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sábado, 12 de novembro de 2011

“A crónica dos bons (alunos) malandros de animação”

Os alunos do 11ºe 12º ano do Curso Profissional de Técnico de Animador Sociocultural estiveram no Teatro de Sá da Bandeira a assistir a uma peça de teatro musicado baseada na “Crónica dos Bons Malandros” da autoria de Mário Zambujal.
Escrita há quase três décadas atrás a “Crónica dos Bons Malandros”, após uma experiência na sétima arte, foi transposta para o palco pelas mãos do encenador Francisco Santos que, em conjunto com o autor, decidiu dar uma vida nova à fantástica saga dos famosos “bons malandros” do Bairro Alto lisboeta.
Em palco estiveram os atores que deram corpo a cada um dos malandros lisboetas – o Renato (chefe do pequeno gang) e a sua inseparável Marlene, o “doutor” Flávio, o Arnaldo, o Pedro, a Adelaide e, finalmente, o Silvinoo Bitoque” como era conhecido de todos, à frente de um conjunto de outros atores e bailarinos, num total de mais de duas dezenas de figuras.
Marcado por um pitoresco linguarejar das principais personagens (leia-se o calão utilizado pelo autor no livro), toda a representação tem em vista a interação do pequeno grupo de assaltantes e a mistura de emoções, de deceções, de alegrias e tristezas de um jovem bando de assaltantes que teve a audácia de arquitetar e executar um inimaginável assalto ao Museu da Fundação Gulbenkian com o objetivo de “espantar o mundo”.
Com cenários e figurinos a fazer lembrar o castiço Bairro Alto, na Lisboa, nos anos 80 como pano de fundo, este musical medianamente interpretado surpreende, sobretudo, na sua parte final que não coincide em absoluto com o epílogo encontrado por Zambujal no seu livro.
De referir ainda o dispensável mau gosto em alguns dos medíocres diálogos a fazer lembrar o pior estilo revisteiro. Apesar de tudo, os alunos assistiram a alguns razoáveis momentos de música e de humor.
O jornalista Mário Zambujal estreou-se na literatura em 1980 com a “Crónica dos Bons Malandros”, um livro que tem cativado sucessivas gerações de leitores. Recentemente o autor publicou o seu mais recente livro intitulado  “Uma Noite Não São Dias”.
Acompanharam os alunos os professores Kátia Alves, Laura Vilela e António Mário Coimbra.
António Coimbra

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