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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

as escolhas de...

Às sextas-feiras, o CRESCER anda por aí a fazer perguntas para podermos ficar a conhecer melhor alguns rostos da escola.


Desta vez, quisemos saber os hobbies, a importância que dá à família, um lugar especial e uma personalidade de referência.

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As escolhas de Carla Avelino, auxiliar de ação educativa.






O CRESCER conhece alguns dos seus hobbies. Pedimos-lhe que faça essa partilha com os leitores.
Gosto de fazer trabalhos manuais, de caminhar na praia e de ler, principalmente, histórias verídicas. Gostei de ler, particularmente, o livro Quando Acontecem Coisas Más àsPessoas Boas de Harold S. Kushner, que retrata um rabino norte-americano que perde um filho e tenta procurar uma justificação para o facto de tal ter acontecido. Para além deste, há outro livro que me marcou, Vendidas de Zana Muhsenx, que fala sobre umas meninas que foram enganadas pelo pai. Pensando que iam realizar uma viagem de férias, acabaram por ser vendidas pelo mesmo e sujeitas a casamentos precoces, violações e outro tipo de crueldades. Também gosto de estar e brincar com os meus sobrinhos e de conviver com a minha família, que é muito importante para mim.  

O CRESCER também sabe da importância que dá à família. Pode falar-nos um pouco sobre isso?
A família para mim representa o esteio. Sou solteira e vivo com os meus pais, que são essenciais para mim. Passei por uma fase em que ponderei viver sozinha, mas pensei e apercebi-me que entraria dentro de uma casa e tudo aquilo seriam apenas quatro paredes, uma vez que não teria ninguém com quem conversar e rir, coisas que gosto de fazer. Essa decisão talvez se tenha devido ao facto de ter sido habituada a uma família muito grande e também ao facto de o meu pai ser uma pessoa muito bem disposta, sempre bastante alegre, e, portanto, para mim a família é a base e não conseguiria viver sem ela. Infelizmente, o meu pai está internado e digo muitas vezes que se ele for embora, perco o chão. Não casei, não tive filhos e, portanto, a família que tenho representa muito para mim. A família é aquilo que me move.

E tem um lugar que ame particularmente, um seu "cantinho"?

Há uma terra que eu adoro, Foz do Arelho, em Caldas da Rainha. Gosto de muito de passar férias lá. Não se pode bem considerar uma aldeia, mas é um sítio muito calmo, que tem gente, mas não confusão. É o local em si: tem o mar e o sossego, que tanto prezo. Considero ser um lugar, como vulgarmente digo, “porreiro”. Gosto mais de sítios calmos e perto do mar ou do rio, embora não goste de praia. 
Por outro lado, também aprecio Penafiel, onde passa o rio Douro e onde tenho também família. Sinto-me ligada à natureza e até costumo dizer que, se me saísse o Euromilhões, compraria uma casa numa encosta do rio Douro. Gosto de estar em locais onde não esteja muita gente. Embora fale muito alto, gosto muito do sossego e do meu cantinho. Por vezes, embora adore a minha família, sinto necessidade de estar sozinha e quieta e estes locais são bons para descontrair, sozinha ou acompanhada.

Por fim, pedimos-lhe que nos fale de alguém que tenha como referência.
O meu pai. Gosto muito dele, nem dá para explicar. É uma pessoa muito alegre e faz-me falta. Sinto por ele muita admiração. Costumo dizer que se morresse e voltasse a nascer, gostava de ter os pais que tenho, mas principalmente o meu pai. Quem o conhece, sabe que é uma pessoa muito brincalhona, alegre e simpática. Agora que ele está internado, eu chego a casa e falta-me conversar com ele sobre o dia que teve, falta-me ouvi-lo chamar-me “cachopa”. Faz-me simplesmente falta. Admiro-o, também, pelo percurso que fez e pelas dificuldades que conseguiu superar. O meu pai nasceu numa família muito rica, mas começou do nada e chegou até ao que tem. A vida não era fácil, eu própria comecei a trabalhar com onze anos e só mais tarde é que as coisas começaram a melhorar, mas nem por isso ele desistiu: conseguiu ter a sua casa, os seus carros, a sua caravana (que tanto queria!) para passear e fazer campismo. Conseguiu, sobretudo, alcançar muitas coisas que idealizou. Lutou sempre para chegar a algum lado e viu a vida sempre com positivismo, mesmo nos momentos mais tristes. E era assim que eu gostava que ele visse a situação em que se encontra, que não fosse abaixo. Admiro-o muito por toda a sua força. 
Ana Pinto e Rita Almeida

3 comentários:

mc disse...

A Dona Carla é uma "cachopa" muito especial! ;)

Izazevedo disse...

Muito bem , gostei muito de a ouvir a falar de si.Ainda ficamos a gostar mais das pessoas quando as conhecemos melhor!!! Um abraço à Carla e à equipa do Crescer..... :-)

Ana disse...

Uma excelente pessoa e uma das melhores profissionais de Águas Santas!