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quinta-feira, 29 de novembro de 2018

O meu filho tem más notas, e agora?

Do jornal PÚBLICO, o CRESCER selecionou parte de um artigo que interessará a todos.

"Está (...) na altura de assumirmos que nem todas as crianças têm de atingir os objectivos académicos que os pais consideram nobres e válidos. Há mais na vida. Não podemos ser todos advogados ou médicos, e os nossos filhos não nasceram para serem complementos de quem somos e dos sonhos que não pudemos atingir. Queremos o melhor para os nossos filhos, mas está na altura de pensarmos para além das notas e aceitarmos os sonhos dos nossos filhos — com a noção quem não serão todos o próximo craque da bola. Há que enaltecer os cursos técnicos, que com a sua aposta na prática preparam os jovens para as profissões que virão a desempenhar. Profissões como serralheiro, técnico de turismo ou de recolha de lixo são tão nobres e necessárias quanto quaisquer outras e existe mais procura para essas profissões do que saídas para muitos cursos superiores, incluindo aquele em que ingressei.
A faculdade hoje em dia não é tão necessária como fomos levados a crer. Há um número elevado de licenciados, mestres, doutorados desempregados. Por vezes, quanto maior é o grau atingido, menor é a empregabilidade, e temos de admitir que um canudo não faz de ninguém superior a quem quer que seja.
Os nossos jovens, adultos “para ser”, passam mais tempo na escola e em actividades de tempos livres, que enriquecem qualquer jovem com aquisição de novas capacidades. É verdade que os pais não conseguem dar o apoio que centros de estudo e explicações oferecem e que nesses sítios há profissionais motivados a incentivar as crianças a lutar e evoluir no seu percurso escolar. Creio, no entanto, que estamos a falhar em algo como sociedade: aquele tipo de educação que devia vir de casa." PÚBLICO


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