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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

desafio II, parte II

E chegamos a mais um fim de semana. E com ele, cá estamos com mais um desafio.Desta vez, a proposta é que escrevam um pouco sobre o que esta tela vos inspira, independentemente da intenção do seu autor.


Inspirem-se! Aguardamos ansiosamente pelas vossas respostas.

10 comentários:

Anónimo disse...

Esta tela sugere-me a seguinte ideia: o sentimento é bem mais forte que as sensações. Não preciso de ver, ouvir ou falar para sentir a pessoa a quem estou presa sentimentalmente.

Luzia Lemos disse...

Ocorre-me, de imediato, uma citação de "O Principezinho", ...."o essencial é invisível aos olhos. Só se vê bem com o coração"...

Tantas vezes "caminhamos" de olhos fechados. por não saber, por necessidade de não ver, por querer ver o que não está, por....

E aqui a justificação da supra lembrada citação!

Kátia Araújo disse...

A propósito do amor farei uma citação de Alberto Caeiro:

Uma vez amei, julguei que me amariam,
Mas não fui amado.
Não fui amado pela unica grande razão -
Porque não tinha que ser.

Consolei-me voltando ao sol e a chuva,
E sentando-me outra vez a porta de casa.
Os campos, afinal, não são tão verdes para os que são amados
Como para os que o não são.
Sentir é estar distraido.


Alberto Caeiro, 7-11-1915

IL disse...

Estes dois amantes não têm rosto nem idade.O amor existe independentemente disso.
Muito bonita esta tela!

AEAS disse...

"Os amantes" de Magritte sugeriram belos comentários e muitas "espreitadelas no FB.
Ainda bem!:)

Sara Antunes disse...

Amor cego e incondicional.

carmen madureira disse...

Se tenho olhos é para ver...
Se tenho pele é para sentir...
Se tenho nariz é para cheirar...
Este tela faz-me algum desconforto e até me asfixia.
Gosto de sentir com todos os sentidos que possuo.

Anónimo disse...
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
Anónimo disse...
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Bárbara Pedrosa disse...

Esta tela relembra-me de certa forma uma passagem fabulosa do "Uma família inglesa" que passarei a citar:

"Os diálogos amoros, que estamos acostumados a escutar entre o galã e a primeira dama, no tablado dos teatros, ou a ler nos capítulos dos romances, diálogos cortados de interjeições e cheios de subtis teorias do mais acrisolado sentimento, são excepções na vida real; e, quando se dão, sai-se deles mais livres, mais disposto a esquecer, menos propenso a sonhar; servem como de expansão aos afectos acumulados - expansão em que estes às vezes completamente se dissipam. Mas os constrangimentos, os silêncios, dos quais a imaginação em vão procura livrar-se, e sobre tudo o conversar aturado sobre mil coisas fúteis e indiferentes, isso sim, que é bem mais para temer; porque, enqanto dura a troca recíproca de fórmulas insignificantes, o coração põe em campo outros emissários secretos e invisíveis, que adiantam consideravelmente as negociações pendentes e conseguem realizar a entrega da praça, sem o mínimo combate manifesto.
Digam-no os numerosos pares, para quem voam as horas e desaparece o mundo, de enlevados que se entregam a esses intermináveis diálogos, motivos de zombarias aparentes e de ocultas invejas dos que os não podem gozar; digam se, quando mais sinceros sentiam em si os afectos, eram metafísicas e transcendentes especulações sobre o amor, o que lhes assim absorvia as atenções e os cuidados; digam se, quando, ao terminar um desses dias felizes, tentavam reproduzir as impressões recebidas no decurso dele, recordando as palavras ditas e escutadas naquelas longas entrevistas, outra coisa lhes conseguia avivar a memória que não fosse diálogos pouco dramáticos, banalidades sobre assuntos indiferentes, mas sob cujo disfarce o coração achara meio de dizer muito e até mais eloquentemente, do que que aida algum o pode exprimir - nem o próprio Petrarca nos seus trezentos e dezoito sonetos!"