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| in Dicionário Priberam |
Está a começar a última semana letiva do ano. Não sei se têm a mesma opinião, mas, a mim, parece-me que o 1º período voou.
Talvez seja porque todos os dias estivémos na linha da frente, a dar o corpo às balas, para que "tudo" corresse bem. Fazendo figas, tentando escapulir aos amontoados, procurando motivar os meninos para que as aulas de cem minutos não lhes parecessem eternidades, movimentando-nos entre os pingos da chuva, sorrindo e apoiando toda a nossa prole, esquecendo "as bolhas"...
Agora sobra um enorme cansaço, físico e emocional. Porque estamos quase a chegar ao fim do período, porque comunicámos intensamente com máscara ao longo de três meses, porque conseguimos levar o barco, porque soubémos ser flexíveis a tempo inteiro, porque adaptámos planificações, avaliações e comunicações, porque conquistámos corações, porque nos superámos, porque fizemos o melhor.
Costumo dizer que os alunos são os melhores avaliadores dos seus professores. E acredito mesmo que assim seja, pois quando era aluna bem percebia quem era bom ou mau profissional. Os mais simpáticos nem sempre eram os melhores comunicadores. Também os mais sisudos nem sempre transmitiam mal os conhecimentos. Bons, mesmo bons, eram aqueles professores que conseguiam tudo: que eram amáveis, que nos respeitavam, que explicavam bem, que nos orientavam, que não precisavam ralhar para que nos comportássemos bem, que se entusiasmavam com o que ensinavam, que nos davam asas para podermos voar sozinhos e que, por tudo isso, eram um exemplo.
Hoje perguntei ao Diogo: "Numa escala de 1 a 5 como classificarias o desempenho dos teus professores ao longo deste 1º período?" Ele respondeu: "5". "Ena! Nota 5, já? Logo no 1º período? Não queres pensar melhor?", perguntei. Ele retorquiu: "Não, professora. Nota 5, pois para além de nos ensinarem coisas que não sabíamos, enfrentaram "tudo" num tempo muito difícil, para eles e para nós. Foram um exemplo."
Ponto final.
Manuela Couto, professora

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