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sábado, 28 de abril de 2018

"Dos livros para a enxada"

Uma memória para os mais velhos e um desafio para os mais jovens.

imagem do documentário da RTP2
No ano de 1974, poucos meses depois do 25 de Abril, cerca de 28 mil jovens pretendem candidatar-se à universidade. São o dobro do ano anterior. Em plena conjuntura revolucionária, torna-se imperativo solucionar a dificuldade do Ensino Superior em receber tão elevado número de estudantes. Ao fim de arrastada gestação, é criado, na primavera de 1975, o Serviço Cívico Estudantil. Não durará mais de dois anos. Os “cívicos”, como são chamados, vão participar em atividades tão diversas como campanhas de alfabetização, educação sanitária, dinamização cultural e desportiva, pesquisa e recolha etnográfica, ou mesmo a construção de infraestruturas.
Mais de uma centena de estudantes, distribuídos por trinta e duas brigadas, partem para o Portugal mais profundo e remoto, ao encontro do povo, na busca das tradições e valências da sua cultura ancestral. Recolhem também um considerável espólio que dá mesmo origem a um museu e a várias publicações académicas.
Promovendo o reencontro, mais de 40 anos depois, de alguns dos brigadistas e dos moradores das aldeias que na altura os acolheram, e recorrendo a imagens de arquivo, algumas inéditas, a fotografias e gravações dos Estudantes, a testemunhos diretos dos participantes e dirigentes do Serviço Cívico e de habitantes das aldeias com quem conviveram, e ainda a depoimentos de investigadores, o documentário de Sofia Leite relembra os confrontos e as vivências que decorreram desta experiência, inovadora em Portugal, decorrida em pleno processo revolucionário.
Veja o documentário em https://www.rtp.pt/play/p4622/e343799/dos-livros-para-a-enxada (e veja se conhece algum dos "brigadistas").

1 comentário:

CRESCER disse...

Muitos dos nossos seguidores viram e apreciaram o documentário e deixaram palavras bem amáveis para a "brigadista" que nele identificaram.
Parabéns à RTP 2 por "ressuscitar" esta fase da vida de muitos de nós e parabéns à "brigadista" Isabel Garção pela sua genuinidade!