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segunda-feira, 29 de maio de 2017

prémio Universidade Lisboa para imunologista portuguesa



O Prémio Universidade de Lisboa 2017 foi atribuído nesta sexta-feira à imunologista Maria de Sousa, de 77 anos – “uma das primeiras mulheres portuguesas a serem reconhecidas internacionalmente pelas suas descobertas científicas”, considerou o júri do prémio.





Mas o que descobriu Maria de Sousa? 
Até 1964, pensava-se que todos os linfócitos (células do sistema imunitário) vinham do timo e que, após a nascença, iam proliferar e amadurecer nos órgãos linfáticos periféricos (como os gânglios). Maria de Sousa percebeu que não era assim, em experiências com ratinhos aos quais foi removido o timo logo após o nascimento. Porque viu que esses ratinhos continuavam a ter linfócitos nos órgãos linfáticos periféricos. E, além disso, percebeu que naqueles órgãos dos ratinhos sem timo havia espaços deixados vazios, ou seja, espaços destinados aos linfócitos do timo. As áreas sem linfócitos eram diferentes de outras áreas ocupadas por outros linfócitos. Essa zona reservada aos linfócitos do timo é hoje conhecida por Área T. E ao fenómeno de migração dos linfócitos tanto do timo como da medula óssea (onde também se formam) para microambientes específicos nos órgãos linfóides Maria de Sousa chamou “ecotaxis”. @ PÚBLICO (adaptado)

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