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segunda-feira, 5 de março de 2018

Ler... com o Gonçalo


Todos gostamos de uma sugestão de leitura. E acreditamos mais em algumas sugestões do que noutras. O Gonçalo Morais, nosso aluno de 12º ano, gosta muito de ler e sugere um livro que todos, certamente, gostaram ou vão gostar de ler.

Fiquem com 1984, de George Orwell


Atualmente, quando ouvimos o título do livro (1984) somos remetidos para um passado pouco distante, contudo, quando a obra foi publicada (em 1949), não era esse o objetivo, mas sim o contrário, que nos remetesse para um futuro pouco longínquo.
Sendo assim, Orwell, através de uma narrativa não muito complexa, consegue-nos transportar para um mundo completamente diferente e inimaginável (que, para mim, apenas Saramago consegue, no “Ensaio sobre a cegueira”, mas isso fica para outra altura) onde estamos constantemente a ser vigiados através de uns aparelhos chamados “telecrãs”, uma espécie de televisão com uma câmara incorporada, com a curiosidade de não se poder desligar o som completamente e sem nunca sabermos se e quando é que alguém nos estava a vigiar.
Esta era a realidade encarada por Wiston Smith, um homem como todos os outros, mas que acreditava que o mundo talvez já tivesse sido diferente, apesar de temer na mesma a vigilância constante e daí agir com muita cautela.
Por outro lado, numa análise mais séria, vemos que este livro serve de aviso em pelo menos duas perspetivas, esta sociedade ergueu-se no final da segunda guerra mundial, um período de fragilidades a todos os níveis e não podemos esquecer que vivemos climas de tensão equiparáveis aos da guerra fria. Para além do mais, também serve de alerta para como a vigilância constante pode ser prejudicial, na medida em que deixamos de agir livremente, não de forma forçada, mas de forma “forçosa”, para relatarmos constantemente a nossa vida.
Assim, faço um apelo a todos para que leiam a obra, que nos “transporta” e cativa a cada momento, levando-nos a pensar melhor na nossa existência, e fazendo-nos perspetivar um futuro praticamente inimaginável mas que pode estar muito próximo, se não nos acautelarmos.
 Gonçalo Morais

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