12/10/2026

cultura: Prémios Nobel - Literatura e Paz

Termina hoje, dia 12 de outubro, a atribuição dos Prémios Nobel de 2026, iniciada a 5 de outubro. Destacamos dois dos prémios atribuídos:

Anne Carson
Craig Barritt
A escritora Anne Carson foi a vencedora do Prémio Nobel da Literatura 2026. A Academia Sueca destacou a "obra ousada e inventiva“ da canadiana, que ”em diálogo lúdico com a tradição clássica, criou novas formas para a literatura contemporânea”. Segundo Ingrid Carlberg, secretária permanente da Academia a quem coube o anúncio deste ano, a autora “foi apanhada de surpresa” e “ficou feliz” ao ser-lhe dada a notícia.
Trata-se da 19ª mulher a ser premiada desde 1901 e entre, ao todo, 123 laureados. Há anos que a também poeta e tradutora era considerada favorita, sendo que nesta edição concorria com nomes como a chinesa Can Xue, o australiano Gerald Murnane, a mexicana Cristina Rivera Garza e o espanhol Enrique Vila-Matas. Também a portuguesa Lídia Jorge estava na corrida, assim como a brasileira Adélia Prado e o moçambicano Mia Couto.
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Navi Pillay, na Suíça, em 2011
Valentin Flauraud
O aguardado Prémio Nobel da Paz de 2026 foi atribuído na sexta-feira a Navanethem "Navi" Pillay, que tem uma longa carreira ligada ao direito internacional. Foi juíza do Tribunal Penal Internacional para o Ruanda, alta-comissária de Direitos Humanos das Nações Unidas e presidente de uma comissão de inquérito da ONU que concluiu que as autoridades israelitas são responsáveis por crimes contra a humanidade na Faixa de Gaza. Atualmente, é juíza no Tribunal Internacional de Justiça, no caso em que Myanmar é acusado de genocídio.
O Comité norueguês descreveu-a como uma pessoa de "coragem e integridade excecionais", com "firme compasso moral" ao longo da sua carreira, que "abriu caminho para uma ordem jurídica global mais abrangente" e "desempenhou um papel fundamental para garantir que os crimes de guerra, os crimes contra a humanidade e o genocídio são processados". O comité considera que, num momento de desafios existencias, o direito internacional é "uma necessidade absoluta" para a paz e segurança.
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