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quinta-feira, 14 de abril de 2016

"APELO ABERTO DE QUEM JÁ ULTRAPASSOU O LIMITE DE TOLERÂNCIA."

Esta carta tem circulado por e-mail e foi publicada pelo Paulo Prudêncio aqui. Porque há de ser do interesse de muitos docentes que se encontram nesta ou em semelhante situação, o CRESCER partilha-a. Quiçá chega ao Governo da República. Oxalá!

"APELO ABERTO DE QUEM JÁ ULTRAPASSOU O LIMITE DE TOLERÂNCIA."

Tendo como destinatário o governo da república...
  
"Dirijo-me a V. Exa com a remota esperança de usar o seu poder para terminar com uma injustiça kafkiana que se manteve nos últimos anos. Exercendo a profissão docente no quadro do ME há mais de duas décadas, sou castigado há 10 anos na progressão na carreira sem conhecer o crime que cometi, tendo contudo, cumprido sempre diligentemente o dever profissional. A justificação para suportar esse castigo fornecida pelo poder politico, é que tenho de suportar os custos da incompetência, gestão danosa e criminalidade financeira cometida por outros. 
Mas o limite do tolerável está atingido e está a ser humanamente impossível suportar estoicamente esse castigo sem que haja prejuízo grave para terceiros. Nesta fase da carreira, já deveria estar posicionado no 7º escalão, mas forçadamente continuo estagnado no 4º escalão, sem que exista evidência de desempenho profissional insuficiente.
Apelo desesperadamente à compreensão e sentido de justiça de V. Exa. para que cesse imediatamente este homicídio profissional e financeiro, com consequências gravosas para a manutenção de uma motivação necessária a um desempenho com qualidade superior. Sendo impossível ressarcir os prejuízos irreversíveis de curto e longo prazo (como por exemplo, no cálculo de uma putativa pensão de reforma), o mínimo que poderia acontecer para repor a injustiça decretada durante os últimos 10 anos, seria permitir a progressão na carreira tal como está consignada legalmente, permitindo ser posicionado não no escalão imediatamente acima, mas no escalão a que teria direito caso não tivesse sido castigado sem acusação nem condenação.
Esperando que seja a pessoa que fique na história governamental como aquela que cessou com uma condenação injusta aplicada a quem não contribuiu para nenhum prejuízo, apresento os mais respeitosos cumprimentos."

Impressão do CRESCER ou muitos se reveem nesta situação? 

3 comentários:

carmen madureira disse...

Eu concordo completamente com Paulo Prudêncio!

Jornal Crescer disse...

O texto é de um colega cujo nome é Mário Silva. O Paulo Prudêncio publicou-o no seu blogue "Correntes".

O CRESCER acredita que muitos se reveem nesta situação, estejam neste caso específico ou noutros escalões em que igualmente estagnaram sem possibilidade (à vista) de deles saírem.

M. Lurdes Cardoso disse...

Todos nós DOCENTES nos revemos nesta carta. Realmente ultrapassou o limite de tolerância.