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sexta-feira, 27 de abril de 2018

O secundário, e depois?



O que pretendes fazer após a conclusão do ensino secundário?
Se pretendes prosseguir os estudos e estás no 11º ou no 12º ano é altura da grande decisão. Muitas vezes não é fácil mesmo para quem tem média de vinte ou quase. É que está em causa o que cada um irá fazer durante muito, muito tempo.
Para ajudar a escolha, no dia 26 de abril, no âmbito da iniciativa “engenheiras por um dia”, houve uma conferência no anfiteatro que respondeu às seguintes questões:
·       O que faz uma engenheira informática?
·       Serão os cursos de engenharia só para homens?
A engenheira Daniela Costa, fundadora e gestora da dipcode, empresa na área da informática, respondeu a estas perguntas.
Efetuada a sua apresentação, a conferencista lembrou as dúvidas e receios após ter entrado no curso:
- Será que me adaptarei às suas exigências?
- Será que o trabalho não se transformará num sacrifício?
- Terei de passar a vida em frente ao monitor de um computador?
- Será que alguma vez irei gostar de programação?
No decorrer do curso, estas angústias foram-se desvanecendo. As dificuldades iniciais foram sendo ultrapassadas com dedicação e insistência de tal modo que, hoje, na vida ativa, considera que foi uma boa escolha pois a profissão que exerce:
- É um constante desafio, já que participa numa área em que há permanente inovação.
- Está sempre a fazer “coisas” diferentes.
- Ao contrário do que pensava, o trabalho de um informático é sobretudo efetuado em equipa pelo que a comunicação presencial é constante.
- Está sempre a aprender novos métodos e novos assuntos. E aprender pode significar, também, surpreender-se.
Acrescentou que tem a sorte de estar a exercer uma profissão que pode envolver todas as outras.
Em sua opinião, que é também a nossa, a fraca adesão das mulheres nas áreas de engenharia, embora esta esteja a decrescer, é injustificada.
A engenheira Daniela Costa enumerou algumas possíveis causas no caso da engenharia informática:
- Fugir à matemática. A matemática é uma parte essencial na formação de todos os engenheiros. Lembrou que as dificuldades devem ser encaradas de frente. A fuga não é a solução.
- Não têm jeito para a computadores. Considerou que esta ideia é um mito. Pode-se abordar qualquer área da atividade humana com um computador.
- Apenas servem para fazer jogos. Na verdade, é diminuto o número de informáticos que se dedicam a fazer jogos.
No dia logo após comemorarmos o 25 de abril, dia da liberdade, e como tal, também o das escolhas livres e independentes do género feminino ou masculino, a nossa escola festejou a data recebendo o testemunho de uma nossa ex-aluna, a engenheira Daniela Costa, que exerce, com entusiasmo, uma profissão que alguns dirão, sem saber porquê, “própria de homens”.
Terminou a conferência mencionando alguns sítios onde poderás procurar mais informação:
·       Universia.pt
·       ITJobs.pt
·       Meetup.com
·       Sites das faculdades
·       Youtube: vários vídeos a explicar as várias profissões


Pela minha parte sugiro que ”googoles” as seguintes duas palavras separadamente: “Designthefuture” e “dges”.
Estes dois sítios contêm também muita informação de que necessitas para uma boa decisão.

cortesia de Sérgio Viana

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