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sábado, 16 de maio de 2015

a luta contra a discriminação ou a "história do dedo e do dedal"

História do Dedo e do Dedal

Era uma vez um dedo que andava sempre com frio. A sua dona, a senhora dona Filipa, para tentar resolver o problema, ofereceu-lhe um dedal. O dedal e o dedo andavam sempre juntos, nunca se separavam. Falavam de tudo e mais alguma coisa. Certo dia, estavam a passear e foram contra as silvas. O dedo não se magoou mas o dedal por sua vez, ficou todo arranhado.
- Estás bem? -  perguntou o dedo.
- Sim, apenas um bocadinho arranhado. Nada de mais.
- Desculpa! Não vi que tinha ali espinhos! - disse o dedo, muito inquieto.
- Não faz mal, está tudo bem.
- Sinto-me mesmo mal! Desculpa, outra vez.
- Esquece isso. Sabes o que é que me apetecia neste momento? Apetecia-me mesmo uma pêra, daquelas muito docinhas que nos levam ao céu.
- Exatamente! E um chá a acompanhar. O que me dizes? Aceitas ir lanchar comigo? É a minha maneira de te pedir desculpa.
- Oh, dedo, tu queres mesmo sair comigo? Como um encontro? - perguntou o dedal.
De imediato o dedo respondeu:
- Sim! Aceitas?
- Mas nós somos dois homens! O mundo vai julgar-nos. Eu não estou preparado para isso.
- Eu acredito que o nosso amor é mais forte do que tudo, dedo. Eu amo-te!
Por breves momentos o dedo corou, e ficou sem saber o que dizer:
- Eu também te amo...
E assim, os dois viveram felizes, na paz do amor, lutando contra a discriminação. 

Cristina Oliveira, 8º B

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