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domingo, 22 de junho de 2014

"O Miguel faz-nos muita falta!"

"O Miguel faz-nos muita falta. Para pensar, para planear e para discutir as coisas pequenas e as coisas grandes do mundo." Bárbara Reis, diretora do PÚBLICO


DIRECTOR ADJUNTO

Miguel Gaspar *

Aterrei no jornalismo em 1986 vindo directamente do curso de Filosofia. Troquei Platão pela secção de polícias do Correio da Manhã e de idealista passei a tarimbeiro. Não me dei mal: comecei a sonhar em ser jornalista quando vi A Primeira Página, do Billy Wilder. Continua a ser uma fonte privilegiada da minha semiótica jornalística. Como animal de hábitos que sou, passei quase toda a minha vida nos diários. Muitos anos no DN e desde 2007 no PÚBLICO. Um dia escrevo uma tese sobre os dois. Fui crítico de televisão durante dez anos (no DN, no Independente e na Renascença) e hoje não consigo ver televisão. Olhos do ofício. Também fundei e dirigi o site da TSF, em 2000, no auge da bolha da Internet. Gostava de saber onde é que o jornalismo vai aterrar no futuro. Mas isso é outro filme.
*Palavras autobiográficas de Miguel Gaspar, director adjunto do PÚBLICO. Morreu na madrugada deste domingo aos 54 anos. Estava internado há algumas semanas, em Lisboa, e tinha um cancro no pâncreas.

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