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quinta-feira, 30 de junho de 2016

enquanto o mundo perde o Norte

A atenção dos portugueses vai para Marselha, onde jogarão as seleções de futebol da Polónia e de Portugal. 
As seleções dos dois países discutem hoje em Marselha, a partir das 20 horas, a passagem às meias-finais do Europeu. Vamos, Portugal!
daqui

Quem é que quer ver o ministro das Finanças alemão a perder uma (mais uma) oportunidade de estar calado???
Numa altura em que os mercados estão com os nervos à flor da pele e ainda se tenta perceber as ondas de choque do “Brexit”, não é que o ministro das Finanças alemão teve a ideia peregrina de colocar em cima da mesa a possibilidade de Portugal ser alvo de um novo resgate? Wolfgang Schäuble, citado pelas agências Bloomberg e Reuters, terá dito numa conferência que Portugal está a pedir “um segundo programa” e que “vai consegui-lo”. É uma frase à frente da qual deveriam ser colocados vários pontos de interrogação e um grande ponto de exclamação que expressasse espanto e indignação, já que Schäuble faz um anúncio falso e de uma forma completamente leviana e incendiária. Mais tarde, o governante alemão veio corrigir o que tinha dito antes: "os portugueses não o querem e não vão precisar [de um segundo resgate] se cumprirem as regras europeias". 
É caso para dizer que a emenda não é muito melhor do que o soneto. Por que razão nesta altura de enorme instabilidade no mercado da dívida, o todo-poderoso ministro alemão se lembra de aventar a hipótese de um novo resgate a Portugal? Mesmo que achasse que o país estivesse a tomar um rumo errado nas contas públicas, cabe às instituições europeias fazer alguma eventual reprimenda ou aplicar eventuais sanções. E, de preferência, de uma forma contextualizada e não com esta ligeireza como fez Wolfgang Schäuble. As declarações do ministro alemão são perigosas porque podem transformar-se numa espécie de profecia que se cumpre por si própria. A reacção normal de um investidor que ouve alguém como Schäuble a dizer que Portugal vai ter um novo resgate, é desatar a vender dívida pública nacional. Ao governante alemão não basta corrigir ou precisar palavras que foram ditas com uma enorme ligeireza; deve um pedido de desculpas ao país.@ PÚBLICO

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