Número total de visualizações de página

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

à descoberta da Biodiversidade (II)

O Jornal Crescer dá continuidade à rubrica à descoberta da Biodiversidade, da responsabilidade do professor Pedro Pimenta, cujo objetivo é a promoção científica e a sensibilização para questões da biodiversidade da Maia. Esta rubrica pretende, assim, contribuir para um conhecimento mais alargado da população escolar sobre aspetos ligados à biodiversidade, pois conhecer é o meio para preservar. Os desenhos são da responsabilidade dos artistas que quiserem ilustrar os textos. Neste caso, da Marisa Santos, do 10º E.

Rana iberica Boulenger, 1879
autoria de Marisa Santos
Rã-ibérica

Descrição
Rã esbelta, cujo comprimento raramente ultrapassa os 55 mm. Cabeça com focinho pontiagudo. Olhos proeminentes e grandes. Membros anteriores com quatro dedos. Membros posteriores muito compridos, adaptados ao salto, com cinco dedos unidos por membranas interdigitais desenvolvidas. Pele lisa com pequenos grânulos na região dorsal. Pregas cutâneas dorsolaterais paralelas, que se estendem desde o olho até à parte posterior do corpo. Coloração dorsal variável, predominando os tons acastanhados e alaranjados. Apresenta uma característica mancha pós-ocular escura. O ventre é esbranquiçado.

Reprodução
O período reprodutivo estende-se de novembro a março e o desenvolvimento larvar dura cerca de três meses. 

Alimentação
A sua dieta baseia-se em pequenos invertebrados, tais como aranhas, larvas de insetos, caracóis e escaravelhos. 

Principais predadores
Os seus principais predadores incluem cobras-de-água e pequenos mamíferos. 

Distribuição global
A rã-ibérica é uma espécie endémica do quadrante Norocidental da Península Ibérica, ocorrendo desde o nível do mar até os 2424 m na serra de Béjar, no Sistema Central espanhol. 

Distribuição nacional
Em Portugal, distribui-se de forma praticamente contínua a norte do rio Tejo. A sul do rio Tejo, ocorre apenas na Serra de S. Mamede. 
                                                 
Época de observação
Apresenta-se ativa durante todo o ano, diurna e noturnamente. 

Águas Santas
Em Águas Santas, a rã-ibérica pode ser observada junto a ribeiros com substrato rochoso e vegetação abundante nas margens. Ocorre ainda em lagos e terrenos encharcados, normalmente com abundante vegetação herbácea ou arbórea envolvente.

Referências
Ferrand de Almeida, N.; Ferrand de Almeida, P.; Gonçalves, H.; Sequeira, F.; Teixeira, J. e Ferrand de Almeida, F. (2001). Anfíbios e Répteis de Portugal. Guias Fapas e Câmara Municipal do Porto, Porto.

Loureiro, A.; Ferrand de Almeida, N.; Carretero, M.A. e Paulo, O.S. (eds.) (2010). Atlas dos Anfíbios e Répteis de Portugal. Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade, Lisboa.

                                                                                                                                             Ana Pinto e Rita Almeida

2 comentários:

Filipa Andrade disse...

Deveriam fazer mais posts sobre a natureza. São dos melhores que o jornal tem :)

ana cesar cesar disse...

Parabéns! parabéns! parabéns! E
stá extraordinário o trabalho !!! Nota 20 !A professora de Artes Visuais Bem haja e muitos sucessos artísticos, Ana César