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quinta-feira, 10 de junho de 2010

Timor: exames à noite... por culpa do fuso horário

Ministra confrontada por alunos de Timor com exames à noite
Alunos queixam-se de desvantagem originada pelos fusos horários

A ministra da Educação foi confrontada esta quarta-feira com o descontentamento de alunos da Escola Portuguesa de Díli, em Timor-Leste, por serem obrigados a fazer exames à noite, noticia a Lusa.

A Escola Portuguesa de Díli funciona integrada no sistema de ensino português, pelo que os alunos têm de fazer os exames nacionais em simultâneo com os colegas que estudam em Portugal.

A diferença horária de oito horas entre os países origina que tenham de prestar provas à noite, sob efeito do cansaço, sem luz natural para fazer os exames e a horas em que já não têm transportes públicos para o regresso a casa, o que cria problemas de segurança.

A presença de Isabel Alçada, que cumpre uma visita oficial de cinco dias a Timor-Leste, foi aproveitada para transmitirem que, se o objectivo dos exames nacionais à mesma hora é o de todos os alunos serem tratados por igual, coloca-os em situação de desvantagem por causa dos fusos horários.

«Esta situação pode trazer-nos desvantagem e reflectir-se nas notas. É mais difícil concentrar-me à noite, principalmente a geometria descritiva que exige maior concentração», queixou-se Joana, uma das alunas do secundário.
Outro estudante, do 11.º ano de Ciências, referiu os problemas de segurança que se colocam aos alunos e alunas, no regresso a casa depois dos exames.

«Os transportes públicos acabam às 18:00 e não temos táxis nem microletes (miniautocarros) a circular perto da escola à hora a que acabam os exames. Nem todos os alunos têm transporte próprio para voltar para casa e alguns vivem em bairros onde às vezes há problemas», afirmou.

No diálogo com os alunos, Isabel Alçada deu a resposta possível no momento e alguns conselhos.
«Vocês estão numa idade cheia de energia, que devem canalizar para esses objectivos. Por isso pensem na melhor forma de naquele momento (do exame) estarem no vosso máximo. Têm de gerir a vossa energia e o vosso pensamento para darem o melhor. Este ano, não podemos fazer de outra maneira».

Em relação às saídas que a frequência da Escola Portuguesa permite, o ministro da Educação de Timor-Leste, João Câncio, salientou que os alunos ficam habilitados a entrar nas universidades dos países de Língua Oficial Portuguesa, incluindo em Universidades portuguesas, e que o Governo timorense está a preparar um programa de bolsas de estudo para proporcionar a frequência de cursos no estrangeiro.

texto in TVi24 e foto de EPA/ANTONIO DASIPARU

Nós, os de cá, desejamos aos alunos de lá MUITA ENERGIA (mesmo!) e aproveitamos para perguntar se alguém já antes tinha pensado nisto. É que, por muita energia que estes alunos possam ter, o caso é, no mínimo, insólito.

1 comentário:

Sá Nogueira disse...

ISTO É UMA DECISÃO DE UMA MINISTRA INCOMPETENTE COM ESPIRITO COLONIALISTA PENSANDO QUE OS POVOS QUE FORAM COLONIZADOS POR PORTUGAL TÊM QUE SE SUBMETER A TODA A ESPÉCIE DE ABUSOS DE GOVERNANTES IMPREPARADOS PARA SUAS FUNÇÕES. PORTUGUESES RESPEITEM O POVO TIMORENSE POIS PARA ELES JÁ É DIFICIL A ADAPTAÇÃO A LINGUA PORTUGUESA, QUANTO MAIS ATURAR INCOMPETENTES.