaturas, pelo que deverá ser discutida em sessão plenária.

09/05/2016

7º E vence "Vulcão Bombástico! PROCURA-SE"

É com muito gosto que anunciamos que o 7º E, na disciplina de Ciências Naturais, da Escola Básica e Secundária de Águas Santas foi a turma vencedora do concurso "Vulcão Bombástico! PROCURA-SE" no âmbito do projecto "Exposição na Escola" nesta 8ª edição dedicada ao tema da Geologia, “Uma Viagem ao Centro da Terra”, presente na biblioteca do Agrupamento durante o mês de Abril, que contou com o apoio da Cassefaz e Vodafone.

Esta informação chegou em 1ª mão via email:

VENCEDOR: Escola Básica e Secundária de Águas Santas, Maia
MENÇÕES HONROSAS:
 Escola Básica 2º e 3º ciclos Dr. Pedrosa Veríssimo, Paião
 Escola Básica 2º e 3º ciclos D. Pedro IV, Mindelo
 Escola Básica 2º e 3º ciclos de Vialonga
O prémio atribuído à turma vencedora será a participação num Cluedo, um espetáculo a realizar na escola, onde os alunos serão intervenientes no desenrolar da ação, vestindo a pele de investigadores que recolhem provas e interrogam suspeitos para desvendar o mistério.

Parabéns aos alunos do 7º E!

Parabéns às professoras que candidataram a escola e entusiasmaram os alunos a participar: Mª Gabriela Girão e Mª de Lurdes Cardoso.

06/05/2016

as escolhas de...

O CRESCER regressa à rubrica "as escolhas de..." à sexta-feira. 





Hoje, o rosto da escola que damos a conhecer é o de António Leite, docente de Geografia.

O CRESCER quis conhecer o seu gosto por viagens, o que pensa do atual sistema educativo e o que espera das gerações futuras.




Fale-nos um pouco das suas viagens...
Viajo muito, não fosse eu de Geografia. No entanto, há um mito que tenho de desconstruir: não há viagens que marcam e que não marcam, todas marcam por diversos motivos. Isto porque são feitas a sítios diferentes, em idades diferentes e até em momentos diferentes da nossa vida. Uma viagem é sempre uma descoberta, mesmo quando se viaja para um sítio por nós já visitado. As sensações são sempre desiguais porque vemos coisas diferentes e, como tal, percecionamos a realidade de forma também diferente. Há, realmente, sítios que pela própria diferença cultural marcam sempre mais, como a Índia.
rio Ganges
Digo muitas vezes, em tom de brincadeira, que gostaria de levar os meus alunos para lá e, assim, deixavam-se de queixar de muita coisa. De facto, uma viagem à Índia marca indescritivelmente. Já tinha mais de quarenta anos quando lá fui e acho que, mesmo assim, não estava preparado para fazer essa viagem, de tal modo que nunca mais consegui voltar, nem sei se voltarei. 
praga de gafanhotos
Vemos documentários, mas a televisão, tal como a fotografia, são artes incompletas. Falta-lhes o cheiro, a cor, a sensação… A Índia é sufocante e a miséria tem um cheiro que não sei bem explicar, é como se cheirasse a caril e até as cores fantásticas são sujas. Ninguém vem da Índia indiferente. A viagem é sempre algo que é muito partilhado. Costumo viajar com a minha filha mais velha e, na altura, não a levei e arrependi-me imenso porque, apesar de ela não estar preparada, acho que lhe neguei algo que seria uma lição fantástica. Há destinos no mundo que são verdadeiras gaiolas douradas. Entra-se lá e somos príncipes que comem tudo e fazem tudo, mas, depois, pomos um pé fora da gaiola e a realidade é completamente diferente. Na Índia basta pôr um pé de fora e tudo corre mal, vê-se a realidade.
Para além disto, como geógrafo, vi tudo o que queria ver. Nunca tinha visto, por exemplo, uma praga de gafanhotos até então. Elejo, sem dúvida, a Índia por tudo de belo que tem e pela outra face da moeda que só estando lá se consegue ver. Mas o confronto é muito violento.

O que pensa do atual sistema educativo?
O sistema educativo e nós, professores, tentamos cumprir os programas, as matérias, os exames e tudo está muito definido, o que é legítimo e tem o seu valor, mas eu acho que a Escola tem de acrescentar um bocadinho mais que isso. Os professores são muito conformados (vão odiar-me!), estão muito preocupados com a matéria que falta dar, mas os alunos não vão reter muito do que aprenderam. A Escola tem de ser um bocado provocatória e, às vezes, tento, na medida do possível, mostrar que o rei vai nu, isto é, que há mais para além disto. A Escola tem de fazer pensar os alunos. Digo aos meus alunos, muitas vezes a brincar, que não estou aqui para ensinar nada, mas para criar dúvidas, algo que eles vêm a perceber, geralmente, mais tarde. É preciso desconstruir para que o ensino não se torne uma doutrina. Aliás, que margem de liberdade criativa tem um aluno? E que liberdade tem para se questionar? Acho, por exemplo, que os alunos de Humanidades deviam ter uma disciplina de Ciências e vice versa, para que se completassem enquanto cidadãos no sentido em que talvez falte aos primeiros um espaço de racionalidade e aos outros um espaço de autonomia criativa.
Eu sou provocador com os meus alunos do 12º ano porque tenho liberdade, até crítica, de o ser. Mas no 11º ano tenho de ser diferente, porque os meninos têm de tirar boas notas. Eu sou livre quando posso ser, aliás, todos nós somos livres quando podemos ser, até porque não queremos prejudicar o sucesso escolar dos nossos alunos, que é fundamental.

 O que espera das gerações que leciona? 
Não há mais diferença entre a minha geração e a geração dos alunos que leciono e a minha e a dos meus pais, portanto, os alunos não são a geração terrible. Na verdade, até é saudável que haja conflito geracional. Há, no entanto, um problema grave, culpa nossa que protegemos demasiado: os alunos, não todos, com certeza, ainda não aprenderam a lidar com a frustração, daí que tenham uma consciência do mundo muito soft. Serão, claramente, uma geração mais qualificada, mais descontraída, com menos preconceitos e mais espaços de liberdade, coisas que até se podem confundir, às vezes, com um certo egoísmo. Mas, objetivamente, fazem menos juízos de valor, são muito mais abertos à mudança, têm um domínio tecnológico brutal, vão querer viver de maneira diferente. A minha geração comprou casa e mobília, eles vão alugar, vão ao IKEA, vão querer viajar mais porque Londres "é já ali" e o mundo é grande e vão-se preocupar muito menos, talvez nem tentem amealhar, como nós, que quisemos comprar casa e mudar as cortinas. Acho que eles hão de ser muito mais felizes.
Apesar destas grandes virtudes, não são muito politizados, no sentido em que não abraçam causas. Daí que ache que tenham pouco conhecimento do mundo real e diário. A Escola falhou, mas também deu outra parte muito importante. No entanto, é preciso que os alunos recebam abanões (coisa que os alunos dos cursos profissionais têm, uma vez que sentem um cheirinho da vida fora do mundo escolar). 
Os conflitos geracionais existem desde que há mundo e são muito bons e, na verdade, esta geração vai ser mais livre, mais capaz e mais feliz, desde que não tente copiar o modelo da anterior.

Ana Pinto e Rita Almeida

05/05/2016

espantem-se muito!


há 47 mil candidaturas de professores para 100 vagas no quadro


 FOTO: ENRIC VIVES-RUBIO
Quase 47 mil candidaturas para apenas 100 vagas. É este, mais uma vez, o retrato do concurso extraordinário para colocação de professores, através do qual são abertos lugares no quadro a que podem concorrer os docentes contratados. Há professores contratados com 62 anos a concorrer.
As listas provisórias de ordenação foram divulgadas nesta terça-feira na página da Direção-Geral da Administração Escolar. Foram aceites 46.941 candidaturas; outras 3237 acabaram excluídas por falta de documentação ou por não respeitarem os critérios exigidos. 
O maior número de candidatos a um lugar no quadro é de novo o dos professores do 1.º ciclo: 11.336. Seguem-se os da Educação Especial (5698) e Português do 3.º ciclo e secundário (3766). Já  o número de vagas abertas para estes grupos não chega aos 60: 37 para o grupo de recrutamento 910 de Educação Especial (que se destina a apoiar crianças e jovens com graves problemas cognitivos ou de conduta); 5 para os docentes do 1.º ciclo e apenas uma para Português do 3.º ciclo e secundário. @ PÚBLICO

04/05/2016

escola colorida

Pelos olhos dos artistas, nós vemos...
Ou como da interpretação dos olhos dos meninos podem resultar belos trabalhos e crachás deliciosos.
Picasso

interpretação 8º L

crachá

03/05/2016

ALERTA: crianças portuguesas consomem 5 milhões de psicofármacos por ano

Um relatório da Direção-Geral de Saúde alerta que as crianças portuguesas estão a consumir demasiados psicofármacos por ano.
Os dados constam do relatório de 2015 sobre a saúde mental em Portugal da Direção-Geral da Saúde e referem-se a tratamentos para a hiperatividade e défice de atenção.
De acordo com a DGS, milhares de crianças até aos 14 anos de idade consumiram mais de cinco milhões de doses de metilfenidato, um psicofármaco usado para tratar a Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA). O mais comum destes fármacos é o Ritalina, que chega mesmo a ser conhecido como “a droga da boa nota”.
Os dados revelam que no grupo etário das crianças até aos quatro anos de idade foram administradas, só em 2015, cerca de 2.900 doses diárias destes “calmantes”.
No grupo etário entre os cinco e os nove anos foram prescritas 1.261.933 doses e, nas crianças dos dez aos 14 anos, foram administrados 3.873.751 doses.
No conjunto, chegou-se a um total de 5.138.584 doses.
O relatório alerta para a “ligeireza com que se fala em hiperatividade infantil, rapidamente transformada em perturbação psicopatológica e, com uma frequência não menos dramática, na prescrição de uma molécula anfetamínica”.
O relatório refere “alertas fundamentados sobre o risco do recurso fácil, e em regra continuado, a substâncias psicoativas em crianças, cujo cérebro tem, como é consabido, um processo de maturação lento e sensível”.
Os dados do relatório agora conhecido deverão ditar, em breve, recomendações aos médicos sobre a prescrição deste tipo medicamentos.
O coordenador do Programa Nacional para a Saúde Mental, Álvaro Carvalho, afirmou à Antena 1 que conta lançar, a curto prazo, várias normas, orientações e avisos.
Álvaro Carvalho sublinha que muitos diagnósticos não se confirmam, até porque se baseiam apenas em sintomas, e adverte que o uso constante destes fármacos pode causar atrasos no desenvolvimento do sistema nervoso central das crianças. @ ZAP

02/05/2016

está aí a semana das artes






Entre os dias 2 e 6 de maio decorre a Semana das Artes
Consta de exposições de trabalhos realizados em Educação Visual e Desenho A (10º e 12º anos). 
Também serão dinamizadas algumas atividades para os alunos participarem. 
Estarão disponíveis para venda crachás com alguns dos trabalhos. 





29/04/2016

do conhecimento à estufa

As turmas A e B do 12º ano, deslocaram-se a Lisboa, no passado dia 26 de abril, em visita de estudo ao Pavilhão do Conhecimento e à Estufa Fria, no âmbito das disciplinas de Psicologia e de Biologia.
O sol ajudou e a boa disposição imperou.

há alguém que ainda pense que a ciência é aborrecida?

Termograma.* 

A visita à Fábrica Centro Ciência Viva de Aveiro encheu o dia dos alunos do nono ano, na quarta-feira ou na quinta-feira.
Até tempo ajudou. Apesar de na quarta-feira o céu ameaçar chuva, ela não caiu.
Os nossos alunos puderam comprovar que a física pode fazer os cabelos ficarem em pé. Sobretudo quando se põe as mãos, com as devidas cautelas, no globo do gerador de Van der-Graaf.
No espetáculo da química viram como se pode abrir uma caixa sem nela tocar, um líquido que ora era amarelo ora azul, líquidos em reação química que emitiam luz violeta e muitas outras coisas surpreendentes.

Também puseram as mãos na massa e provaram o pão que fizeram. E, sim, …, é verdade, tal como em tudo o resto, assim ele sabe melhor. 

"Se os nossos olhos vissem no intervalo dos infravermelhos, ver-me-iam assim. A cada cor corresponde uma temperatura". SV

28/04/2016

hoje é o dia dele...


... do sorriso. Dizem!
Use e abuse dele. Contagie os outros e alegre-se a si.

as turmas de gestão e de informática foram ao "surf"






No passado dia 22 de Abril, as turmas do curso profissional de gestão e de informática, foram fazer uma atividade de surf integrada na avaliação de um dos módulos da disciplina de educação física.












Foi um dia bem passado na companhia de professores de diversas áreas.
Parabéns, mais uma vez, à postura e envolvimento dos alunos neste tipo de iniciativas.

filosofando e moralizando por aí...

Os dias do departamento das Ciências Sociais e Humanas continuam, obrigando todos a pensar e apelando a valores morais que todos devemos respeitar.
Rima e é verdade!





27/04/2016

nos dias de... "o Quénia em 1ª pessoa"

Auditório cheio para assistir à palestra "Quénia na primeira pessoa " que decorreu ontem, durante a manhã, no âmbito da disciplina de geografia e na semana das CHS.