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14/06/2010

"a emissão volta dentro de momentos"

Está a aproximar-se o final do ano lectivo e, com ele, o fim (ou não) do nosso projecto.
Tentámos, em vão, comunicar com Os Outros, de Timor e de Angola. Com muita pena nossa, não obtivemos feedback.

Claro que lançámos mão de um Plano B e o blogue tornou-se unilateral, no sentido em que Nós publicamos tudo: o que dizia respeito a Nós e o que dizia respeito aos Outros. Como tal, o que foi publicado no nosso blogue é da nossa inteira responsabilidade. E fizemo-lo com gosto. Nada nos impediu de continuar. Os nossos alunos, sobretudo, foram persistentes e procuraram o impensável.

O tempo encarregou-se de fazer deste blogue um blogue de divulgação das actividades da Nossa escola e do Nosso mundo. E, curiosamente, permitiu que aprendessemos muito. Sobre Nós e sobre o mundo.

Pretendemos continuar. Numa outra abordagem. Com uma nova equipa. Com outros objectivos.
Como diz Jorge Palma: "Enquanto houver estrada para andar, a gente vai continuar..."

Por último: um bem-haja a todos os alunos que aqui colaboraram e um muito obrigado a todos os que nos seguiram.

ZZZZZZZzzzzz... PPpppzzzz... Ppppvvvvvvvvvvvvvv... Pppfffffff...

Esperem, esperem. Não desliguem. Como dizia a RTP em tempo de avaria: "Pedimos desculpa por esta interrupção. A emissão volta dentro de momentos".
 
Até já!
EF e MC

10/06/2010

Timor: exames à noite... por culpa do fuso horário

Ministra confrontada por alunos de Timor com exames à noite
Alunos queixam-se de desvantagem originada pelos fusos horários

A ministra da Educação foi confrontada esta quarta-feira com o descontentamento de alunos da Escola Portuguesa de Díli, em Timor-Leste, por serem obrigados a fazer exames à noite, noticia a Lusa.

A Escola Portuguesa de Díli funciona integrada no sistema de ensino português, pelo que os alunos têm de fazer os exames nacionais em simultâneo com os colegas que estudam em Portugal.

A diferença horária de oito horas entre os países origina que tenham de prestar provas à noite, sob efeito do cansaço, sem luz natural para fazer os exames e a horas em que já não têm transportes públicos para o regresso a casa, o que cria problemas de segurança.

A presença de Isabel Alçada, que cumpre uma visita oficial de cinco dias a Timor-Leste, foi aproveitada para transmitirem que, se o objectivo dos exames nacionais à mesma hora é o de todos os alunos serem tratados por igual, coloca-os em situação de desvantagem por causa dos fusos horários.

«Esta situação pode trazer-nos desvantagem e reflectir-se nas notas. É mais difícil concentrar-me à noite, principalmente a geometria descritiva que exige maior concentração», queixou-se Joana, uma das alunas do secundário.
Outro estudante, do 11.º ano de Ciências, referiu os problemas de segurança que se colocam aos alunos e alunas, no regresso a casa depois dos exames.

«Os transportes públicos acabam às 18:00 e não temos táxis nem microletes (miniautocarros) a circular perto da escola à hora a que acabam os exames. Nem todos os alunos têm transporte próprio para voltar para casa e alguns vivem em bairros onde às vezes há problemas», afirmou.

No diálogo com os alunos, Isabel Alçada deu a resposta possível no momento e alguns conselhos.
«Vocês estão numa idade cheia de energia, que devem canalizar para esses objectivos. Por isso pensem na melhor forma de naquele momento (do exame) estarem no vosso máximo. Têm de gerir a vossa energia e o vosso pensamento para darem o melhor. Este ano, não podemos fazer de outra maneira».

Em relação às saídas que a frequência da Escola Portuguesa permite, o ministro da Educação de Timor-Leste, João Câncio, salientou que os alunos ficam habilitados a entrar nas universidades dos países de Língua Oficial Portuguesa, incluindo em Universidades portuguesas, e que o Governo timorense está a preparar um programa de bolsas de estudo para proporcionar a frequência de cursos no estrangeiro.

texto in TVi24 e foto de EPA/ANTONIO DASIPARU

Nós, os de cá, desejamos aos alunos de lá MUITA ENERGIA (mesmo!) e aproveitamos para perguntar se alguém já antes tinha pensado nisto. É que, por muita energia que estes alunos possam ter, o caso é, no mínimo, insólito.

08/06/2010

Os meninos dançam? Claro!


Actividades Rítmicas Expressivas
Decorreu no dia 24 de Abril o III Encontro na modalidade de Actividades Rítmicas Expressivas na Escola Secundária de Rocha Peixoto - Povoa do Varzim, onde actuaram 45 grupos de dança. A nossa escola obteve um honroso 2º lugar na classificação geral tendo alcançado a melhor classificação de sempre, desde que este grupo foi formado há cerca de 2 anos e meio. No estilo de danças sociais, com uma coreografia Afro-Latina a nossa escola obteve o 1º lugar. Igualmente, noutro estilo de dança completamente diferente, Contemporânea/Moderna, a nossa escola obteve também um 1º lugar.
É de salientar que a única escola do distrito do Porto que actualmente faz frente aos trabalhos apresentados pela Escola Secundária de Águas Santas participa já na competição de Desporto Escolar há 6 anos consecutivos e num estilo de dança completamente distinto, Danças Urbanas. A excelente participação da nossa escola ao longo deste ano permitiu-nos sermos apurados para a fase regional do Desporto Escolar onde no último dia 8 de Maio, no Colégio Liceal de Lamas, em Sta Maria de Lamas, foram disputadas as Finais Regionais da zona Norte de Desportos Gímnicos e Actividades Rítmicas Expressivas.
O grupo da Escola Secundária de Águas Santas obteve um honroso 5º lugar obtendo a melhor classificação de sempre tendo apenas à sua frente Escolas com trabalhos dentro do estilo de Danças Urbanas.                                                              
                                                             texto de Alexandre Teixeira (in Portal do AEAS)

encontros com... luas

A Biblioteca Escolar participou na promoção de um encontro com a escritora Maria Teresa Maia Gonzalez, no Auditório do Venepor, em colaboração com as Bibliotecas Escolares do concelho da Maia e com a Biblioteca Municipal da Maia.

No dia 25 de Maio, o Agrupamento participou neste encontro com a participação da turma 4º H da Escola EB1 do Corim, orientada pela professora Alice Pinto, com um número intitulado "Fazendo Teatro", uma adaptação da obra "Rapariga Voadora".

No dia 26 de Maio, a escola sede participou neste projecto com três números:  "Luas (Des)feitas"- retratos de uma adolescente, uma adaptação de "A Lua de Joana" feita pela turma 12º E, no âmbito da Área Projecto e com a orientação da professora Cristina Viana; uma outra adaptação d' "A Lua de Joana" feita pela professora Margarida Serralheiro e representada por alunos das turmas 7º E e 7º F e um número intitulado "A Várias Vozes" com a participação do Clube de Leituras e do 7º A orientado pela professora Esmeralda Moura.

Centenário da República

O Departamento das Ciências Sociais e Humanas levou a efeito, no dia 29 de Abril de 2010, pelas 15h30m, no Auditório da Quinta da Caverneira, um colóquio subordinado ao tema, "A Primeira República: um percurso bibliográfico", tendo como orador o Doutor António José Queiroz.

Esta iniciativa marcou o início das Comemorações do Centenário da República que este Departamento leva a efeito e que se prolonga até Abril de 2011.

coisas que por cá acontecem

1º lugar conquistado numa das provas do Robotop 2010
Área de Projecto do 12ºC


Como tem vindo a ser comum nestes últimos anos, a nossa escola participou com grande mérito no Campeonato Nacional de Robótica em Santo Tirso (Robotop), que este ano decorreu nos dias 16, 17 e 18 de Abril. Estiveram presentes os 17 alunos do 12ºC.


De louvar, então, o 1º lugar conseguido no Seguimento de Pista, na categoria Dear Robot.


Na realidade, das 5 equipas da escola concorrentes nesta modalidade, tivemos uma outra em 2º lugar, que não teve direito a prémio (este ano foi atribuído um só prémio).


Agradecemos a todas as instituições e empresas que nos apoiaram financeiramente na realização dos robots na disciplina de Área de Projecto desenvolvidos pelos alunos do 12ºC com a professora Helena Ferraz.

28/05/2010

livros para Timor

Recebemos um mail de uma colega que está em Timor que nos fez obrigar a divulgá-lo pelo conteúdo sentido e pela simplicidade do apelo. Aqui vai, tal como chegou:
"Caros amigos,

Alguns sabem e outros nem por isso (e assim aqui vai a notícia) mas estou em Timor a dar aulas na UNTL (Universidade Nacional de Timor Leste) no âmbito de uma colaboração com a ESE do Porto.
Aquilo que vos venho pedir é o seguinte: livros. Não vou dar a grande conversa que é para montar uma biblioteca ou seja o que for, porque não é. O que se passa é o seguinte... não sei muito bem como funcionam as instituições, nem fui mandatada para angariar seja o que for, mas o que é certo é que sou (somos!) muitas vezes abordados na rua por pessoas que desejariam aprender português mas não possuem um livro sequer e vão pedindo, o que é muitto bom.
O que é certo é que a minha biblioteca pessoal não suportaria tanta pressão e nem eu, nos míseros 50 quilos a que tive direito na viagem, pude trazer grande coisa para além dos livros de trabalho de que necessito.
COMO MANDAR?
Basta dirigirem-se aos correios (CTT) e mandarem uma encomenda tarifa económica para Timor (insistam porque nem todos os funcionários conhecem este tarifário!) e mandam a coisa por 2,49 €. Claro que a encomenda não pode exceder os 2 quilos para poder ser enviada por este preço.

Devem enviar as encomendas em meu nome (Joana Alves dos Santos) para:
Embaixada de Portugal em Díli
Av. Presidente Nicolau Lobato
Edifício ACAIT
Díli - TIMOR LESTE

E O QUE MANDAR?
Mandem por favor livros de ficção, romances, novela, ensaio, livros infantis etc, etc. Evitem gramáticas e manuais escolares. Dicionários, mesmo que um pouquinho desactualizados são bem vindos. Este critério é
meu e explico porquê. Alguns timorenses (estudantes e não só) são um bocado fixados em aprender gramática mas ainda não têm os skills básicos de comunicação. Parece-me melhor ideia que possam ler outras coisas, deixar-se apaixonar um bocadinho pelas histórias mesmo que não entendam as palavras todas, do que andarem feitos tolinhos a marrar manuais e gramáticas. O caso dos dicionários é outro. Um aluno, por exemplo, usa um dicionário português-inglês para tentar adivinhar o significado das palavras. Como o inglês dele tb não é grande charuto imaginam como é a coisa.

Bom, espero ter vendido bem o peixe do povo timorense. Falam pouco e mal mas na sua grande maioria manifestam simpatia pela língua portuguesa. De qualquer forma isto não vai lá (muito sinceramente) com
umas largas dezenas de professores portugueses por cá. É preciso ter a língua a circular em vários meios e suportes. Espero que respondam ao meu apelo!! Eu por cá andarei sempre com um livrito na carteira para
alguém que peça!"

Divulguem, por favor.

27/05/2010

logótipo

É claro que nós, AEAS, temos um site que poderão consultar e através do qual nos poderão ficar a conhecer melhor: http://www.basico.maiadigital.pt/NR/exeres/224B0284-D529-4311-B5C4-0C86A9DC85C9,frameless.htm

E agora que somos Agrupamento, houve necessidade de criar concurso para um novo logótipo e ganhou este, da autoria da professora Olinda Fraga, com a seguinte explicação:
- O Logótipo desenvolve-se a partir de gotas de água estilizadas tendo como base "Águas Santas" - representando a maior, a sede do Agrupamento e as outras gotas sobrepostas representam o jardim de infância e o 1º ciclo.
- O texto tem como fundo a cor rosa que significa jovialidade, a frequência salutar dos jovens na escola e um crescimento harmonioso que, em conjunto com o azul das gotas, suscita a ideia de co-educação.
- O tipo de letra é TWCenMTCondensed, pela harmonia, elegância e pouca vulgaridade.

25/05/2010

escola em construção


Sempre acreditamos que uma escola verdadeira e inteira deve viver em permanente construção. Não no sentido literal do termo. No sentido em que deve acompanhar os tempos, aprender a fazer, fazendo-se.

Este ano lectivo a expressão em causa ganhou nova dimensão. A nossa escola está em construção. No sentido literal do termo.

Obras, obras e mais obras!

Ora vejam a obra quando a demolição começou.

 

18/05/2010

Foi bonita a festa, pá!

Chico Buarque de Holanda cantou. Aqui explica e canta "Tanto mar!"

a história dos cravos de abril: aí vai a explicação

Todos conhecem os cravos, poucos as mãos de onde saíram. A história mais divulgada sobre o aparecimento dos cravos no 25 de Abril foi protagonizada por Celeste Caeiro.

O cravo transformou-se num símbolo de Portugal para o mundo, a insígnia mais marcante do nosso país no século XX, juntando o regime fascista e a libertação revolucionária. Existem três versões sobre o aparecimento dos cravos no dia da Revolução, todas elas simultâneas, independentes e credíveis.

De acordo com a primeira, as flores surgiram devido a um casamento marcado para o dia 25 que não se pôde realizar por as conservatórias estarem fechadas. A segunda conta que uma empresa de exportação de flores tinha um carregamento de cravos para enviar para o estrangeiro, mas, com o aeroporto encerrado, as flores foram mandadas para o Rossio.

A terceira versão é a mais conhecida e apresenta-se com um rosto que conta a história na primeira pessoa. A protagonista é Celeste Martins Caeiro. Tudo foi fruto de coincidências, de «acasos felizes», como ela diz.

A história

Habituada a contar como tudo se passou, Celeste repete mais uma vez o que aconteceu na manhã do 25 de Abril. «Eu trabalhava num restaurante na Rua Braancamp. A casa fazia um ano nesse dia e os patrões queriam fazer uma festa. O gerente comprou flores para dar às senhoras, enquanto que aos cavalheiros se daria um porto. Nesse dia, quando chegámos, o patrão explicou que não ia abrir o restaurante, porque não sabia o que estava a acontecer, e disse-nos para levarmos as flores connosco. Chegámos ao armazém e vimos que eram cravos vermelhos e brancos. Cada um levou um molhe.»

De regresso a casa, Celeste apanhou o metro para o Rossio e dirigiu-se ao Chiado. Deparou-se de imediato com os tanques. «Era um aparato! Quando vi aquilo... Bem, não há palavras. Sabia que alguma coisa se ia dar. E para bem, eu sentia que era alguma coisa para bem», diz.

«Cheguei ao pé do tanque e perguntei o que é que se passava. E um soldado respondeu-me: "Nós vamos para o Carmo para deter o Marcelo Caetano. Isto é uma revolução!" "Então, e já estão aqui há muito tempo?", perguntei eu. "Estamos desde as duas ou três horas da manhã. A senhora não tem um cigarrinho?" "Não, eu não fumo. Se tivesse alguma coisa aberta, comprava-vos qualquer coisa para comer, mas está tudo fechado. O que eu tenho são estes cravos. Se quiser tome, um cravo oferece-se a qualquer pessoa." Ele aceitou e pôs o cravo no cano da espingarda. Depois dei a outro e a outro, até ao pé da Igreja dos Mártires. Foi lindo...»

«Correu tudo muito bem», diz Celeste. «Tinha de correr, pois os cravos estavam nas espingardas e elas assim não podiam disparar...».

A cor vermelha

Se a iniciativa original de distribuir flores aos soldados não tinha um objectivo político consciente, cedo o ganhou. Os cravos transformaram-se de imediato numa palavra de ordem visual, numa expressão da vontade popular de tornar o movimento militar numa revolução pacífica, à semelhança do que havia acontecido noutros países como o Chile e a França.

Texto de Isabel Araújo Branco

04/05/2010

mudam-se os tempos...

A língua que nos une não é a língua que nos tem permitido comunicar. A "nós" com "os outros".

Muito gostávamos de saber como estão, como são, como fazem, o que aprendem... por terras de Timor e de Angola. As notícias não chegam e o nosso ano lectivo está prestes a chegar.

Curiosamente sabemos ter sido lidos por muitos (que não os de lá) que, deste modo, ficaram a conhecer este "cantinho" de Águas Santas.

Nós por cá passamos tempos difíceis: muita crise económica, muito desemprego, muito pouca visão positiva de futuro.

Mas a "nossa" escola vai crescendo. As obras que acontecem vão trazer grandes diferenças. Já as vamos sentindo. E dia-a-dia os nossos olhos verificam que já nada será como dantes.

Saudosismo? Não. Nostalgia.


É verdade! Passou mais um aniversário da revolução de Abril (36 anos) e os "cravos" ainda não murcharam.

Alguém sabe a sua simbologia?

13/04/2010

E a carta chegou a Angola!!!

Pois é com muita satisfação que vimos dizer-vos que a carta do 10º F chegou ao destino. E curiosamente a uma turma F.
VEJAM SÓ COMO A ESCRITA À MANEIRA ANTIGA RESULTOU MELHOR DO QUE AS NOVAS TECNOLOGIAS!
Agora, a professora Lígia verá a melhor maneira de colaborar connosco. Por mail ou através do blogue, nós cá ficaremos à espera.

22/02/2010

cartas para Timor e para Angola

Tal como prometido, os nossos alunos das turmas E e F do 10º ano deitaram mãos à obra e escreveram para os colegas de Timor e de Angola, respectivamente. A Internet não tem facilitado as comunicações uma vez que os recursos, por lá, são escassos. Assim, recorrendo ao papel e ao serviço dos Correios, a típica carta já seguiu. Aqui fica o testemunho.

Águas Santas, 11 de Fevereiro de 2010

Olá!

Somos alunos de uma turma de Línguas e Humanidades e frequentamos o 10º ano da Escola Secundária de Águas Santas que fica nos arredores do Porto, a segunda maior cidade de Portugal. Vivemos, na generalidade, nas proximidades da escola e fazemos o percurso a pé, dado que só demoramos sensivelmente dez minutos de casa à escola.

Temos como disciplinas nucleares o Português, a História e a Geografia, para além de outras, nomeadamente, a Educação Física, Filosofia, Inglês e Matemática Aplicada. Pretendemos, profissionalmente, seguir as vias da advocacia, criminologia, jornalismo, psicologia e ensino.

Gostaríamos de saber quais são as disciplinas da vossa área curricular, se gostam da disciplina de Português e se a vossa escola fica muito distante das vossas casas.

A nossa escola encontra-se em remodelação e apresenta, actualmente, dois pavilhões de aulas, que passarão a três depois das obras estarem concluídas, um pavilhão gimnodesportivo muito bem equipado, uma cantina, um bar para os alunos e outro para os professores, uma papelaria, um auditório, uma secretaria, uma biblioteca, uma sala de convívio para os professores e um polivalente para os alunos (o que é óptimo nos dias de chuva e de frio que não são assim tão poucos como devem calcular).

Como actividades extracurriculares a escola oferece-nos a dança, o badmington, a ginástica aeróbica, o ping-pong, o xadrez e as damas. No entanto, há alunos que frequentam outras modalidades fora da escola como o kickboxing, o andebol, o futebol e o basquete. E vocês? Frequentam algumas destas actividades?

O nosso dia-a-dia é passado, essencialmente, na escola porque o nosso horário engloba o turno da manhã e algumas tardes. Quando estamos em casa, depois de preparadas as tarefas escolares, vemos televisão, ouvimos música, fazemos pesquisas na Internet, comunicamos via telemóvel com os nossos amigos e, por vezes, até adormecemos devido ao cansaço.

Teríamos todo o interesse em saber como é passado o vosso dia-a-dia e se têm muitas dificuldades na área da comunicação, pois soubemos que a vossa escola não tem as mesmas condições escolares da nossa no que se refere à área da informática; daí termos que comunicar via postal.

Muitas outras coisas poderíamos relatar e outras tantas vos perguntar, mas fá-lo-emos numa próxima oportunidade se vocês não se importarem.

Ficamos, ansiosamente, a aguardar notícias vossas que demorarão o seu tempo dada a distância e agradecemos, desde já, a vossa disponibilidade e colaboração neste nosso projecto, o de estabelecermos um intercâmbio entre a nossa escola e a vossa através da professora Olinda Ribeiro.

Certos de que corresponderão ao nosso desejo para que todas essas informações sejam dadas a conhecer aos restantes alunos através do blogue que criamos, despedimo-nos com toda a amizade,

Os alunos da turma E e F do 10º ano

20/01/2010

vamos escrever cartas para TIMOR?

De Timor, da professora Olinda:

O nosso acesso à Internet é muito limitado, na escola só há dois computadores que podemos usar. Os alunos não têm acesso à internet na escola e a grande maioria deles, nem em casa.
Mesmo eu, tenho agora internet mais fácil, mas muito lenta, não me atrevo a abrir algumas coisas porque demoro imenso tempo. Tentei abrir o blog mas não consigo.
Terei muitas coisas para contar daquí, sim, mas nestas condições não é fácil fazê-lo.

Se pretenderes escrever, o endereço para onde tens que escrever será
:

Escola Portuguesa de Dili
Embaixada de Portugal em Dili
Edifício ACAIT
Dili
Timor Leste

Vamos escrever cartas para TIMOR? Com selos e tudo? Provavelmente chegam mais facilmente do que os mails!!!

14/01/2010

tempo de balanço

Passaram alguns dias (bastantes) desde a última publicação.
Dias agitados, de final de período lectivo, de festa e de festas, de afectos e de emoção. De muita emoção.
E a emoção envolve-nos noutros percursos e desgasta as nossas energias noutras actividades.

Agora, já em 2010, de Portugal, do nosso cantinho de Águas Santas, podemos dizer-vos que a mudança de ano civil trouxe pouco de novo: um período de aulas, muita chuva e muito vento, muita preocupação pelo desemprego que se acentua e pela falta de perspectivas de futuro para os jovens.

Daí não temos tido notícias. Sabemos que a dra Lígia teve um problema com o seu computador pessoal, já resolvido. Gostaríamos muito de vos ler, ou ver ou ouvir. Não tem sido possível.

Em Angola, decorre a Taça de África das Nações. Pode ser um belo pretexto para conversa.
Os nossos alunos querem escrever-vos, à moda antiga, por carta, com selo e tudo. Será o próximo passo. Quiçá vai resultar!!! :)

Votos de um feliz 2010 para todos vós.

22/11/2009

notícias do mundo de lá

Muito gostaríamos de ter notícias do mundo de lá!!! A Maria Rita vai solicitar essas notícias por nós. Ouçam-na com atenção.

15/11/2009

namíbia

A Namíbia é um país predominantemente desértico; ali podemos encontrar o deserto do Namibe, junto à costa, e o Kalahari numa parte do seu interior.




Um mapa que pode ajudar a situar um local de onde esperamos ansiosamente por notícias.

10/11/2009

música para os nossos ouvidos

Há quem diga que este senhor era um pouco excêntrico. Mas é inegável que fez coisas geniais. Esta é uma delas.
Filmado em África, Amazónia, Croácia e Nova Iorque.

23/10/2009

Como aconteceu?

A ideia da criação de uma Escola Portuguesa em Timor Leste, uma ambição antiga das autoridades timorenses, foi discutida entre o Primeiro-Ministro de Timor Leste, Mari Alkatiri, e o Primeiro-Ministro de Portugal, Durão Barroso, a 20 de Maio de 2002, aquando da cerimónia da Restauração da Independência, em Díli.
Para Timor Leste um dos objectivos imediatos da Escola Portuguesa era o de incentivar os Timorenses a regressar a Timor Leste, já que a inexistência de uma escola desse tipo, era um dos principais argumentos utilizados para justificar o não regresso. De igual modo, a escola facilita a vinda para Timor Leste de cooperantes de Língua Portuguesa com filhos em idade escolar.
Por outro lado, para os países lusófonos a escola permite, dada a “excelência do ensino nela ministrado”, perpetuar a divulgação da língua portuguesa e dos valores da lusofonia junto das gerações vindouras.
A Igreja Católica de Timor Leste manifestou igualmente interesse no projecto o que deu ainda maior credibilidade ao mesmo. Os planos curriculares são elaborados com a colaboração do Ministério da Educação de Portugal, que assegura também a colocação de professores.
O acordo para construção da EPD foi assinado em Díli, no dia 4 de Dezembro de 2002, pelo Ministro da Educação, Cultura, Juventude e Desporto, Armindo Maia e pelo Ministro Adjunto do Primeiro Ministro, José Luís Arnaut.

in site da Embaixada de Portugal em Díli

22/10/2009

Escola Portuguesa de Díli

É aqui que se encontra a trabalhar a professora Olinda Ribeiro. Esperamos que, em breve, ela nos possa dar notícias, directamente de lá. Para já,   podemos ler o que a Ana Pinto, uma das nossas colaboradoras, descobriu:

A Escola Portuguesa de Díli entrou em funcionamento em 2002. No ano lectivo de 2008/2009, contará com o ensino secundário.
O ensino secundário complementará a oferta educativa existente, correspondente à dos programas oficiais portugueses, de ensino pré-escolar e de ensino básico.
Números da escola
No ano lectivo de 2007/2008, a Escola Portuguesa de Díli contava com vinte e sete professores e quinhentos e setenta alunos, distribuídos da seguinte forma:
Pré-escolar: 98; Ensino Básico: 1º. Ciclo 200; 2º Ciclo 112; 3.º Ciclo 160.

Contactos da Escola Portuguesa de Díli:
Rua de Balide, Santa Cruz
Díli, Timor-Leste
N.º de telefone: 670 3322070
N.º de fax: 6703310581
Endereço electrónico: escolaportuguesa@mail.timortelecom.tp

21/10/2009

de Díli

Hoje recebi um mail, da professora Olinda Ribeiro, que me informava do nome da escola onde se encontra e das dificuldades de comunicação.
Aqui vai um excerto:

"Eu ainda não abri o blogue - não fazes ideia do tempo que demora a abrir a net aqui! (...) e só tenho net sem pagar na escola. Isto é tudo muito diferente e difícil de imaginar, acredita.
O nome da minha escola é Escola Portuguesa de Díli - Timor Leste."

Respondi-lhe que nós, por cá, porque temos mais recursos e mais gente envolvida, vamos investigar sobre esse mundo de lá, na esperança de que as condições melhorem e possamos todos colaborar.

Assim sendo, meninas e meninos, arregacem as mangas. Usem e abusem da sorte de terem PCs em casa e na escola com fartura e "Ao trabalho!"

19/10/2009

a propósito de Welwitschia mirabilis

A Inês pediu para lhe mostrarmos a rara planta que apenas existe em Namibe, a Welwitschia mirabilis. Ela aí vai, acompanhada de alguma informação. Incrível, não, Inês?


"Esta planta rasteira magnífica é uma gimnospérmica (actualmente considerada gnetófita), do deserto do Namibe, seu único retiro (na Namíbia e em Angola) , que tem apenas duas folhas. Estas duas folhas crescem durante toda a vida de existência da planta (uma média de 13 cm por ano), por possuírem meristemas basais, podendo atingir mais de dois metros de comprimento e ficando esfarrapadas nas extremidades. A Welwitschia, que pode viver mais de 2000 anos, adapta-se à secura do seu habitat, podendo absorver a água do orvalho através das suas folhas e tem um metabolismo ácido: de dia, as folhas mantêm os estomas fechados para evitar a transpiração e natural perda de água, à noite abrem-se deixando entrar e armazenar o necessário CO2, essencial à fotossíntese.

Dadas as suas peculiares características, de raridade e de lento crescimento, é uma planta ameaçada, estando melhor preservados os exemplares angolanos, dada a protecção de seu habitat pelos campos minados, relativamente aos exemplares namibianos."
in lavaflow. blogs.sapo.pt

17/10/2009

Namibe - um pouco de História

Namibe é uma cidade e município de Angola, capital da província do Namibe. Tem 8 916 km² e cerca de 162 mil habitantes. É limitado a Norte pelo município de Baía Farta, a Este pelos municípios de Camacuio, Bibala e Virei, a Sul pelo município de Tômbua, e a Oeste pelo Oceano Atlântico. É constituído pelas comunas de Namibe, Lucira e Bentiaba.



Namibe Lagoa do Arco


Foi fundada em 1840 e, até 1985, foi denominada Moçâmedes. É o terceiro maior porto de Angola, depois de Luanda e Lobito. É também o terminal do caminho-de-ferro do Namibe.
A região é maioritariamente desértica, com clima fresco e seco.
Alberga a Welwitschia mirabilis, espécie de planta que só existe nesta região.



16/10/2009

Timor - um pouco de História

Timor-Leste (oficialmente República Democrática de Timor-Leste) é um dos países mais jovens do mundo, e ocupa a parte oriental da ilha de Timor na Ásia, além do enclave de Oecussi, na costa norte da banda ocidental de Timor, da ilha de Ataúro, a norte, e do ilhéu de Jaco ao largo da ponta leste da ilha. As únicas fronteiras terrestres que o país tem ligam-no à Indonésia, a oeste da porção principal do território, e a leste, sul e oeste de Oecussi-Ambeno, mas tem também fronteira marítima com a Austrália, no Mar de Timor, a sul. A sua capital é Díli, situada na costa norte.

aldeia típica de Timor
Conhecido no passado como Timor Português, foi uma colónia portuguesa até 1975, altura em que se tornou independente, tendo sido invadido pela Indonésia três dias depois. Permaneceu considerado oficialmente pelas Nações Unidas como território português por descolonizar até 1999. Foi, porém, considerado pela Indonésia como a sua 27.ª província com o nome de "Timor Timur". Em 30 de Agosto de 1999, cerca de 80% do povo timorense optou pela independência em referendo organizado pela Organização das Nações Unidas.

A língua mais falada em Timor-Leste era o indonésio no tempo da ocupação indonésia, sendo hoje o tétum (mais falado na capital). O tétum e o português formam as duas línguas oficias do país, enquanto o indonésio e a língua inglesa são consideradas línguas de trabalho pela atual constituição de Timor-Leste. Devido à recente ocupação indonésia, grande parte da população compreende a língua indonésia mas só uma minoria o português.

Geograficamente, o país enquadra-se no chamado sudeste asiático, enquanto do ponto de vista biológico aproxima-se mais das ilhas vizinhas da Melanésia, o que o colocaria na Oceania e, por conseguinte, faria dele uma nação transcontinental.

nós - um pouco de História

Águas Santas é uma freguesia portuguesa do concelho da Maia, com 7,86 km² de área e aproximadamente 29.000 habitantes (2006). Densidade: 3 212,3 hab/km². A freguesia é limitada a noroeste pela freguesia de Milheirós, a norte por Nogueira e a sul por Pedrouços.
A freguesia é atravessada pelo rio Leça.

É uma das vilas mais densamente populosas da zona de Entre Douro e Minho, e possui a viabilidade de numa data futura receber estatuto de cidade. Actualmente permanece como a vila mais populosa do distrito do Porto e da Região Norte de Portugal.

História

A origem da freguesia de Águas Santas é anterior à formação da nacionalidade, havendo mesmo vestígios que asseguram a sua existência já no século VI. No entanto, o documento mais antigo que se conhece data de 1405 e consta dos registos relativos ao ano 1120 uma referência a Sancta Marya Aquis Sanctis, num foral de doação da cidade do Porto ao Bispo D. Hugo.

mosteiro de Águas Santas
Conta a lenda que a madre superiora de um convento, ao saber da aproximação dos romanos, escondeu a imagem da Virgem Maria junto de uma fonte. Tempos decorridos, uma mulher que havia ido buscar água à fonte, reparou no invólucro ali junto resguardado e qual o seu espanto, ao desembrulhá-lo e ver a imagem de Nossa Senhora chorando. O povo, ao saber da notícia, chamou-lhe Fonte de Águas Santas. Mais tarde foi construída perto da fonte, a Igreja do Mosteiro de Águas Santas. Esta seria, então, a história do nome da freguesia.

Foi elevada a Vila no ano de 1986.

Património

Águas Santas destaca-se pelo seu riquíssimo património histórico, arqueológico e artístico. Tem no seu Mosteiro uma das maiores riquezas patrimoniais. A sua desconcertante arquitectura deve-se às múltiplas reformas que foi sofrendo ao longo dos tempos. Uma escultura em bronze de autoria de Soares dos Reis (1874) embeleza uma sepultura no cemitério local.

13/10/2009

nós - Águas Santas (AEAS) Porto Portugal

Fundada em 1973/74 a Escola Secundária de Águas Santas funcionou nesse primeiro ano numa antiga escola primária de Pedrouços.
Passou a ter instalações próprias na Rua Nova do Corim, em Águas Santas, no ano lectivo 1986/87.
Conhecida pela sua dinâmica, foi Escola Cultural entre 1986 e 1991.
Pertenceu ao Projecto “Viva a Escola” que, mais tarde, deu lugar ao Projecto “Escolas Promotoras de Saúde".
De há anos a esta parte, de uma forma mais regular, desenvolve múltiplas actividades no âmbito do Desporto.
Desde 1998 é escola galardoada com a Bandeira Verde, atribuída pelo Programa Europeu das Eco-Escolas.
Desde 1991 é escola-sede do Centro de Formação de Professores (da Maia e hoje em dia da Maia-Trofa), integrado no Programa PRODEP para a Educação.
Actualmente, a Escola Secundária de Águas Santas integra-se no Agrupamento de Escolas de Águas Santas, a par das escolas EB1 JI de Moutidos, EB1 da Granja, EB1 de Corim, EB1 da Pícua.