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quarta-feira, 9 de setembro de 2015

como ensiná-los a ser felizes?

Para refletir.
Miúdos felizes têm muito melhores resultados. Pense nisso e continue a ler.

daqui
Para que os filhos e os alunos aprendam a matéria com notas altas e tenham muitas atividades extracurriculares – o que os faz chegar ao fim do dia estafados e com muitos trabalhos de casa – alguns pais e professores esquecem o essencial: ensinar é fazer deles pessoas completas, mais do que fazê-los decorar conteúdos. Vale a pena pensar nisto, agora que as aulas vão começar.

Delfina Velez foi perdendo a fé inabalável no ensino à medida que ia sentindo o desencanto de tantos estudantes. Ao dar aulas, reparava que em diferentes turmas havia miúdos cansados, frustrados, tristonhos, como se aprender lhes sugasse a energia em vez de abrir horizontes. Alguns colegas resignavam-se, mas Delfina sempre teve uma sensibilidade incomum para os seus alunos. Nunca baixou os braços. Vê-los crescer, para ela, sempre foi menos passar de ano e ter boas notas e mais ensiná-los a viverem felizes no mundo real. Com 38 anos, professora de Português/Francês durante 13 anos, mãe de três filhos, sabe bem que é de pequenino que se desenvolve a autoestima e resiliência que fazem a diferença na idade adulta. «Os professores, dado o excesso de turmas e toda a carga burocrática, sentem necessidade de cumprir os programas escolares, solicitando trabalhos de casa como forma de reforço e consolidação de conteúdos», diz. «As escolas oferecem um horário contínuo: o dia escolar torna-se longo e o tempo para descanso quase inexistente.»
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«Devia valorizar-se muito mais a descoberta, o confronto com situações inesperadas, o respeito pela diferença e o gosto de aprender com ela. Treinar mais a inteligência emocional das crianças e ensiná-las a ver os erros, próprios e alheios, como oportunidades de aprendizagem», diz Nuno Francisco Maia, fundador da Ousar Crescer – Academia de Desenvolvimento Pessoal (...)
«QUANDO FALAMOS DE EDUCAÇÃO, as generalizações são perigosas», diz o psicólogo. «Mas aquilo que é aprendido depende em grande parte das capacidades dos próprios alunos, não necessariamente intelectuais, mas sobretudo emocionais e relacionais.» Nuno Maia acredita que a falta de articulação entre as vivências e o conteúdo dos programas curriculares será, talvez, um dos grandes fatores de insucesso e desmotivação hoje em dia. «Não sei se podemos culpar a escola. Penso que estas questões se estendem à sociedade: que posturas valorizamos em casa, no trabalho, nas nossas relações sociais?»
HELENA ÁGUEDA MARUJO, professora no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP) e especialista em Psicoterapia e Aconselhamento Educacional, afirma: «Estamos entre dois paradigmas de escola totalmente diferentes e é preciso fazer pontes entre ambos. Com o peso dado aos resultados e menos aos processos, a obsessão com a preparação para a vida profissional, perdemos o valor da aprendizagem pela experiência e na ligação à vida. Perdemos a relevância das artes e humanidades, do treino do pensamento crítico e da consciência plena. Arriscamo-nos a não preparar a nova geração para manter viva a democracia e trazer para a esfera pública importantes emoções privadas, como o amor.»

Texto com supressões. Leia a totalidade do artigo em: Notícias Magazine

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